LOGIN"Eu não pedi para que se casasse comigo, vá embora e me deixe em paz!“ — Maria Eduarda disse pausadamente, enquanto segurava uma tesoura debaixo da mesa da máquina de costura. Virando as costas, ela soltava o ar com força comprimindo os lábios, apertando a peça que estava prestes a cortar. Maria Eduarda havia o rejeitado há quatro anos, só que agora, Maicon havia sido aquele escolhido para casar com ela, que tentava dia após dia, fazê-lo se arrepender, sem sucesso. “Deixá-la agora seria desperdício, não me desfaço de nada que possuo, fique ciente!“ — ele a puxou de repente, fazendo com que a tesoura ficasse pendurada na ponta de seus dedos. “Pra me possuir vai precisar de muito mais do que ter o meu corpo..." — sussurrou enquanto sentia a tesoura ser derrubada com facilidade por ele. “Isso é o que vamos ver... até o diavolo tem medo de mim, italiana!"
View MoreNarrativa da autora Venho pessoalmente, contar a vocês como termina essa história. Ivete, que sempre foi uma mulher prática e dedicada, começou a perceber algo inesperado em sua jornada. Antes, sua vida se resumia a ser a cozinheira da família de Maicon, cuidando de todos com zelo e dedicação. No entanto, ao longo do tempo, o contato com a realidade dura e perigosa da máfia a transformou. De alguém que, no início, preferia estar longe dos negócios sombrios, Ivete foi se adaptando. Ela descobriu uma adrenalina em se envolver nas operações e, surpreendentemente, desenvolveu um gosto pelo risco. Ela percebeu que gostava da sensação de controle, da tensão, da habilidade de proteger aqueles que amava. Ela conheceu Fred, o homem que, ironicamente, havia ferido, mas depois cuidou durante sua recuperação. No início, era apenas o dever de garantir que ele sobrevivesse. No entanto, Fred, com seu jeito calmo e resiliente, despertou algo nela. Enquanto o ajudava, Ivete começou a
Capítulo Final Maicon e Maria Eduarda estavam sentados à mesa do restaurante onde tudo começou entre eles. Cercados por suas famílias, celebrando não apenas o reencontro, mas também a nova fase de suas vidas como pais. — Não posso acreditar que vocês conseguiram fazer essa reserva aqui de novo! — exclamou Rebeca, a irmã de Maicon, rindo. — Lembro da última vez que você quase foi expulso por causa do transtorno e discussões. Maicon lançou um olhar divertido para Duda, que retribuiu com um sorriso maroto. — Não fui eu quem fez barulho, certo, italiana? — Ele olhou para Maria Eduarda, que estava com um brilho nos olhos. — Você ainda era quieto. Confesso que a culpa foi minha, mas agora quero que todos vejam como estamos bem, juntos — respondeu ela, rindo. — Se você diz... A conversa fluiu naturalmente, e o clima era de pura alegria. A mesa estava repleta de pratos que refletiam a mistura de culturas, desde massas típicas italianas até pratos brasileiros que Maic
CAPÍTULO 143 Maicon Prass Fernandes Eu me mantive em silêncio, deixei o Don conduzir. Alexei se afastou, se aproximou do irmão, que cochichou algo pra ele, então o senhor Kim se pronunciou outra vez: — Nós vamos procurar um médico para atender o Anton, mas depois eu volto para conversarmos, Don Antony. Sugiro que pense bem, porque se não me engano, você mesmo negou essa moça para acordos, antes, porque não estava bem de saúde. — Ela está bem melhor. Vou solicitar um laudo médico atualizado, fique tranquilo — Don disse decidido. — Certo. Vamos! — Chamou Alexei que precisou ajudar o Anton a sair. O maledetto todo quebrado, ainda me encarou com um leve sorriso, que brotou do seu rosto quando passou por mim. O Don observou Maxim e Alexei se afastarem com Anton, ainda com aquela expressão calculista que ele sempre mantinha. Eu continuei em silêncio, esperando o momento certo para falar. Assim que os russos saíram do local e a porta foi encostada, ele se v
CAPÍTULO 142 Maicon Prass Fernandes A noite terminou ótima, embora as palavras de Maria Eduarda não saíssem da minha cabeça. “O que Alexei estava tentando dizer?“ Acordei mais cedo, passei para ver as crianças e então, fui ver como estava o Anton. — Daniel... seja rápido. Compre uma roupa apresentável, terno, sapatos. De preferência uma camisa num tom com cor viva, tipo um vinho. Vamos precisar libertá-lo hoje no final do dia. Já recebi uma mensagem do Don que o senhor Kim quer o filho, hoje. — Chefe, você viu o rosto dele? Anton teve um dente quebrado, seu cabelo raspado, um pedaço da orelha sumiu, está irreconhecível... — Daniel lembrou. Eu só o olhava de longe, mas dava para notar. — Providencie uma dentadura, chame o dentista, se vira, Daniel! Vou pedir à Ivete que coloque algo no rosto dele para melhorar, e dê um remédio para desinchar. — Certo chefe... Eu sabia que poderia dar merda, mas era uma ordem, teríamos que entregar esse hom












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