Mag-log inO jantar foi silencioso.
Eveline sentou-se à mesa longa, comendo sob o olhar atento de Maria e os poucos funcionários que transitavam discretamente pela casa. Marcus não apareceu para comer com ela. A mesa, embora farta, parecia um palco vazio. Nada ali era acolhedor, e cada mordida parecia feita por obrigação.
Depois do jantar, Maria levou-a de volta ao quarto. As malas já estavam no lugar, as roupas cuidadosamente organizadas no armário. A noite estava quente, e uma brisa morna entrava pela janela, balançando levemente as cortinas.
Eveline trocou-se por uma camisola leve de seda vermelha, que Claudia fizera questão de colocar no fundo da mala. O tecido macio grudava em seu corpo como uma segunda pele, destacando sua silhueta. Ela hesitou em se olhar no espelho, mas o fez. Pela primeira vez, se viu com os olhos de um homem. Um homem como Marcus.
Será que ele me deseja? Ou só me escolheu pelo ventre?
Bateu à porta. Um toque firme. Ela se sobressaltou.
Maria entrou.
— O senhor Marcus está esperando por você no quarto dele. — A mulher falou com gentileza, mas havia algo em seu olhar... compaixão.
Eveline assentiu devagar. O coração disparava. As mãos tremiam.
Seguiu os passos de Maria por um corredor escuro até a porta de madeira dupla, onde parou. Respirou fundo.
— Vá no seu tempo, menina. E lembre-se: ele pode parecer pedra por fora... mas até a rocha sente calor quando tocada com verdade.
A porta se fechou atrás dela.
O quarto de Marcus era vasto, decorado com móveis pesados, livros antigos e um cheiro amadeirado intenso. Ele estava ali, de pé ao lado da lareira, camisa semiaberta, a meia-máscara ainda em seu rosto.
Quando a viu, parou por um instante. A visão de Eveline ali, com a camisola delineando seu corpo, as curvas suaves, os seios firmes, a cintura delicada... fez seu sangue ferver. Ele tentou manter a postura, mas seu olhar traiu o desejo.
— Você veio.
— Foi o que você pediu — respondeu, sem conseguir esconder o tremor na voz.
— Sim. Pedi. Mas... não esperava que viesse assim.
Ela baixou os olhos. Marcus caminhou até ela devagar, sentindo o ar pesar entre eles. Quando parou a poucos centímetros, ergueu sua mão e — por instinto — ela recuou.
— Não tenha medo de mim — disse ele, baixo. — Eu só não sei... ser gentil. Não mais.
Eveline ergueu os olhos e seus olhares se encontraram. Havia dor ali, sim. Mas também um homem. Um homem carente, faminto de contato, mas cheio de barreiras.
— Posso... posso te tocar? — ela sussurrou.
Ele hesitou, mas assentiu lentamente.
As mãos delicadas de Eveline tocaram o peito de Marcus, sentindo os músculos sob a pele. Ele suspirou, fechando os olhos por um instante. Quando os abriu, era outro homem.
Aproximou-se. As mãos grandes deslizaram pela cintura dela, puxando-a para mais perto. Sua boca encontrou a dela num beijo intenso, urgente, cheio de uma paixão contida que agora explodia.
Eveline sentiu o mundo girar. O medo se misturava ao desejo e se dissolvia a cada toque, a cada beijo, a cada suspiro que escapava de seus lábios. Marcus a ergueu nos braços e a deitou sobre a cama, cobrindo seu corpo com o dele.
— Você é linda demais... — murmurou, enquanto beijava sua pele, seu pescoço, seus ombros.
As mãos dele descobriram os seios dela com carinho, com uma adoração inesperada. Brincava com eles, os acariciava, mordiscava com desejo e reverência. Eveline arqueava o corpo, rendida, os gemidos baixos escapando sem controle.
Ele a despiu devagar, com cuidado, como se não quisesse assustá-la, e ao mesmo tempo não pudesse mais esperar. Tocou suas partes íntimas com dedos habilidosos, levando-a à beira da loucura. Eveline nunca imaginou que pudesse sentir tanto prazer. Era tudo novo. Intenso. Ardente.
Quando ele finalmente se uniu a ela, o momento foi lento, profundo. O corpo dela o acolheu como se o esperasse há uma vida inteira. Ela gemeu, sentiu dor — mas também prazer. Marcus beijou sua testa, acariciou seus cabelos, e foi gentil. Muito mais do que ela imaginava que ele poderia ser.
— Eu não sabia que seria assim... — ela sussurrou, com os olhos marejados.
— Nem eu... — respondeu ele, enterrando o rosto em seu pescoço.
A noite se arrastou em gemidos, toques, sussurros. Eles fizeram amor como dois desconhecidos famintos que descobriram um abrigo um no outro. E ali, entre lençóis e cicatrizes, nasceu algo mais forte que desejo.
Uma fagulha. Um começo.
O quarto da suíte nupcial agora era um templo privado. A brisa do mar entrava suavemente pelas cortinas esvoaçantes, misturando-se ao perfume das pétalas sobre a cama. O corpo de Eveline, ainda úmido da banheira, exalava calor e desejo. Marcus a olhava como se quisesse gravar cada detalhe daquela noite na memória — e, de fato, queria. Ele se deitou sobre ela, com os cabelos ainda levemente molhados e o olhar aceso. Suas mãos deslizavam pela pele alva de Eveline, que estremecia sob cada carícia. — Eu esperei muito por isso — ele sussurrou, seus lábios quase encostando nos dela. — Esperei pela sua entrega... pelo seu olhar dizendo “eu voltei”. Eveline passou os dedos pelos cabelos dele, prendendo-o ali. — Eu voltei. E agora sou toda sua, Marcus. Sem reservas. Sem medo. Ele beijou-a com intensidade. A princípio, lento, como se a saboreasse. Depois, mais fundo, como se quisesse tomá-la para si de vez. O corpo de Eveline se arqueou debaixo dele, os seios tocando o peito nu dele, e
O céu já vestia seu manto noturno quando Marcus e Eveline chegaram à suíte nupcial do resort à beira-mar. O hotel cinco estrelas exalava luxo em cada detalhe — da recepção perfumada aos corredores silenciosos que conduziam ao andar mais alto. A suíte era um verdadeiro refúgio romântico: ampla, com varandas de frente para o mar, lençóis brancos como nuvens e uma banheira de hidromassagem estrategicamente posicionada sob um teto envidraçado com vista para as estrelas. Marcus abriu a porta do quarto com um leve empurrão, os olhos fixos em Eveline, como se ela fosse a única coisa que existia no mundo. A luz suave refletia na madeira polida do chão, criando um brilho quente e acolhedor. Sem dizer uma palavra, ele a pegou nos braços, como prometera a si mesmo fazer desde o dia em que ela disse “sim”. O vestido de noiva dela escorregava com leveza, quase como um sussurro, deixando um rastro de seda branca sobre o chão. Os cabelos castanhos estavam meio soltos, algumas mechas escapando do p
O sol filtrava-se por entre as copas das árvores da mansão Castelão, lançando feixes dourados sobre o gramado impecável. Era como se o dia inteiro tivesse sido escrito em função daquele momento. O jardim, transformado em um cenário de sonho, exalava perfume de lavanda, rosas brancas e jasmim. Ao fundo, um arco de flores silvestres contornava o altar, e as cadeiras elegantemente alinhadas estavam cobertas com tecidos marfim. Arranjos suspensos balançavam levemente com a brisa suave da manhã. Era como se até o vento soubesse que o amor seria celebrado ali.No andar de cima da mansão, Eveline estava quase pronta. Vestia-se com a ajuda de Clara e de Helena, que não conseguia conter as lágrimas ao ver a nora como uma verdadeira princesa. - Eu vou beber uma água com açúcar não posso fuçar emocionada de mas, eu volto já meninas.- Eve antes que eu esqueça olha isso! Uau amiga não me diga que vc está noiva? Clara mostrou para a amiga o anel de brilhante que Daniel deu para ela, quando a p
O sol da tarde banhava a mansão Castelão com tons dourados e suaves, refletindo nas janelas altas e no jardim cuidadosamente decorado. O cheiro de flores frescas preenchia o ar, enquanto os jardineiros finalizavam a montagem do altar ao ar livre. Cortinas de tule branco esvoaçavam com a brisa, ladeadas por arranjos de orquídeas, rosas e lavandas. Tudo estava sendo preparado para o que prometia ser um dos dias mais especiais na vida de Eveline e Marcus. Dentro da mansão, Clara ajudava Eveline no andar superior, no quarto sobre a cama, repousava o vestido de noiva que Eveline havia escolhido com os olhos brilhando de emoção. Era leve, rendado, com mangas delicadas e uma longa cauda que parecia flutuar. — Você vai deixar todos sem ar — disse Clara, ajeitando os últimos botões do corpete. — Principalmente o Marcus. Eveline riu, mas os olhos estavam marejados. Ela se virou, pegando as mãos da amiga. — Obrigada por tudo, Clara. Por estar aqui, por não me julgar quando nem eu sabia o qu
O fim de tarde chegava com tons dourados e um clima ameno. A mansão Avelar, decorada com velas suaves e flores brancas sobre a mesa de jantar, exalava uma atmosfera de expectativa e celebração. Clara, depois de revisar os últimos detalhes com Marta, subiu para se arrumar. Escolheu um vestido na cor off white de alças finas, discreto e elegante, que realçava sua silhueta com naturalidade. No andar de baixo, Daniel conversava com Beatriz e Lucas, que ajudavam Marta a dobrar os guardanapos e posicionar os lugares à mesa. Queria que as crianças participassem de tudo, pois aquele jantar não era apenas uma recepção — era uma declaração. Clara faria, em breve, parte daquela família, e era hora de todos a acolherem como tal. — Clara vai ficar ainda mais bonita hoje? — perguntou Beatriz, com os olhos grandes de curiosidade. — Vai, minha princesa — respondeu Daniel, sorrindo. — E vocês dois vão ajudá-la a se sentir ainda mais especial. Às 19h30, o carro trazendo os pais de Clara chegou. Ao
A clínica havia retomado sua rotina habitual, e a presença de Clara nos corredores — agora mais confiante, segura e com um brilho que vinha de dentro — parecia contagiar os pacientes e funcionários. Daniel, totalmente recuperado, estava de volta aos atendimentos, mais presente do que nunca, e sempre acompanhado de um olhar cúmplice trocado com ela entre um prontuário e outro.Clara sabia que a vida estava mudando — e que estava mudando para melhor.Naquela sexta-feira, Daniel a esperou no consultório depois do expediente. Vestia uma camisa azul clara, dobrada nos punhos, e um sorriso diferente, sereno, mas ansioso. Sobre a mesa, uma pequena caixa de veludo azul repousava discretamente ao lado de uma taça de vinho.Quando Clara entrou, ele se levantou.— Uau... — disse ela, sem esconder o encantamento ao ver a mesa posta, com flores, velas e aroma suave de lavanda no ar. — Você está aprontando alguma coisa, doutor Avelar?Daniel sorriu.— Estou celebrando... nós.Ela largou a bolsa em







