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E A Madrasta? Os Dois Filhos Me Amam Ainda Mais
E A Madrasta? Os Dois Filhos Me Amam Ainda Mais
Author: Cipreste Gema

Capítulo 1

Author: Cipreste Gema
Capital.

Noite, oito horas.

Na festa de comemoração do Grupo Pinto, todos brindavam e conversavam animadamente.

O protagonista, Ibsen, cercado por uma multidão, havia passado por dificuldades anos atrás, mas conseguiu reerguer-se do nada e conduzir a empresa Grupo Pinto à reabertura de capital na bolsa. Naturalmente, era motivo de celebração.

— Parabéns, Sr. Ibsen, realmente jovem e promissor.

— No futuro, devemos certamente cooperar mais vezes.

— Não é só a carreira brilhante, Sr. Ibsen, sua família também é feliz. Minha esposa sempre diz que, tendo uma boa esposa, não há com o que se preocupar. Realmente invejo por ter uma esposa tão maravilhosa.

Claro que invejavam. Aquela Sra. Pinto, tão jovem, disposta a ser madrasta e ainda criar tão bem os dois filhos — que homem não invejaria?

Ao mencionarem Dionísia, Ibsen, no centro das atenções, olhou ao redor.

Na multidão, vestindo um elegante vestido preto e demonstrando postura refinada, estava a Sra. Pinto, Dionísia Melo.

Desde um mês atrás, Dionísia vinha organizando pessoalmente essa festa de comemoração. Mesmo ocupada, não se esquecera de cuidar das crianças.

Hoje, com os filhos crescendo saudáveis e a carreira estável, Dionísia tinha um papel fundamental nesse sucesso.

Esse mérito, Ibsen reconhecia.

Foi então que Dionísia se aproximou acompanhada dos dois filhos, segurando o braço de Ibsen.

Rapidamente, os presentes retomaram os elogios:

— Sr. Ibsen e Sra. Pinto, junto com esses dois anjinhos, realmente formam uma família abençoada!

Dionísia sorriu delicadamente:

— Não mereço tantos elogios. Agradeço pelo apoio ao Ibsen todos esses anos e espero que no futuro...

Antes que Dionísia terminasse, uma voz surpresa soou na entrada da festa:

— Inês Alves? Você é a Inês, não é?

O segurança disse:

— Senhora, ela está rondando aqui já faz um tempo. A senhora a conhece?

A voz, alta o suficiente, rapidamente chamou a atenção de todos.

No instante em que Dionísia ouviu o nome "Inês", seu coração disparou.

Antes que pudesse reagir, seu braço ficou subitamente livre!

Viu Ibsen avançar apressado em direção à entrada, com expressão tensa, quase esperançosa.

Inês Alves?

Quantas Inês Alves poderiam existir no mundo?

E quantas poderiam aparecer ali?

Na entrada, o segurança segurava o braço de uma mulher:

— Quem é a senhora? Tem convite?

— Solte!

Essa ordem partiu da boca de Ibsen.

Todos o seguiram imediatamente.

O nome Inês não era estranho para ninguém.

Era a amiga de infância de Ibsen, com quem teve um noivado, além de ser a mãe biológica dos dois filhos criados por Dionísia!

— Inês? É realmente você? — Ibsen correu até ela e segurou seu braço, com certo ar de incredulidade.

Seu nervosismo e atenção ficaram evidentes para Dionísia, deixando-a ainda mais apreensiva.

— Ibsen, eu... senti tanta falta das crianças, só queria vê-las. Não quis atrapalhar vocês... Me desculpe, me desculpe...

Inês vestia-se de forma simples, olhos avermelhados, olhando com saudade e apego para os dois filhos ao lado de Dionísia.

Ibsen sentiu o coração apertar.

Inês, antes extrovertida, sorridente, confiante e cheia de vida, agora parecia cautelosa e abatida, muito diferente do passado.

Ibsen a olhou fixamente, como se temesse que ela desaparecesse de novo sem motivo:

— Onde você esteve todos esses anos?

O ambiente ficou subitamente silencioso.

— Quem é aquela mulher que o Sr. Ibsen está segurando? Uma amante?

— Aquela é a Inês Alves, a senhorita da família Alves. Naquela crise financeira, tanto a família Pinto quanto a família Alves foram arruinadas. Eles eram noivos desde a infância, mas, não sei como, Inês teve gêmeos e depois sumiu, nunca chegaram a se casar.

— Ela é a mãe biológica dos gêmeos do Sr. Ibsen? Então e a Sra. Pinto...?

Imediatamente, todos voltaram-se para Dionísia.

Naquele momento, Dionísia segurava as mãos das crianças, presenciando o marido, sem se importar com sua reputação, demonstrando preocupação por outra mulher diante de todos.

Os olhos de Inês estavam cheios de desespero, dor e súplica:

— Eu... adoeci após o parto. Naquela época, todos nós passávamos por dificuldades. Eu não podia mais ser um peso para você. Sei que foi errado partir sem avisar, mas as crianças são inocentes. Agora que você reconstruiu sua vida, por favor, cuide bem dos nossos filhos.

Para quem ouvia de fora, parecia uma insinuação de que Dionísia, a madrasta, poderia maltratar as crianças.

Ibsen franziu a testa. Inês adoeceu após o parto?

Ela foi embora para não ser um fardo, por causa da doença?

Inês tentou se soltar:

— Eu já vou, Ibsen, solte minha mão...

Ibsen respondeu:

— Não vá ainda.

Com isso, todos olharam para Dionísia.

Mas como Dionísia poderia impedir aquela cena?

Inês era mãe biológica das crianças, um fato que ninguém poderia negar.

Nesse momento, a irmã dos gêmeos, Norah Pinto, ergueu o rosto e perguntou a Dionísia:

— Mamãe, quem é aquela tia que o papai está segurando?

O irmão, Carlos Pinto, perguntou inocentemente:

— Por que o papai pode segurar outra tia?

O silêncio era geral, e as perguntas dos pequenos ecoaram por todo o salão.

Ibsen se surpreendeu, como se de repente se lembrasse de algo, e disse:

— Desculpem, já está ficando tarde. Em outra ocasião, convido todos para visitarem minha casa.

— Sim, sim, Sr. Ibsen, cuide dos seus assuntos!

Todos se retiraram rapidamente.

O ambiente ficou silencioso. Ibsen enxugou as lágrimas de Inês:

— Não chore mais. Já que sente falta das crianças, fique esta noite e passe um tempo com elas.

Inês levantou o rosto, surpresa e um pouco tímida:

— P-posso mesmo?

Logo olhou para Dionísia:

— Sra. Pinto, desculpe. Só queria ver meus filhos, espero que não se incomode.

Com tais palavras, como Dionísia poderia dizer que se incomodava?

Mãe biológica vendo os filhos, era natural.

Dionísia abaixou os olhos e respondeu:

— Naturalmente, não me incomodo.

Ao ouvir a aprovação, Ibsen, satisfeito, ordenou ao mordomo:

— Arrume o quarto de hóspedes novamente. Tem que estar impecável, Inês é muito exigente com limpeza.

Ao perceber que ele se lembrava daquele detalhe, os olhos de Inês mostraram gratidão e alegria.

Dionísia, por sua vez, permaneceu em silêncio.

Inês entrou, agachou-se diante das crianças, emocionada, tentando acariciar seus rostos.

Mas Norah e Carlos, instintivamente, recuaram alguns passos.

Ao ver isso, Inês pareceu desesperada:

— Ibsen, eles me odeiam?

Ibsen rapidamente falou para as crianças:

— Norah, Carlos, esta é a única mãe de vocês. Chamem-na de mamãe.

O coração de Dionísia apertou.

A única mãe?

Então ela era o quê?

Até os empregados da casa franziram a testa ao ouvir isso.

Apesar de a Sra. Pinto não ser a mãe biológica, ela criava as crianças desde poucos meses de vida.

Aquelas palavras do senhor eram dolorosas.

— Eu não quero! — Carlos, teimoso, respondeu: — Ela não é nossa mamãe. Nossa mamãe está aqui!

Dizendo isso, agarrou-se firmemente ao braço de Dionísia, escondendo-se atrás dela.

Como Dionísia poderia não ser a mãe deles?

O papai só podia estar mentindo!

Ibsen tentou explicar pacientemente:

— Dionísia não é a mãe biológica de vocês, Inês é. Ela é quem mais ama vocês no mundo, ninguém é mais importante do que a mãe verdadeira. Vocês não têm educação?

Dionísia levantou a cabeça de repente e olhou para Ibsen.

Ela nunca negaria o amor de uma mãe pelos filhos, mas aquelas palavras de Ibsen a excluíam completamente.

Todos esses anos, ela tratou as crianças como se fossem suas. Para cuidar delas, nem sequer teve filhos próprios!

Norah resmungou:

— Não sei dessas coisas! Só sei que quem mais nos ama é a mamãe, quem cuida de nós é a mamãe! É a Dionísia, não outra mulher!
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