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Capítulo 12

Autor: Tiely
Ophelia desligou a chamada.

Logo em seguida, Jasper mandou uma mensagem:

[Onde você está?]

Só depois de sete dias ele percebeu que Ophelia não estava mais em casa.

Ophelia soltou um riso cheio de ironia. Se naquele dia, na mesa de cirurgia, os médicos não tivessem conseguido trazê-la de volta, agora Jasper nem sequer teria as cinzas dela para ver.

O celular tocou de novo. Jasper insistiu em ligar. Ophelia atendeu e ficou em silêncio, ouvindo do outro lado a respiração curta e descompassada do ho
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    — Srta. Felícia?Michel percebeu que a expressão de Felícia não era das melhores e rapidamente se colocou diante da porta de vidro.— O Sr. Lucian ainda está ocupado. Se a senhorita precisar de alguma coisa, pode me dizer.Felícia manteve os olhos fixos em Ophelia, do outro lado da porta de vidro, ergueu uma sobrancelha e perguntou:— Ela é a filha biológica que o papai encontrou? Ouvi dizer que eles estão prestes a ficar noivos.Michel assentiu.Felícia lançou a ele um olhar de lado e soltou uma risada de escárnio.— Por que você está tão nervoso? Eu só vim ver como é a mulher que conseguiu fazer Lucian aceitar se casar. Todo mundo diz que ela é linda, talentosa e tem uma beleza quase inacreditável, mas ninguém encontra uma foto nítida dela na internet.Só Felícia sabia que tipo de dias vinha vivendo naquele período.Ela havia depositado sua última esperança em Lucian. Não importava o que Sarah dissesse nem o que a mídia publicasse, ela se recusava a acreditar. Porque ela sabia que Lu

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    Ophelia soltou uma risada leve e respondeu:[Então você vai me dedurar para o meu pai?]Lucian respondeu:[Você pode tentar me subornar.]Ophelia pensou por alguns segundos e digitou:[Eu estou sem dinheiro agora. Se você quiser contar, conte.]Lucian respondeu em seguida:[Eu posso deixar essa dívida anotada por enquanto. Mas que isso não se repita. Amanhã eu vou esperar na porta do laboratório até você sair.]Ophelia sorriu, sem saber se ria ou suspirava. Será que ele estava com medo de que os outros ficassem sem assunto para comentar?Como se soubesse exatamente o que ela estava pensando, Lucian enviou outra mensagem:[Ou você vem até a sala da presidência. Se você vier, eu finjo que nada aconteceu hoje.]O sorriso no canto dos lábios de Ophelia não se desfez. De repente, ela sentiu que passar tanto tempo diante daqueles dados frios de laboratório já não era tão entediante. Lucian nunca achava que estava atrapalhando o trabalho dela, muito menos cobrava o andamento dos experimentos.

  • Enganada no Casamento, Protegida pelo Chefão das Armas   Capítulo 98

    O constrangimento de Ophelia desapareceu por completo assim que ela entrou no laboratório. Para ela, nem o céu desabando seria capaz de abalar sua paixão pelos experimentos.Os engenheiros e assistentes transferidos naquele dia eram muito profissionais. Depois de uma breve troca de informações e de um rápido período de adaptação, os dois lados entraram no mesmo ritmo. O experimento avançou com extrema fluidez, e Ophelia aproveitou o embalo para conduzir a equipe até as duas da tarde. Quando ela saiu, voltou a se concentrar nos dados. Como já tinha experiência no Grupo Ashford, desta vez dominava o processo com ainda mais precisão e, por consequência, os dados exigidos também precisavam ser muito mais rigorosos.— Dra. Ophelia, a senhora precisa almoçar primeiro.A assistente viu que Ophelia não tinha a menor intenção de sair da frente do computador e só pôde levar a comida aquecida até ela.— Deixe aí. — Disse Ophelia, sem reduzir em nada a velocidade com que digitava.— Dra. Ophelia,

  • Enganada no Casamento, Protegida pelo Chefão das Armas   Capítulo 97

    Ela nem sabia por que estava tão apressada. Seu quadril quase bateu na quina da mesa, mas a mão de Lucian bloqueou a borda a tempo. Como na outra vez, quando uma freada brusca a fizera bater contra a mão dele, aquele calor intenso, quase ardente, fez o coração de Ophelia disparar por um instante.O cabelo de Lucian ainda não estava totalmente seco, e algumas gotinhas brilhavam presas às pontas dos fios. Ainda assim, nada era mais luminoso do que aqueles olhos.— Tome cuidado.Ophelia previu que, no segundo seguinte, ele sorriria para ela. Por isso, ela baixou os olhos imediatamente.— Obrigada.— Você não precisa ser tão educada comigo o tempo todo. Desse jeito, você parece distante demais.Os lábios de Ophelia se moveram duas vezes.— Sim. Você e o papai podem continuar comendo.Cassian a viu subir as escadas quase correndo. Ele fez questão de olhar para o relógio e perguntou, confuso:— Ainda é cedo. Por que ela está com tanta pressa?Lucian respondeu com calma, sem se apressar:— El

  • Enganada no Casamento, Protegida pelo Chefão das Armas   Capítulo 96

    Verônica subiu levando um copo de leite, mas Vasco, que a esperava no corredor, barrou seu caminho.— O Sr. Lucian bebeu demais, e a senhorita Ophelia está cuidando dele. Não precisa levar o leite. Não atrapalhe os dois.Os olhos de Verônica brilharam, e ela entendeu tudo na mesma hora.— Olha só como eu sou distraída! A senhorita Ophelia vai dormir muito bem hoje, mesmo sem leite!Os dois trocaram um sorriso cúmplice.De fato, fazia muito tempo que Ophelia não dividia a mesma cama com alguém. Presa nos braços de Lucian, ela mal ousava se mexer. Junto ao seu ouvido, a respiração dele era quente, profunda e regular. Pelo canto dos olhos, ela via as bochechas avermelhadas e os cabelos desalinhados dele. Havia algo naquele homem que parecia exercer uma atração irresistível sobre ela. Aos poucos, ela virou o rosto e deixou toda a sua atenção se voltar para aquele rosto.Lucian adormecido parecia ainda mais bonito e sedutor. No entanto, com os olhos fechados, ele já não exibia a frieza cort

  • Enganada no Casamento, Protegida pelo Chefão das Armas   Capítulo 95

    Ophelia percebeu que Lucian não parava de puxar a própria gravata. As bochechas dele também estavam muito vermelhas. Temendo que ele realmente estivesse passando mal, ela se aproximou e perguntou em voz baixa:— Sr. Lucian, eu levo o senhor para o quarto para descansar, tudo bem?Ao ouvir a voz dela, Lucian ergueu os olhos embriagados. Suas pálpebras estavam pesadas, e seu olhar turvo parecia coberto por uma camada fina de névoa. O coração de Ophelia acelerou um pouco. Ela mal teve tempo de pensar em recuar antes que ele segurasse sua roupa e a puxasse para perto. A ponta do nariz dos dois se tocou de leve.O aroma masculino de colônia, que nem o álcool conseguia esconder, parecia ter um efeito quase hipnótico sobre ela. Ophelia ficou rígida dos pés à cabeça e se esqueceu de se afastar.O olhar de Lucian ora se concentrava, ora se dispersava. Por causa da embriaguez, seus olhos pareciam ainda mais profundos, percorrendo devagar o contorno das sobrancelhas e dos olhos de Ophelia. No ins

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