MasukLuísa ficou em silêncio por um instante.Relembrando o que havia acontecido nos últimos tempos, de fato era verdade. Ele conhecia seu temperamento e sabia que ela não gostaria desse tipo de tratamento. Agora, usando o episódio daquela noite no bar como pretexto para lhe enviar aqueles homens, era exatamente como Bruna havia dito. Ele tinha certeza de que ela não os aceitaria, por isso agia com tanta confiança.— E adianta eu gostar? — Luísa tirou o celular do ouvido e mudou de estratégia. — Quando você não quiser mais, vai bastar uma palavra sua para mandar todos embora.— Se você gostar, pode mantê-los por quanto tempo quiser. — Respondeu Rodrigo.Ele não tinha ouvido o que Bruna havia dito. Luísa mantinha o volume do telefone bem baixo.— Tudo bem. — Luísa respondeu.Rodrigo ficou em silêncio por um instante.— Espero que você cumpra a sua palavra. — Ela continuou.Nos dias seguintes, sempre que Luísa voltava do trabalho, além de brincar com Cacá, ela passava um tempo conversando e s
O carro seguiu pela estrada e logo chegaram ao restaurante.Durante todo o trajeto, Luísa não disse uma palavra. Diante das atitudes de Rodrigo, ela permaneceu completamente indiferente, como uma boneca de porcelana sem sentimentos.— Chefe. — Aproveitando que Luísa tinha ido ao banheiro, Pedro aproximou-se rapidamente.Rodrigo fez uma expressão de confusão.— Os guarda-costas que o senhor pediu para encontrar para a Srta. Luísa, os tais que sabem conversar, têm boa aparência e alto nível de combate, já chegaram. O senhor quer que eles comecem hoje ou daqui a alguns dias? — O assistente relatou a situação.Reunir todas essas qualidades em uma pessoa só não era fácil. Ele tinha levado bastante tempo para encontrar todos.Rodrigo ficou em silêncio por um instante, mas logo respondeu:— Mande-os esperar na Estância Suave. Quando voltarmos, se a Lulu gostar deles, ficam. Se não gostar, dê um dinheiro a eles para irem embora, ou deixe que trabalhem como seguranças no grupo.O assistente par
— Tanto faz. — Respondeu Fernanda. Ela já vivia oprimida há muito tempo e cada vez que via Luísa ao lado, sentia a culpa pesar no peito. — Ser demitida seria ótimo, assim ainda me livro da multa absurda do contrato.Uma onda de irritação subiu no peito de Tatiana.Ela não foi perguntar diretamente, mas confirmou a situação naquela mesma tarde, ao fim do expediente.Luísa ainda nem tinha desligado o computador quando Rodrigo chegou à Nativa Games. Sob os olhares de todos, ele caminhou diretamente até a mesa dela.— Já terminou? — Rodrigo vestia um terno impecável, com o punho claro aparecendo sob a manga. — Pedro fez uma reserva num restaurante. Vamos jantar.Luísa ficou sem reação.— Ainda não. — Ela respondeu apenas com duas palavras, em tom neutro.— Eu espero. — Rodrigo disse e puxou a cadeira vazia de Carolina.Quando ele se sentou diante de Luísa, os colegas que olhavam de longe ficaram ainda mais curiosos. Mesmo falando bem baixo, Luísa ainda ouviu parte dos comentários.— Eu sem
Ao ouvirem a voz, todos se viraram. Quando perceberam que era ela, as expressões se tornaram sutis. Antes, quando não sabiam que Luísa era a esposa do Rodrigo, não haviam pensado muito sobre a relação dela com Tatiana. Agora, olhando melhor, parecia que Tatiana tinha, no mínimo, certa astúcia. De um lado, atuava como secretária do presidente e vinha trabalhar ao lado dele. De outro, sorria para Luísa, que claramente não gostava dela.Quanto mais pensavam, mais estranho tudo aquilo parecia.— Oi, secretária Tatiana. — Cumprimentaram como de costume, sem entender direito a situação.— Ouvi dizer que você foi hospitalizada. — Alguém perguntou por educação. — Está melhor?— Muito melhor. — Após responder, Tatiana aproximou-se de Luísa com um sorriso dócil, apoiando as duas mãos sobre a mesa dela, como se fosse inofensiva. — Lulu, por que você não se preocupa comigo? Você não foi me visitar esse tempo todo. Fiquei tão triste.Luísa lançou-lhe um olhar de lado.Ter cara de pau realmente podi
Rodrigo depositou um beijo junto ao ouvido dela. Sob o cobertor, a mão deslizou para dentro do pijama, acariciando-lhe a cintura.— Isso é cumprir o acordo? — Luísa conteve o desconforto que lhe subia do peito e perguntou, em tom neutro.A mão dele não parou. A atmosfera íntima tomou conta do ambiente. Os lábios levemente frios dele pousavam repetidas vezes em seu pescoço, deixando uma sequência cerrada de beijos.— Não. — Murmurou ele. — É apenas a intimidade entre um marido e sua mulher.— Eu não quero. — Luísa afastou a mão dele e se sentou.O abraço ficou vazio. No corpo de Rodrigo ainda permaneciam o calor e o perfume dela.Com calma, ele também se sentou. As pontas dos dedos, ainda guardando o toque dela, ajeitaram os fios soltos de cabelo atrás da orelha dela.— Se você não quer, então deixamos para quando quiser. Esse tipo de coisa só é prazerosa quando há vontade dos dois. Caso contrário, vira um tormento para um dos dois.Luísa desviou.Mesmo agora, odiando o que ele havia fe
Rodrigo lançou-lhe um olhar.— Por que o senhor não diz nada? — Insistiu Daniel.— Eu vou indo. — Disse Rodrigo, desta vez dirigindo-se a Luísa. — Se precisar de alguma coisa, me liga.Luísa não lhe respondeu uma única palavra, virou-se e entrou. Ela sabia que aquilo era proposital e consentido por Rodrigo. Sem a permissão e indicação dele, o mordomo e Daniel jamais ousariam dizer aquelas coisas. E já que ele queria sustentar esse tipo de postura, ela faria como ele desejava.— Srta. Luísa. — O mordomo entrou com um tablet nas mãos e começou a explicar as regras. — Nesta casa, com exceção de expulsar o senhor, todo o resto é cem por cento decidido pela senhorita. Se houver divergência de opinião entre a senhora e o Sr. Rodrigo, prevalece a sua palavra.— Só não posso expulsá-lo? — Perguntou Luísa.— Sim.— Então me entregue todas as chaves do quarto principal e a chave mestra reserva. — Luísa estendeu a mão com naturalidade.— Certo. — O mordomo não hesitou nem por um instante.Ele sab






