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Capítulo 2

Author: Galáxia
Para aliviar aquela coceira, passei a me mexer discretamente, empurrando o quadril para trás, tentando enganar o corpo e saciar um pouco da sensação.

Mas quanto mais eu me esfregava, mais desconfortável ficava. E quanto maior o desconforto, mais forte surgia a vontade de continuar.

Por sorte, durante um bom tempo, José não olhava na minha direção. Permanecia de cabeça baixa, concentrado no celular.

Apertando os dentes, acabei decidindo resolver aquilo com a mão.

Com esse pensamento, deitei-me na cama de baixo, puxei o cobertor sobre o corpo e, devagar, ergui a saia preta curta que eu vestia. Uma das mãos deslizou em direção à calcinha…

Quando meu corpo finalmente começava a se acalmar um pouco, José, que até então estava absorto no telefone, se levantou de repente, com o celular na mão, e veio caminhando passo a passo na minha direção.

— Querida, dá uma olhada aqui pra mim. Você acha que dá pra ganhar quanto fazendo esse tipo de vídeo meio no limite?

José sentou-se à beira da cama, perto demais de mim.

Minha mão ainda estava por dentro da roupa íntima. Eu simplesmente não tinha coragem de me mexer. Nem precisava me olhar no espelho para saber. Meu rosto devia estar completamente vermelho.

— Por que você está me perguntando isso…?

José se inclinou ainda mais, colocou o celular bem diante dos meus olhos, enquanto os dele permaneciam presos ao meu rosto.

— Eu só estou curioso. Vocês jovens entendem dessas coisas. Me explica um pouco.

Eu queria virar o rosto, enfiar a cara no travesseiro. Mas, sob aquele olhar fixo, eu tinha medo de que ele percebesse alguma coisa. Tudo o que eu queria era que ele fosse embora o mais rápido possível.

— Vídeo assim… No limite é ilegal. — Eu disse, tentando manter a voz firme. — Não pode ser divulgado. Como é que daria dinheiro…?

— Oh, então esse tipo de vídeo é ilegal, não pode vender, não dá pra ganhar nada com isso. — Ele repetiu devagar. — Mas e se eu não vender. Se eu só mostrar pra outras pessoas… Você acha que isso poderia acabar com a mulher que aparece no vídeo?

José se aproximou ainda mais.

Por reflexo, eu me afastei um pouco para o lado. Mas, antes que eu conseguisse reagir, a mão grande dele segurou meu pulso, aquele que estava fora do cobertor, enquanto a outra deslizava pelo contorno do meu braço, avançando para dentro da cama.

Eu me assustei.

Estava prestes a gritar quando José tapou minha boca com a mão. Ele apoiou o celular sobre o cobertor e fez um gesto de silêncio, levando o dedo aos lábios.

— Se não quiser que descubram o seu segredo, é melhor não fazer barulho.

Baixei os olhos para a tela do celular, e meu coração quase parou.

No vídeo que José chamava de “no limite”, a mulher não era outra pessoa qualquer. Era eu.

Naquele instante, eu entendi tudo.

Enquanto parecia apenas distraído no celular, José vinha me filmando o tempo todo. Mesmo sem ter gravado o que eu fazia debaixo do cobertor, o movimento constante da manta, somado ao meu rosto ainda quente e corado, deixava tudo evidente. Qualquer um saberia o que estava acontecendo.

Eu não ousei mais dizer uma palavra.

Ao perceber que eu tinha ficado quieta, José aproveitou a brecha. Uma das mãos dele deslizou até a frente do meu corpo. A mão que estava sob o cobertor já tocava minha pele lisa, fazendo meu corpo inteiro estremecer.

Com o corpo forte dele colado ao meu, minhas forças pareciam desaparecer de uma vez. Eu amoleci, incapaz de reagir.

Dentro de mim, aquela agitação crescia, quase impossível de conter.

Vendo que eu já não lutava, José soltou uma risada baixa, abafada, soprando o ar quente junto à minha orelha.

— Quem diria que você, garotinha, tinha um vício desses… Se divertir escondida, bem na frente de tanta gente… Brincar sozinha não tem graça nenhuma. Deixa eu te ensinar como é que faz direito…

De repente, ele parou no meio da frase, inspirando o ar repetidas vezes.

— Olha só… Que cheiro forte. Ninguém diria. Por fora, uma universitária toda certinha. Por dentro… Bem diferente.

A mão grande de José deslizou pela minha coxa, subindo devagar, até mudar de direção para dentro. Meu corpo inteiro reagiu como se tivesse levado um choque elétrico.

— Tsc, tsc, tsc… Sua calcinha já está toda molhada assim. Estava com tanta vontade desse jeito?

Ao perceber que ele tinha descoberto o meu segredo, senti o calor me invadir por completo, como se estivesse queimando de dentro para fora.
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