INICIAR SESIÓNA ligação foi atendida.Henrique perguntou:— O que foi?Felipe observava a paisagem pela janela do carro.— Liguei para saber como você está.— Desde quando eu preciso da sua preocupação?— É verdade. Talvez não precise da minha, e sim da de outra pessoa.— Afinal, o que você está querendo dizer?Pelo tom, Henrique também não estava de bom humor.Felipe comentou:— Quem vive se irritando envelhece mais rápido. E você já não é nenhum garotinho.Henrique desligou na cara dele.Felipe soltou uma risada baixa e, em seguida, enviou uma mensagem:[Kari está se recuperando em Nova York.]Desde pequena, Karine sempre conseguira tudo o que queria.Depois de crescer cercada de privilégios e sofrer um golpe tão duro, dificilmente aceitaria a situação de uma hora para outra e seguiria em frente sem causar nenhum problema.Embora o divórcio de Henrique e Tati ainda não tivesse vindo a público, e apenas as famílias Oliveira e Barbosa soubessem do assunto, nenhum segredo permanecia oculto para sempr
Por enquanto, Felipe só podia observar Eliane através do vidro da UTI.— Irmão.Ao ouvir a voz, ele se virou e viu Fabrício se aproximando.O rapaz estava visivelmente mais bronzeado. Assim que parou diante dele, perguntou:— Quando você chegou?— Há pouco. O que está fazendo aqui a esta hora?— Acabei de jantar com um cliente e, como estava por perto, aproveitei para vir ver a mamãe. Ela já está fora de perigo. Amanhã deve ser transferida para um quarto comum.Felipe assentiu.Os dois se sentaram no banco do corredor e permaneceram ali por alguns minutos.— A mamãe vai ficar muito feliz quando vir você amanhã.Felipe não demonstrou grande reação. Em vez de comentar, perguntou como andava o trabalho do irmão.Uma das condições impostas pelo senhor Dante, antigo presidente do conselho, e aceitas por Felipe era que Fabrício primeiro provasse a própria capacidade.Como estavam no período de férias de verão, ele começara a trabalhar na empresa como vendedor, ocupando o cargo mais básico. N
O olhar de Patrícia caiu sobre o jornal nas mãos de Felipe. Curiosa, ela se inclinou na direção dele.— O que está lendo?Felipe virou o rosto e encarou a mulher, que havia se aproximado além da conta.— Sente-se direito.Patrícia sustentou o olhar por alguns segundos e soltou um muxoxo.— Que mania estranha.Como a atitude dele pouco antes a deixara satisfeita, decidiu não provocar mais. Recostou-se no sofá, tirou o celular da bolsa e mandou uma mensagem para Tatiane:[Encontrei seu irmão na sala de embarque.]Tatiane respondeu pouco depois:[Está bem. Avise quando pousar.]Patrícia digitou:[Está bem.]Ao baixar o celular, percebeu que Felipe a observava.Entendeu de imediato o que ele devia estar pensando. Cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha.— O que foi? Está com medo de eu falar mal de você?Felipe desviou o olhar e não respondeu.Patrícia continuou:— Então você também não é tão insensível quanto parece. Até passou a noite na casa da Tati.Tatiane apenas lhe contara que Fe
Até então, Eliane não havia demonstrado nenhuma reação em relação a Tati.Sem perder a serenidade, Tatiane perguntou:— E você, Paty? Vai para Porto Nobre?Patrícia baixou a mão.— Acho que vou passar alguns dias lá. Minha mãe me chamou ontem para jantar em casa.Noemi sorriu e ergueu o polegar, admirada.— Você é incrível, Paty. Com essa determinação e essa energia toda, vai se dar bem em qualquer coisa que resolver fazer. Se Felipe continuar sem enxergar o seu valor, o prejuízo é dele.Patrícia respondeu apenas com um sorriso. Em seguida, pegou o celular e começou a procurar voos para Porto Nobre.O próximo partiria às seis da tarde. Sem pensar duas vezes, ela comprou uma passagem de primeira classe.Já passava das quatro.Depois de acompanhar as amigas até uma confeitaria, Patrícia se despediu e chamou um carro para o aeroporto.Às cinco e meia, entrou na sala VIP reservada aos passageiros da primeira classe.Assim que passou pela porta, viu Felipe sentado em um dos sofás, concentra
— Já avisei o professor. Ele deve estar descendo. — Respondeu Tatiane.Alguns minutos depois, Leandro apareceu.Tatiane foi abrir a porta. Ao vê-lo perfeitamente tranquilo, sem qualquer sinal de que algo fora do normal tivesse acontecido, deu passagem.— Entre, professor.Leandro trocou os sapatos e entrou. Assim que viu Patrícia, lançou um olhar pela sala e perguntou:— Não foi atrás do Felipe?Ela respondeu em tom provocador:— Também não estou tão desesperada assim. Vou ficar aqui esperando por ele.Leandro esboçou um sorriso discreto.— Mesmo assim, tente pegar um pouco mais leve. Não coloque tanta pressão sobre ele.Patrícia ergueu uma sobrancelha.— A capacidade dele de lidar com pressão é tão ruim assim?— De qualquer forma, tenha cuidado. Não seja agressiva demais. Tudo precisa de equilíbrio.Ela soltou uma risada debochada.— O senhor entende bastante do assunto, não é, Sr. Leandro? Então trate de me dar uma demonstração.Enquanto ajudava a levar os pratos para a mesa, Tatiane
Tatiane voltou ao condomínio.Assim que entrou no prédio, reconheceu uma figura familiar diante do elevador e franziu a testa.Era Iracema.Ao perceber que estava sendo observada, ela se virou. Quando viu Tatiane, não demonstrou surpresa alguma. Pelo contrário, manteve a serenidade e abriu um sorriso gentil.— Quanto tempo, Tatiane. Ouvi dizer que você estava em Santa Vitória, mas não imaginei que fosse encontrar você por aqui.A intimidade daquele cumprimento faria qualquer um acreditar que as duas tinham uma ótima relação.Tatiane se aproximou.— O que você está fazendo aqui?Iracema ergueu discretamente a sacola que carregava.— Vim entregar uma coisa.Tatiane não tinha o menor interesse na vida dela. Ainda assim, o aparecimento repentino de Iracema naquele condomínio a deixou em alerta.Por isso, não fez mais perguntas.As portas do elevador se abriram, e Tatiane entrou primeiro.Iracema veio logo atrás e apertou o botão do andar de cima.Tatiane lançou um olhar em sua direção.— P







