INICIAR SESIÓNNa manhã seguinte, Daphine acordou determinada a se aproximar de Ethan. Ela tinha pensado muito sobre ele e queria conhecê-lo melhor. Assim que chegou ao estacionamento da universidade, para sua sorte, viu Ethan se aproximando. Aproveitando a oportunidade, ela o chamou com um sorriso no rosto.
— Ei, Ethan. Bom dia!
Ethan parou e deu um leve sorriso em resposta.
— Bom dia, Daphine. Eu queria mesmo falar com você.
Ele ajeitou uma mecha de cabelo que estava caindo sobre sua testa, parecendo um pouco nervoso, mas determinado. Depois de um breve silêncio, ele continuou:
— O que acha de darmos uma volta na sexta à noite?
Daphine sentiu seu coração acelerar. Uma adrenalina tomou conta dela, misturada com uma sensação de felicidade e ansiedade. Ela não conseguiu evitar um sorriso leve enquanto respondia:
— Eu acho ótimo.
Ethan, satisfeito com a resposta, deu um sorriso mais largo.
— Passo na sua casa às 20 horas?
— Ótimo! — Daphine respondeu, tentando esconder o quanto estava animada.
Ethan então tirou o celular do bolso e o estendeu para ela.
— Anota seu número.
Daphine pegou o celular rapidamente e anotou seu número de telefone. Eles trocaram mais alguns olhares, ambos sorrindo, antes de se despedirem.
— Até mais tarde, Daphine.
— Até, Ethan. — Ela acenou com a mão enquanto ele seguia seu caminho, sentindo-se mais leve e feliz do que nunca.
Ao caminhar para sua primeira aula do dia, Daphine não conseguia parar de sorrir. Ela mal podia esperar pela sexta-feira. A expectativa do encontro enchia seus pensamentos, e ela sentia que finalmente algo novo e excitante estava acontecendo em sua vida.
Dois dias depois, Daphine e Ethan estavam em um barzinho em um bairro nobre de Londres. A atmosfera estava acolhedora e animada, e eles conversavam e riam como se fossem dois apaixonados. Já estava ficando tarde quando Ethan olhou para Daphine e disse:
— Eu queria ficar com você a noite inteira, mas preciso te levar para casa.
Daphine sorriu, um pouco relutante, mas compreensiva:
— Talvez outro dia, mas hoje tenho que ir.
Eles saíram do barzinho e Ethan a levou para casa em sua moto. Parou em frente ao apartamento dela e, enquanto Daphine desmontava, ela disse olhando para ele:
— Obrigado, adorei sair com você.
Ethan sorriu, seu olhar fixo nos olhos dela:
— Podemos sair mais vezes, basta você querer.
— Eu vou adorar! — respondeu Daphine com entusiasmo.
Ela abriu gentilmente os braços para se despedir, mas Ethan, movido por um impulso, avançou sobre ela e a beijou nos lábios. Foi um beijo quente, suave e desinibido, cheio de paixão. Daphine sentiu a quentura do corpo dele através de suas roupas e ficou inerte diante das sensações que aquele beijo lhe proporcionava. Quando ele se afastou, ela o segurou pela camisa e o beijou novamente, desta vez com mais veemência e paixão. Seus corpos se alinharam e Daphine pode sentir os músculos dele se contraírem, como se ele estivesse se segurando para não aumentar o nível. Quando finalmente se afastaram, ambos estavam ofegantes. Daphine o olhou sorrindo e disse:
— Você beija tão bem!
Ethan sorriu de volta e contra sua vontade se afastou um pouco, disse:
— Boa noite, Daphine!
Ela acenou com a mão, ainda estonteante com o beijo.
— Boa noite, Ethan!
Assim que entrou no seu apartamento, Daphine se jogou no sofá. Seus pensamentos imediatamente voltaram àquele beijo quente e avassalador. Ela fechou os olhos devagar, tentando reviver as sensações que Ethan lhe proporcionara através daquele beijo tão intenso, e ficou imaginando como seria uma noite de prazer com ele.
O silêncio que se seguiu às palavras de Aurora parecia ser mais do que apenas a ausência de som; era como se o tempo tivesse parado. Cada pessoa presente no círculo — lobos e bruxas, alfas e subordinados — estava imersa em uma sensação de suspensão, como se o universo esperasse para testemunhar o desenrolar daquele momento. A aura que emanava de Aurora era poderosa e pacificadora, como se ela estivesse ali para dissolver o peso das feridas antigas que carregavam.O Supremo, no entanto, era quem parecia mais afetado. Sua expressão, que momentos antes exalava raiva e incredulidade, começou a mudar. A dureza que normalmente marcava suas feições deu lugar a algo mais suave, mais vulnerável. Ele olhou para Aurora como se estivesse vendo um fantasma, mas um fantasma que carregava consigo todas as emoções que ele havia enterrado: amor, saudade e arrependimento.Enquanto ele a observava, flashes de memória o invadiam. Ele lembrou-se de Aurora como era antes — jovem, cheia de vida, uma mulher q
Enquanto lutava para se levantar, ouviu outro pensamento dele, ainda mais claro que o anterior: "Ela não sabe do que é capaz. Talvez nunca descubra."Daphine respirou fundo, tentando se concentrar.— Eu preciso pensar. Não posso vencê-lo com força ou velocidade. Mas talvez... com estratégia. Pensou ela. Ela começou a observar os movimentos do Supremo com mais atenção. Cada golpe, cada desvio, cada passo que ele dava parecia seguir um padrão, como se ele estivesse dançando uma coreografia ensaiada. E então, uma ideia começou a surgir. "Se eu conseguir antecipar os movimentos dele... talvez eu tenha uma chance."Com isso em mente, Daphine levantou-se novamente, seus olhos fixos no Supremo. Ela sabia que estava em desvantagem, mas também sabia que precisava acreditar em si mesma. O círculo ao redor deles estava silencioso, os espectadores observando com expectativa. — Está pronta para tentar de novo? — Perguntou o Supremo, com um sorriso desafiador. Daphine estreitou os olhos. — Es
O Supremo deu um passo para o lado, indicando o caminho com um gesto firme. Daphine hesitou por um instante antes de começar a caminhar, cada passo pesado com a consciência da situação que ela mesma havia criado. Seus pensamentos estavam em turbilhão. Ela tentou manter a compostura, mas o peso das palavras que havia ouvido e do momento que se desenrolava era quase insuportável.— Eu realmente o desafiei? Como cheguei a este ponto? Pensou.Daphine sabia que não havia mais volta.O Supremo, sempre imponente, caminhava logo atrás dela, suas botas batendo no chão de pedra com um som surdo e ameaçador. Sua presença parecia encher o espaço, como se a própria atmosfera ao redor dele estivesse sob seu controle. Ele não disse nada, mas Daphine podia sentir o peso de seus olhos em suas costas.Quando chegaram ao lado de fora, o cenário já estava preparado. O círculo de lobos formava uma barreira quase impenetrável. Eles estavam organizados, seus olhares focados nos dois que haviam acabado de sa
O silêncio no salão era quase insuportável, como se o ar tivesse sido drenado. Cada movimento parecia pesar, cada respiração era um esforço. Derick, o Supremo, manteve seus olhos fixos em Daphine, seu olhar perfurante, como se tentasse enxergar através dela, à procura de uma fraqueza. Mas não havia nada. Apenas a chama de uma determinação que ela mesma não sabia que possuía até aquele momento.Finalmente, Derick deu um passo para trás, cruzando os braços sobre seu peito largo. Ele parecia ainda maior sob a luz tremeluzente do salão, seus dois metros de altura e físico imponente projetando uma sombra que quase engolia a figura de Daphine. As cicatrizes que adornavam seu corpo eram testemunhas silenciosas de batalhas passadas, de desafios vencidos, de uma liderança forjada na força e na violência.Daphine sustentou o olhar por alguns instantes antes de sentir as pernas ameaçarem ceder. A presença dele era esmagadora, mas, em um instante de clareza, as palavras de sua mãe ecoaram em sua
Daphine permaneceu firme no centro do salão, seus olhos cravados no Supremo como lâminas afiadas, desafiando-o a manter o controle que ele tão orgulhosamente exibia. Sua voz saiu firme, mas carregada de tensão, como uma corda prestes a se romper.— Como você conheceu a minha mãe? — Sua pergunta ressoou pelo salão, arrancando olhares curiosos e surpresos dos alfas ao redor. Ela respirou fundo antes de continuar. — E não quero ouvir a mesma história que você contou antes. Quero a verdade.O Supremo, Derick, manteve a postura, mas algo em sua expressão mudou. O leve estreitar de seus olhos denunciava que ele sabia exatamente o que ela estava insinuando. Ele caminhou lentamente até uma das cadeiras da mesa central e sentou-se, cruzando as mãos sobre o joelho. Observava Daphine com uma mistura de cautela e análise, como um predador que estudava os movimentos de sua presa.— Daphine... — começou ele, sua voz tão suave que parecia quase carinhosa. — Há coisas no passado que podem não ser fác
Assim que o carro estacionou diante do castelo, a tensão no ar era palpável. Daphine foi a primeira a sair do veículo, seus passos decididos. Caleb a seguiu, com o semblante mais reservado, enquanto Duck permaneceu no carro por alguns instantes, observando com cautela o que estava por vir.Alexander, já esperando na entrada, caminhou até eles. Seu rosto exibia uma expressão que misturava alívio e expectativa. Ele estendeu a mão e pousou-a no ombro de Caleb, um gesto de acolhimento.— Bem-vindo de volta, Caleb — disse Alexander, sua voz firme, mas cordial.Caleb, no entanto, afastou-se ligeiramente, seus olhos fixando-se nos de Alexander.— Eu não fugi, se foi isso que pensou — respondeu ele, com um tom defensivo. — Eu só precisava de um tempo. Muita coisa aconteceu nos últimos dias, e eu precisava processar tudo.Alexander manteve a mão no ar por um momento, antes de deixá-la cair ao lado do corpo. Ele deu um pequeno suspiro e balançou a cabeça.— Tudo bem, Caleb. Não estou aqui para







