로그인Henrique era seu filho. Bianca o conhecia bem demais.Quando percebeu que apenas Bia havia chegado, ele concentrou toda a atenção na menina. Mesmo assim, Bianca notou a mudança discreta em seu olhar.Desde pequeno, Henrique sempre conseguira tudo o que queria, fosse no amor ou em qualquer outra área da vida. Nunca precisara correr atrás de ninguém, muito menos aprender o que significava perder alguém.No entanto, bastara não encontrar Tatiane ali para que seu humor mudasse.Aquilo dizia muito mais do que ele jamais admitiria.Bianca fechou a expressão.Não conseguia entender o que uma mulher como Tatiane tinha de tão especial para prender tanto a atenção do filho.Felizmente, ela ao menos parecia saber qual era o seu lugar.Mais cedo ou mais tarde, Rick acabaria desistindo.Dois dias depois, enquanto se preparava para viajar a Santa Vitória, Tatiane recebeu uma ligação do Santuário de Nossa Senhora da Esperança, um dos mais conhecidos de Nova Aurora.No dia seguinte, seria celebrada um
Um sorriso frio curvou os lábios de Henrique.Felipe o encarou com seriedade.— Eu não imaginava que sua influência já tivesse chegado tão longe. Você só saiu vivo dessa por pura sorte, como se o próprio destino tivesse decidido poupá-lo. Mas agora não está mais sozinho. Não volte a se colocar em risco. Este é o melhor momento para sair desse jogo.Henrique provavelmente começara a preparar tudo aquilo muitos anos antes. A essa altura, já não seria tão simples recuar. Mesmo assim, precisava começar a pensar no próprio futuro.— Eu sei.Os dois ainda conversavam quando David entrou no quarto com um buquê de flores nas mãos.— Rick, você é mesmo inacreditável. Depois de uma coisa dessas, ainda conseguiu sair inteiro.Henrique lançou-lhe um olhar indiferente.— O quê? Ficou decepcionado?David riu.— Como eu poderia ficar decepcionado? Eu estava preocupado com você.— É mesmo? Estou profundamente comovido.David estendeu a mão e deu dois tapinhas no ombro dele.— Também não precisa se emo
Depois de encerrar a ligação com Marcos, Felipe guardou o celular, saiu do carro e entrou no hospital.Pegou o elevador até o andar da enfermaria. Perto do quarto, encontrou Bianca no corredor, falando ao telefone com Wallace.Felipe parou alguns passos atrás dela.Assim que encerrou a chamada, Bianca se virou e o viu. Manteve a cordialidade no rosto.— Felipe, aconteceu alguma coisa?Com a expressão fria, ele respondeu:— Senhora Bianca, quero conversar com a senhora sobre a Tati.Bianca levou um instante para reagir.Bia já havia contado que tinha dois tios por parte de mãe. Bianca, porém, nunca se interessara o bastante pela família Oliveira para saber quem eram seus integrantes ou quantos irmãos Tatiane tinha.Por isso, ficara surpresa e desconfiada quando a menina dissera que Felipe era seu tio.Desde quando Felipe era irmão de Tatiane?Ela pretendia procurar Eliane para esclarecer aquela história, mas, antes que tivesse a oportunidade, recebera a notícia do acidente de Henrique.
Leandro não disse mais nada.— Vamos.Os dois tomaram o caminho de volta, mas a leveza de antes havia desaparecido. De repente, o silêncio entre eles parecia pesado demais.No estacionamento, Leandro abriu a porta do carro para Tatiane.— Vá dormir cedo hoje.— Está bem. Professor, dirija com cuidado.Depois de se despedir, Tatiane entrou no carro.Quando chegou à casa da família Oliveira, encontrou Cristiano.— Irmão, papai e mamãe já voltaram?— Já. Estão lá em cima. Eloá me contou que você trouxe suas coisas de volta hoje.Tatiane apenas assentiu, sem explicar nada.Cristiano suspirou. Por alguns segundos, também não soube o que dizer.Talvez fosse melhor que tudo terminasse assim. Pelo menos, Tati finalmente teria a chance de recomeçar.— Vou ver como o papai está.— Vá.Tatiane subiu e foi direto ao quarto dos pais.Marcos não tinha nada grave. Passara mal de repente e fora ao hospital apenas para fazer alguns exames.Depois de confirmar que o pai estava bem, Tatiane enfim consegu
Como haviam decidido jantar ali de última hora, todas as salas privativas já estavam ocupadas.Os dois escolheram uma mesa perto da janela.Depois de fazerem o pedido, Leandro entregou o cardápio ao garçom e perguntou:— E agora? O que pretende fazer?Tatiane respirou fundo.— O que mais eu poderia fazer? Vou seguir com a minha vida. Assinei um contrato e terei de trabalhar em Santa Vitória por pelo menos um ano. Quando esse período terminar, provavelmente não será difícil conseguir uma transferência de volta para Nova Aurora.Ao ser transferida para Santa Vitória, ela havia assinado um novo contrato de trabalho.Leandro ouviu o tom sereno com que Tatiane falava. Ela parecia realmente concentrada em planejar os próximos passos da carreira, como se nada além disso importasse.— Henrique provavelmente ainda não sabe que o divórcio de vocês foi oficializado.— Mais cedo ou mais tarde, ele vai descobrir.Leandro não insistiu. Apenas assentiu.— Então recomece.— É o que pretendo fazer.— Q
Por coincidência, Roberto apareceu para vê-la justamente naquele momento.Assim que entrou e viu as duas malas grandes na sala, perguntou:— Tati, isso é...Tatiane não explicou.— Já que você está aqui, Beto, me ajuda a colocar as malas no carro.Roberto a observou por alguns segundos.Ela agia com tamanha naturalidade, como se aquilo não tivesse importância alguma. Ele queria perguntar o que estava acontecendo, mas não sabia por onde começar. Uma angústia difícil de definir apertou seu peito.No fim, permaneceu calado.Apenas pegou as malas de Tatiane e as colocou no porta-malas do próprio carro.Depois de fechá-lo, bateu as mãos uma contra a outra.— Vamos.Tatiane deu a volta no veículo, abriu a porta do passageiro e entrou. Em seguida, colocou o cinto de segurança.Roberto se acomodou ao volante, ligou o carro e lançou um olhar para ela.— Podemos ir?Tatiane murmurou:— Vamos.O carro deixou a propriedade devagar.Pelo retrovisor, a mansão ia ficando cada vez mais distante. Tatia