تسجيل الدخولMãos surgiam de todos os lados, se aproveitando de mim sem o menor pudor.Eu sabia que devia recusar, que precisava resistir… Mas, dentro do meu corpo, parecia existir uma voz insistente, empurrando-me para o abandono.Esse vício maldito… Eu simplesmente não conseguia controlá-lo.Havia mais homens ali do que naquele trem. Se eu fosse realmente… Tomada por todos eles, eu sabia que não haveria mais volta. Eu afundaria de vez.— Tem que ser eu primeiro, eu já não aguento mais. — Disse um deles, impaciente.— Por que você? — Outro retrucou. — Você já passou a mão nela. Agora é a minha vez. Eu não vou esperar.Eles começaram a discutir sobre quem ficaria comigo primeiro.Ninguém queria ceder.No fim, decidiram resolver aquilo no jogo de pedra, papel e tesoura.Eu me sentia como um objeto. Um brinquedo sendo disputado de forma arbitrária, sem que ninguém se importasse minimamente com a minha vontade.Quando finalmente decidiram quem iria primeiro, os outros não ficaram parados. As mãos cont
Quando a porta se abriu, percebi que se tratava de uma sala privada. Lá dentro, um grupo de homens jogava sinuca.Ao ouvir o barulho da porta, todos ergueram a cabeça, e seus olhares vieram direto para mim.Meu pai adotivo me puxou pela mão até o centro do salão.— Senhores, esta é a garota da sinuca da nossa casa. — Anunciou, com um sorriso forçado. — Deixem ela acompanhar vocês, se divertir um pouco. Considerem isso um agradecimento pelo apoio. Podem brincar do jeito que quiserem…— Gabriel, você está falando sério? — Um dos homens, careca no topo da cabeça, aproximou-se de mim. — Do jeito que a gente quiser mesmo?O olhar dele desceu sem nenhum pudor até o meu peito, e eu vi claramente ele engolir em seco.Aquele olhar me fez arrepiar da cabeça aos pés. Instintivamente, tentei dar um passo para trás, querendo sair dali.Mas meu braço foi segurado com força.— Claro que sim. — Disse meu pai adotivo, apertando meu braço. — Marina, anda logo. Vai ajudar os senhores a arrumar as bolas.
Com aquele volume duro pressionando contra mim, a chama do desejo voltou a se erguer dentro do meu peito.Eu me xingava em silêncio, me chamava de sem-vergonha, bastava um homem me provocar um pouco e eu já ficava daquele jeito.Mas, no fundo, eu sabia que não era só culpa minha. Quem mandou eu ter esse tipo de vício maldito?Havia momentos em que eu simplesmente não conseguia me controlar.José puxava minha calcinha para baixo, apressado, pronto para ir direto ao que queria.— Quem você pensa que é? Mexer com a Marina é pedir pra morrer!A voz do meu pai adotivo explodiu atrás de nós. Eu nem tinha percebido quando ele tinha voltado. Num movimento brusco, ele arrancou José de cima de mim e acertou um tapa violento no rosto dele.Sem esperar por aquilo, José foi empurrado e caiu no chão.Quando meu pai avançou para bater de novo, José já tinha recuperado os sentidos. Ele se levantou de um salto e agarrou o punho que vinha em sua direção.— Quem é você, seu velho? — Rosnou. — Eu e a Mari
— Desta vez eu te chamei de volta porque, na verdade, queria te pedir uma ajuda.Meu pai adotivo colocou um pouco de comida no meu prato e continuou falando comigo, com aquele tom calmo de sempre.Quando ouvi que ele precisava da minha ajuda, deixei de lado o turbilhão de pensamentos confusos e olhei direto para ele.— Pai, pode falar. Seja o que for, é só dizer.Ele tinha dedicado tantos anos da vida para me criar. Sempre que podia, eu fazia questão de ajudá-lo.— Abri recentemente uma casa de sinuca. No começo, o movimento não está bom… Então pensei em tentar algo diferente para atrair clientes. Marina, eu queria que você…Ele parou no meio da frase. Seus olhos iam e voltavam pelo meu corpo, do rosto às curvas, sem o menor disfarce.Meu rosto foi ficando cada vez mais quente.Sem querer, vieram à minha mente aqueles olhares de José e dos outros.O que meu pai estava tentando fazer?Quando o constrangimento já estava quase insuportável e eu estava prestes a perguntar o que exatamente
— É mesmo uma raridade dessas, hein? José, até que você teve consideração, chamar a gente pra uma coisa boa dessas.— Olha essa pele… Lisa que nem ovo. Fico imaginando que sensação dá quando bate de verdade.— Tsc, tsc… A calcinha já toda encharcada. As garotas de hoje em dia são mesmo bem abertas. Tava ansiosa pra gente maltratar você, né?Eles se apertavam sobre mim. A cama, que já era estreita, tornava-se ainda mais sufocante.O ar ao redor parecia ferver. O calor dos corpos me envolvia por todos os lados, ondas intensas que me faziam arder por inteiro.— Não… Não…Mãos quentes se espalhavam por mim, confusas, vindo de todos os lados. Um beliscão aqui, um aperto ali.A dormência vinha em ondas, de todos os cantos, fazendo meu corpo estremecer sem parar.A crise voltava com força.— Tá doendo… Solta… Me solta…Eu me contorcia sem parar. As pernas se fechavam com tanta força que parecia que iam esmagar qualquer coisa entre elas.Quando eu já estava à beira de perder o controle, alguém
A risada abafada de José vinha de trás de mim.— Eu sabia que você era bem safadinha… Não me enganei mesmo.Ele se colava cada vez mais.Ao sentir aquela presença ameaçadora, meu couro cabeludo formigou. Virei o rosto para encarar José.— Zé… Você… Você pode ir com calma? Tenho medo de não aguentar… Eu… Eu nunca fui tocada por um homem assim…A risada dele ficou ainda mais alta.— Hoje eu dei foi sorte, hein? Logo uma novinha… Fica tranquila, vou ser bem gentil.Em seguida, ele se alinhou comigo. O corpo inteiro avançou num único movimento.— Do jeito que você já está toda molhadinha, nem tem com o que se preocupar. Vou te deixar bem satisfeita.Eu me sentia como um barquinho perdido no mar, balançando sem controle.Talvez fosse melhor simplesmente aproveitar.Mas, no instante em que eu decidia me soltar de vez, meus olhos caíram no celular ao lado, ainda gravando.“E se José usasse esse vídeo contra mim depois?”O pensamento trouxe um pouco de lucidez. Minha mãozinha segurou a mão gra