เข้าสู่ระบบNaquele dia, assim que saiu do trabalho, Tatiane voltou ao apartamento para concluir a mudança.Por coincidência, encontrou as duas empregadas que haviam cuidado dela anteriormente.— Dona Tatiane, quando a senhora voltou? Por que não avisou a gente antes?As duas só tinham ido ao apartamento para fazer a limpeza de rotina e deixar tudo em ordem. Não imaginavam que Tatiane já tivesse voltado e estivesse morando ali.— Vim passar apenas dois dias. Hoje mesmo vou embora.As duas trocaram olhares, surpresas.— Por que a senhora vai se mudar tão de repente? Aconteceu alguma coisa?Tatiane apenas sorriu, sem dar maiores explicações, e subiu para arrumar a bagagem. Tomás a acompanhou e carregou sua mala.As empregadas permaneceram na sala, sem poder fazer nada além de assistir à partida de Tatiane.Somente depois que os dois foram embora, uma delas perguntou:— Será que devemos avisar o senhor Henrique?A outra refletiu por um instante.— Pelo jeito, houve algum problema entre os dois. Mas o
Tatiane tentou se sentar.Tomás ajustou rapidamente a inclinação da cama e ajeitou os travesseiros atrás de suas costas.— Não conte isso a ninguém.Ele entendeu imediatamente o que ela queria dizer. Leandro não poderia descobrir.Embora estivesse preocupado, Tomás não tinha como contrariar a vontade dela.— Entendido.Pouco depois, uma enfermeira trouxe os suplementos nutricionais prescritos e explicou todos os cuidados que Tatiane deveria tomar. Também informou que o procedimento poderia ser realizado já na semana seguinte.Após receber alta e deixar o hospital, Tomás foi pagar as despesas. Em seguida, entrou no carro com a intenção de levá-la para casa, onde poderia descansar.— Vá para a empresa.Tatiane deu a ordem em tom firme.— Evelynn, é melhor a senhora descansar hoje. Sua saúde é mais importante.— Já estou bem. Passe primeiro pela Vila Sul. Quero comer alguma coisa.Diante da insistência dela, Tomás não teve escolha a não ser concordar.Tatiane havia recebido glicose no hos
Assim que pegou os ovos, a mão de Tatiane começou a tremer. Um deles escapou de seus dedos e se espatifou no chão, respingando clara e gema nos chinelos.Ela encarou a sujeira por alguns segundos e soltou o ar devagar. Pegou algumas folhas de papel-toalha, limpou tudo e decidiu recomeçar. Dessa vez, levou um prato até a geladeira e colocou os ovos sobre ele.Mesmo assim, na hora de quebrá-los, não conseguiu controlar direito a força das mãos.Ao cortar o tomate, percebeu que também não conseguia manter firme a mão que segurava a faca. Só lhe restou avançar com cuidado, cortando-o pouco a pouco.Depois de terminar, picou a cebolinha, acendeu o fogão e colocou uma frigideira para aquecer com um fio de óleo.Para despejá-lo, precisou sustentar um dos braços com a outra mão e inclinar a garrafa bem devagar.Quando o óleo esquentou, acrescentou os ovos batidos e mexeu até começarem a firmar. Em seguida, juntou o tomate picado, temperou com sal e um pouco de pimenta-do-reino e deixou tudo co
A essa altura, Henrique já não estava disposto a engolir o próprio orgulho outra vez. Limitava-se a esperar que Tati tomasse a iniciativa de procurá-lo e lhe desse uma explicação.No apartamento, Bianca colocou Bia para dormir e saiu do quarto. Ao encontrar Henrique trabalhando na sala, aproximou-se dele.— Rick, já está tarde. Você acabou de sair do hospital. Vá descansar mais cedo.Henrique sequer ergueu os olhos.— Estou bem. Pode ir dormir, mãe.Bianca suspirou e se sentou ao lado dele. Pousou a mão em seu ombro, incapaz de esconder a preocupação.— Rick, não me faça ficar preocupada. Por mais urgente que seja o trabalho, você precisa se recuperar primeiro.Henrique permaneceu em silêncio por alguns instantes. Em seguida, virou-se para a mãe.— Nesse período, você procurou a Tatiane?Ao se deparar com o olhar sombrio e penetrante do filho, Bianca sentiu o coração se apertar. Ainda assim, manteve a serenidade e respondeu com naturalidade:— Depois de tudo o que aconteceu com você, a
— Falando assim, até parece que sou frágil demais.Leandro riu baixo.— Mesmo assim, é melhor se cuidar. Descanse por dois dias antes de retomar a rotina. Não precisa ter pressa. Ultimamente, também não há nada urgente para resolver em Santa Vitória.Tatiane brincou:— Então estou ganhando meu salário com facilidade até demais.— Comparado ao valor que você trouxe para a Alvorada, esse tratamento é mais do que merecido.Ela sorriu.— É muito bom ter um chefe tão generoso.— Já que encontrou um chefe tão bom, precisa saber valorizá-lo.A voz grave e agradável de Leandro atravessou o telefone, carregada de uma provocação sutil, mas também de uma seriedade difícil de ignorar.O coração de Tatiane tropeçou por um instante. Seus dedos apertaram um pouco mais o celular, embora sua voz permanecesse natural.— Claro.— Só de ouvir isso, já fico satisfeito.Os dois ainda conversavam quando Felipe ligou.Tatiane afastou o aparelho do ouvido, conferiu a tela e disse:— Professor, preciso atender
Henrique era seu filho. Bianca o conhecia bem demais.Quando percebeu que apenas Bia havia chegado, ele concentrou toda a atenção na menina. Mesmo assim, Bianca notou a mudança discreta em seu olhar.Desde pequeno, Henrique sempre conseguira tudo o que queria, fosse no amor ou em qualquer outra área da vida. Nunca precisara correr atrás de ninguém, muito menos aprender o que significava perder alguém.No entanto, bastara não encontrar Tatiane ali para que seu humor mudasse.Aquilo dizia muito mais do que ele jamais admitiria.Bianca fechou a expressão.Não conseguia entender o que uma mulher como Tatiane tinha de tão especial para prender tanto a atenção do filho.Felizmente, ela ao menos parecia saber qual era o seu lugar.Mais cedo ou mais tarde, Rick acabaria desistindo.Dois dias depois, enquanto se preparava para viajar a Santa Vitória, Tatiane recebeu uma ligação do Santuário de Nossa Senhora da Esperança, um dos mais conhecidos de Nova Aurora.No dia seguinte, seria celebrada um