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Capítulo 56

Penulis: DhaSantana
last update Tanggal publikasi: 2026-08-28 01:31:42

Bia Lacerda

— Eu sei... eu sei que você errou — falei, fechando os olhos com força, sentindo as lágrimas molharem a gola da blusa dele enquanto afagava os cabelos escuros e encharcados com uma mão trêmula. — Você foi o homem mais arrogante, teimoso e covarde do planeta ao achar que podia resolver tudo sozinho. Você me deixou sozinha no escuro, Gregório. Você não tem ideia do quanto eu sofri, do vazio que ficou aqui dentro... Depois de prometer o principal, você aqui comigo.

— Eu sei, eu sei...
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  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 50

    Isabella Marcel — Gregório... — comecei a falar, erguendo uma das mãos no ar para tentar parar aquela torrente de justificativas que não conseguiam curar a ferida aberta no meu peito.Ele me interrompeu.— Julian sempre gostou de fazer tudo certo, Isa — ele disse, com aquela voz calma e grave, os olhos marejados de uma preocupação sincera. — Ele pode ser muita coisa, pode ser cabeça-dura, reservado, às vezes até desastroso para expressar o que sente quando está sob pressão... mas ele sempre tenta fazer tudo de forma correta. Por isso estava lá. Por isso está tentando respeitar os prazos médicos e legais, encarando a situação de frente em vez de fugir como a nossa mãe costumava fazer. Mas a Nadine passou de todos os limites. Ela viu a sua ligação entrar e orquestrou aquela cena em segundos para te destruir.Pressionei os dedos contra as têmporas, sentindo uma pontada aguda de dor de cabeça se alastrar pela minha testa. Respirei fundo, deixando o ar frio da sala entrar nos meus pulmões

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 49

    Isabella Marcel A imagem daquela mulher na tela do meu celular não se apagava. Ela continuava queimando atrás das minhas pálpebras a cada piscar de olhos, uma queimadura fria e lancinante que parecia paralisar todos os meus sentidos.A mulher de roupão de seda champagne, os cabelos levemente desordenados caindo sobre os ombros, a postura de quem se movia com a mais absoluta intimidade pelo escritório privativo de Julian, em pleno meio da noite em Zurique... E aquela voz. A doçura envenenada com que ela o chamara de "meu amor", oferecendo-lhe mais uma dose na cama como se aquilo fizesse parte da rotina doméstica diária dos dois.Ao desligar a chamada de vídeo, o meu apartamento mergulhara em um silêncio absoluto e aterrador.Eu não gritei. Não joguei nada contra a parede. Não tive uma crise histérica. O meu corpo simplesmente reagira como se estivesse em estado de choque, desligando-se do mundo ao redor. Caminhei a passos lentos até o meu quarto, sentindo o chão oscilar sob os meus pé

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 48

    Julian Bernoulli Ouço os gritos da Nadine com meu pai minutos depois.Nadine descera do quarto, percebendo o movimento na casa e a presença do meu pai. Ela percebera que o seu show teatral não havia culminado na minha saída desesperada para o aeroporto como ela planejara, mas sim numa reação em cadeia que ela não conseguia mais controlar.— Vocês não podem me obrigar a nada! — os gritos estridentes de Nadine invadiam o corredor, carregados de um pânico histérico e sem o verniz daquela voz suave de quando ela usava o roupão de seda. — A casa é do Julian! Vocês são uns monstros! Eu estou grávida! O médico disse que eu não posso sofrer pressão! Se vocês me tocarem com uma agulha amanhã sem o meu consentimento, eu coloco a polícia aqui dentro!Caminhei até a porta do quarto e saí para o corredor. Meu pai já estava no topo da escadaria, de pé, impecável no seu terno escuro, olhando para Nadine lá embaixo com o mais puro e sereno desprezo.— A senhora não está sendo coagida a nada, senhora

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 44

    Julian Bernoulli O som da zíper da mala rasgando o silêncio pesado do meu quarto era o único ruído que ecoava naquelas quatro paredes, marcando a contagem regressiva para a minha saída daquele inferno. As mãos me tremiam de uma forma que eu jamais experimentara antes. O desespero e a raiva formavam uma mistura corrosiva no meu peito, queimando cada célula do meu corpo. Cada segundo que eu passava ali parado em Zurique, respirando o mesmo ar que a mulher que acabara de destruir a minha vida, parecia um golpe direto no peito de Isabella.Eu só pensava no olhar dela pela tela do celular. Naquela expressão de dor pura, decepção e mármore antes da tela ficar completamente preta. O pensamento de que ela pudesse estar agora no seu apartamento em São Paulo, chorando e acreditando que eu era o pior canalha da terra, fazia meu estômago dar voltas e a minha cabeça latejar.Peguei o passaporte sobre a mesa de cabeceira e o enfiei no bolso interno do meu casaco pesado. Quando me virei para puxar

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 46

    Julian Bernoulli Liguei para o telefone de Gregório em São Paulo. Eram quase sete da noite lá. O telefone tocou quatro vezes até que a voz do meu irmão atendeu do outro lado, rouca de surpresa. — Julian? Meu Deus, cara, finalmente! Onde você esteve? A Isa... — Gregório... por favor — interrompi-o, a minha voz quebrando por completo, o choro contido há meses, finalmente rasgando o meu peito de forma incontrolável. — Por favor, Gregório... vai até o apartamento da Isa agora. Vai lá, cara, pelo amor de Deus... — Julian? O que aconteceu? Você está chorando? — Gregório perguntou, o tom de voz mudando no mesmo instante para uma preocupação alarmada. — A Nadine... ela armou uma cena no meu escritório no segundo em que a Isa me ligou por FaceTime — consegui explicar, as lágrimas escorrendo quentes pelo meu rosto, manchando o colarinho da minha camisa. — A Isa viu essa mulher de roupão aqui dentro, ouviu ela me chamar de amor... e desligou na minha cara. Ela não atende mais as minhas liga

  • Diagnóstico proibido: Obsessão do médico Bilionário    Capítulo 45

    Julian Bernoulli O sangue fugiu do meu rosto no mesmo milésimo de segundo. A sensação foi a de ter levado um tiro no peito à queima-roupa. — Cala a boca, Nadine! — berrei, a voz rasgando a minha garganta enquanto eu empurrava a mulher para longe da mesa com uma força desgovernada, fazendo a bandeja de prata voar longe e a garrafa de uísque se estilhaçar no chão em um estalo ensurdecedor de vidro e álcool. Mas já era tarde demais. O estrago absoluto e irreversível fora feito. Voltei os olhos desesperados para a tela do telefone. O rosto de Isabella na tela passou de uma tristeza contida para uma palidez mortal. Vi o momento exato em que os olhos escuros dela se arregalaram em puro choque, captando a imagem da mulher de roupão de seda ao meu lado, ouvindo a palavra "amor" sair da boca dela com tanta naturalidade, vendo o cenário de intimidade doméstica que Nadine conseguira simular perfeitamente para a câmera. Vi o estilhaçar da confiança no olhar de Isabella. Vi a dor mais profun

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