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terrivelmente errado

Autor: Liha
last update Data de publicação: 2025-02-05 02:42:15
POV Felipe

O ar fresco da manhã fazia pouco para aliviar a pressão em minha cabeça. Eu cavalgava pelo campo de treinamento real, vim logo quando cheguei de viagem, estava tentando afastar os pensamentos que me atormentavam há semanas. Mas não importava o quanto eu tentasse, a lembrança de Olívia me assombrava.

Fazia um mês desde a última vez que trocamos palavras. Desde aquela noite nos jardins, onde vi o brilho magoado em seus olhos antes de recuar e fazer exatamente o que esperavam de mim:
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Último capítulo

  • Entre a Coroa e o Desejo   O Desmoronar de um Império

    POV Felipe:O celular vibrou no console do carro, e o nome de Olívia no visor trouxe um sorriso instantâneo ao meu rosto. Mas, assim que atendi, o sorriso morreu. O som que veio do outro lado não era de saudação; era o som do puro terror.— Felipe... ela esteve aqui. Ela segurou a Luna. Ela disse que... — a voz de Olívia quebrou em um soluço sufocado. — Ela disse que eu ia perder a minha filha se não sumisse. Felipe, eu estou indo embora. Eu não posso ficar aqui!Meu sangue gelou e, logo em seguida, ferveu. Eu não precisei de nomes. O rastro de destruição tinha a assinatura de Rebeca.— Olívia, não se mexe! Eu estou chegando! — gritei, jogando o carro para o acostamento e fazendo um retorno proibido enquanto o motor rugia.O trajeto até o apartamento dela foi um borrão de alta velocidade e fúria. Quando entrei, encontrei o cenário de um pesadelo. Olívia estava no meio da sala, as mãos trêmulas segurando o próprio corpo, andando de um lado para o outro como se o chão estivesse em chama

  • Entre a Coroa e o Desejo   Intrusa

    Pov Olívia O silêncio do pós-êxtase ainda pulsava na minha pele quando fechei a porta do apartamento. Por alguns segundos, encostei a testa na madeira, tentando separar as duas versões de mim mesma — a mulher que ainda tremia pelo toque de Felipe… e a mãe que precisava subir aquelas escadas. Respirei fundo. Silêncio demais. Não era um silêncio comum. Era errado. Frio. Vazio. Meu coração desacelerou por um instante — e então disparou com violência. A luz da cozinha estava apagada. Denize já deveria ter ido embora, mas algo dentro de mim gritava que aquilo não estava certo. Caminhei devagar, cada passo calculado, como se o chão pudesse denunciar minha presença. Passei pelo quarto da minha avó. Ela dormia, tranquila, com a expressão leve de quem acreditava que tudo estava bem. Aquilo deveria me acalmar. Mas só piorou tudo. Subi as escadas sentindo o ar mais pesado a cada degrau. Quando meus olhos encontraram a porta do quarto de Luna entreaberta, meu corpo inteiro gelou

  • Entre a Coroa e o Desejo   Meu Felipe

    POV: Felipe Pela janela, as torres de Eldora pareciam cinzas sob o céu nublado, mas nada era tão sombrio quanto o peso no meu peito. Eu agi como um animal ferido. As palavras que disparei contra Olívia ainda ecoavam aqui dentro, cada uma delas soando como uma traição à mulher que, agora eu sabia, tinha enfrentado o inferno por minha causa. — Henrique — chamei, minha voz saindo mais rouca do que o normal. O detetive entrou, a postura rígida, mas os olhos inquietos. Ele era o homem que havia me entregue o relatório meses atrás, aquele que afirmava que Olívia tinha partido por vontade própria, nos braços de outro. — Majestade — ele inclinou a cabeça. — Eu quero a verdade, Henrique. E quero agora — levantei-me, caminhando até ele com uma fúria contida. — Você me disse que ela me traiu. Me disse que ela sumiu com um amante. Mas a Olívia que eu reencontrei estava passando fome em Londres para proteger a nossa filha. Como você explicaria esse "equívoco"? Henrique empalideceu. —

  • Entre a Coroa e o Desejo   Corrida matinal

    O dia amanheceu cinzento em Eldora, combinando perfeitamente com o meu estado de espírito. Eu não tinha pregado o olho direito, revirando na cama enquanto as ofensas do Felipe e a arrogância do Éric duelavam na minha memória. Deixei a Luna com a babá— Apesar de eficiente, me lembrava a todo segundo que eu estava vivendo sob a vigilância dele — e saí para encontrar a Bia.Correr sempre foi o meu escape. O impacto dos pés no asfalto ajudava a organizar o caos na minha cabeça.— Ele disse o quê?! — Bia quase parou de correr, os olhos arregalados enquanto tentava recuperar o fôlego.— Exatamente isso, Bia. Ele me reduziu a nada. Questionou minha fidelidade enquanto eu estava passando fome em Londres por causa da mãe dele — respondi, limpando o suor da testa com o dorso da mão, o ritmo da corrida aumentando conforme minha raiva subia. — O Felipe é um babaca. Ele acha que, porque me colocou num apartamento de luxo, agora é meu dono.— Amiga, eu sempre soube que o ego desse homem era maior

  • Entre a Coroa e o Desejo   O cachorro arrependido

    Pov Olívia O barulho da porta do quarto batendo ainda ecoava nos meus ouvidos enquanto eu me atirava na cama, sufocando um grito contra o travesseiro. O silêncio que se seguiu no apartamento era pesado, doentio, carregado pelo cheiro de comida esfriando e vinho derramado que agora parecia o odor de um funeral. O funeral da minha paz. O funeral da esperança de que, em Eldora, eu finalmente teria uma família. Eu ouvi os passos abafados do Éric pelo corredor. Ouvi o murmúrio baixo da minha avó Amélia tentando acalmar a Luna na sala. E, finalmente, ouvi a porta da frente se fechar. Éric tinha ido embora, provavelmente sangrando por dentro e por fora. Fiquei ali, encolhida, sentindo meu peito arder. As palavras do Felipe rodavam na minha mente como lâminas. “Trepando com ele?”. Como ele pôde? Depois de tudo o que eu passei, depois de cada noite em claro em Londres segurando o choro para não acordar a Luna, rezando para que ele aparecesse, para que ele me salvasse daquela miséria... a

  • Entre a Coroa e o Desejo   Ciúmes 2

    Pov Olívia O almoço era um completo campo minado. O barulho dos talheres batendo nos pratos de louça parecia um metrônomo marcando o tempo para uma explosão. O estopim não foi uma ofensa direta, mas algo muito mais simples. Luna se engasgou levemente com um pedaço de carne e, antes que eu pudesse reagir, o Éric e o Felipe se moveram ao mesmo tempo.Éric foi mais rápido. Ele inclinou a cadeira dela, limpou o canto da boca da minha filha com o guardanapo e deu um tapinha suave nas costas dela, dizendo: "Calma, pequena, tá tudo bem". Luna sorriu para ele, pegou na mão dele e continuou comendo como se nada tivesse acontecido.Felipe estancou com a mão no ar, a poucos centímetros da filha. O rosto dele passou do pálido para o vermelho em segundos. Ver que a Luna buscava o toque do Éric antes do dele foi o fim.— Já chega dessa palhaçada — Felipe disse, a voz num tom tão baixo que fez os pelos do meu braço arrepiarem. — Éric, eu agradeci pelo que você fez, mas acabou. Eu posso cuidar da

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