LOGINQuase não dormi, a ansiedade de retomar as aulas na faculdade de arquitetura me consumiu a noite toda. Antes mesmo do sol nascer, me levantei, preparei e tomei meu café com calma. Logo após, corri em direção ao pequeno closet do apartamento, que já se encontrava com todas as roupas organizadas e penduradas. Sempre separadas por cores, é claro, assim como mamãe ensinou.
Escolho um vestido longo cinza de tricô, com a chegada do outono, os dias estão frios pelas manhãs. Um coturno e uma jaqueta preta de couro arrematam o look. Dou uma conferida na imagem refletida no espelho, e me sinto bonita. Desde que minha mãe partiu, tem sido difícil até fazer coisas básicas, como se alimentar e se manter minimamente limpa. Hoje, está sendo o primeiro dia em meses que consegui me arrumar decentemente e acima de tudo, me sentir bonita e confiante. — Linda desse jeito eu fico com ciúmes, hein… escuto uma risada leve e Max vem até minha direção. — Te desejo toda sorte do mundo, meu amor. Ele beija a minha testa e me envolve em um abraço caloroso. — Estou tão animada… esses meses que passei com a faculdade trancada me fizeram perceber que me afastar dos estudos é uma bobagem. — concordo com você, Spencer. Você sempre foi uma garota estudiosa, e acho que agora, mais do que nunca, você precisa manter sua mente ocupada, com assuntos bons e produtivos. — Exatamente, ainda mais pelo fato de faltar apenas um período, sinto que devo me dedicar ao máximo para me formar. Mal posso esperar para iniciar meus estágios. — Tenho muito orgulho da mulher que você vem se tornando… Max diz, me puxando e me envolvendo em seus braços. — É uma pena que eu tenha que viajar hoje a trabalho, não vou poder estar aqui a noite, para te ouvir contando do seu primeiro dia de aula. Max estava indo viajar junto com a construtora de seu pai, um renomado arquiteto que nomeou seu filho, como sucessor de seu império de sucesso. Logo, era necessário que Max acompanhasse o pai até a Tailândia, pois lá iriam visitar o lugar onde seria iniciada as construções do projeto, um enorme resort em meio à floresta, cuja vista dos quartos será para um enorme mar azul. — Vou sentir muita sua falta… digo engolindo o choro. Não seria justo com ele, chorar nesse momento, o faria se sentir culpado por me deixar nesse momento. — Mesmo com o fuso horário, vamos nos falar o tempo todo. Eu prometo. Além disso, quinze dias passam rápido, logo estarei aqui novamente com você. — Pra sempre juntos? Promete? — pra sempre, ele diz enquanto me beija de leve nos lábios. — Você já está pronta para seu primeiro dia de aula na universidade? — Estou sim, só preciso pegar um livro… — Pegue e vamos… ele diz, colocando minha bolsa em seu ombro largo. Meu pai já está lá embaixo nos esperando. Quero te levar até a universidade antes de ir para o aeroporto. Pego meu livro, dou uma última conferida em meu reflexo e desço as escadas de mãos dadas com Max até o carro de seu pai. — Olá senhor Hans, tudo bem? Digo dando um sorriso cordial. Ele me fita com o semblante sério, natural do seu jeito de ser, e rapidamente diz: — Estou ótimo, Spencer. E você, como tem passado? Percebo sutilmente o sentimento de pena em seu olhar, pois perguntar à alguém em luto se ela está bem, é contraditório. Quase nunca se está bem, mas aprendemos a fingir para não incomodar. — Estou bem, na medida do possível, senhor Hans… O caminho até a universidade passou rapidamente, isso sempre acontece quando estamos ao lado de quem amamos, o tempo parece escoar, como água entre os dedos. Odeio despedidas, Max me abraça forte antes de ir e nos despedimos. Fico parada observando o carro seguir a avenida, até ele sumir de vista. Mesmo não querendo chorar, as lágrimas inundam meus olhos. Limpo as gotas que escorrem pelo meu rosto, não posso surgir toda borrada no meu primeiro dia de aula. Desde pequena gosto de manter uma postura inabalável, mesmo que por dentro, eu esteja em pedaços. O enorme edifício que hospeda a faculdade de arquitetura é incrivelmente exuberante. Depois de admira-lo por alguns segundos, sigo em diante pelo hall de entrada. Não posso me atrasar, então apresso meus passos até a sala auditório.Decepção é o sentimento mais cruel que existe, amarra o peito, causa angústia e sofrimento. Mas não pelo sentimento em si, mas sim porque a decepção sempre vem de alguém que gostamos, raramente ficamos decepcionados pela atitude de alguém desconhecido. Nunca imaginei que Max pudesse fazer algo tão horrível e cruel comigo, mas só conhecemos a verdadeira face de um homem em duas circunstâncias: quando terminamos por não querer mais o relacionamento ou quando eles nos abandonam em um momento de fragilidade. Após o ato à força ele simplesmente vestiu sua calça, me lançou um olhar frio de desprezo e saiu sem olhar para trás. Ali ainda jogada ao chão me senti pior do que se tivesse sido agredida. O que ele me fez causa marcas profundas na alma de uma mulher, que nunca pode ser apagado. Sinto que nunca mais serei a mesma Spencer depois disso. Sem forças até para chorar, me levantei com dificuldade, pela dor física mas principalmente pela dor emocional. Debaixo do chuveiro deixei as lágrim
O apartamento está tão vazio sem ele. Aleksander foi embora há cerca de duas horas atrás após nossa maravilha transa de despedida. É incrível a maneira como fazemos amor, é único, o encaixa perfeito transcende qualquer questionamento sobre a natureza da nossa química. Não tenho dúvidas agora sobre quem eu quero ficar. É ao seu lado que quero continuar, conhecer cada vez mais todos os detalhes que compõem sua personalidade. Sentada na sala comendo o resto da massa que sobrou do jantar de ontem, começo a pensar como vou terminar com Max. Não existe uma maneira correta de se terminar um relacionamento sério, mas o correto seria em uma conversa séria pessoalmente. Nada além disso soaria maduro, mas como terminar um relacionamento que até então estava tudo “perfeito”?! É nítido nosso afastamento após essa viagem à trabalho. Até então nunca havia passado tanta tempo longe, entretanto a frequência com que nos víamos havia desacelerado. Já não estávamos mais nos vendo todos os dias, mas po
A cama nunca esteve tão confortável! Que noite extremamente agradável eu tive ao lado de Aleksander. Tudo perfeito do começo ao fim, bom pelo menos por enquanto… O toque estridente do meu celular me despertou da pior forma, que estranho… não havia colocado o despertador. Levei uns segundos para processar que o som irritante e insistente não era do despertador, mas sim de uma ligação. Ao olhar a tela, meus olhos pareciam estar com areia, esfreguei de leve e olhei novamente para confirmar: Max estava me ligando! Era tudo o que eu não precisava nesse momento, ser acordada bruscamente com uma ligação inconveniente. Ao meu lado, Aleksander ainda dormia profundamente, com a feição tranquila e serena. Meu coração gelou nesse momento, e agora, o que fazer? Atender a ligação de Max ao lado de Aleksander, depois da noite maravilhosa que tivemos seria no mínimo… estranho! Observo o celular parar de tocar ainda imóvel. A ligação havia sido enviada para caixa postal. Era melhor assim, mais tarde
Ainda deitada em seu peito no tapete da sala, ambos nus, nossos corpos permanecem entrelaçados como se fôssemos componentes de uma só peça, um corpo só. Era impossível desgrudar da sua pele, macia e quente ao toque, que ao simples gesto, apenas o fato de estar junto transmitia uma energia quase mágica ao ponto de eu questionar como era possível obter tanta química sexual com alguém. O sexo com ele foi simplesmente o melhor de toda minha vida, assim logo de início tivemos o encaixe perfeito. Com Max nunca foi desse forma… com ele sempre foi algo mais singelo, sem muita emoção. Como nunca estive com muitos homens, meu parâmetro de comparação era escasso. Mas agora, depois que Aleksander me fodeu gostoso, a comparação foi inevitável. Ai meu Deus! E pensar que logo ele chegará, tenho um grande problema para resolver…— Você está tão quieta, pequena… — Aleksander sussurrou, me trazendo de volta à realidade. — Estou apenas… pensando… e o carinho que você está fazendo nos meus cabelos é tã
Suas estocadas se tornaram mais profundas, fazendo meu corpo estremecer inteiro. O som dos nossos gemidos se misturava ao barulho molhado de nossos corpos suados se chocando. Eu me agarrava no estofado do sofá, completamente entregue.— Isso, minha pequena… rebola nessa pica como a putinha deliciosa que você é… — Aleksander gemia no meu ouvido, sua mão firme segurando minha cintura, guiando meus movimentos.Eu não conseguia responder, apenas obedecia, empinando ainda mais a bunda, querendo senti-lo cada vez mais fundo.Ele puxou meus cabelos, fazendo meu corpo se arquear. Meu rosto virou para o lado, e senti sua boca quente mordendo minha orelha.— Olha pra mim, Spencer… — sua voz era grave, autoritária. — Quero ver sua cara de safada quando gozar no meu pau.Obedeci, virando a cabeça para alcançar seu olhar. Seus olhos azuis estavam incendiados, dominadores. Isso me excitava mais do que qualquer coisa.— Aleksander… eu vou gozar… — minha voz saiu entrecortada, quase um gemido desespe
Seu olhar carregado de preocupação me deixou comovida. É tão bom sentir seu cuidado, mas não acho justo me aproveitar disso. — Eu tinha uma reserva no banco, mas sabe como é… não dura pra sempre. Mas eu vou ficar bem, com o salário que vou receber, eu vou conseguir me sustentar sozinha. — Não tenho duvidas que você consegue se virar sozinha minha pequena… mas a questão é que me preocupo com você, com seu bem estar… não quero que te falte nada, muito menos que passe por dificuldades. Eu posso e quero te ajudar em tudo que precisar. — Muito obrigada, Aleksander. Prometo que vou te comunicar caso eu precise de algo. Mas só de saber que posso contar com você, me sinto segura. — Se depender de mim… pode contar comigo pra tudo para sempre. Quero fazer parte da sua vida, Spencer… ser mais do que… não sei nem como rotular nossa relação. Atualmente estou sendo seu amante mas não estou satisfeito com isso, você sabe… Ouvi-lo dizer que ele estava sendo meu amante me causou certo incômodo. N







