Home / Romance / Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe / + . • . Depois das colheres de sopa . • . +

Share

+ . • . Depois das colheres de sopa . • . +

last update publish date: 2021-10-05 10:21:36

Por Aaron D'Angelo 

Já passavam das oito da noite. A temperatura de minha secretária havia baixado consideravelmente e a Sra. Moore fazia questão de estar sempre pendente dela.

Olhei para a janela com a visão da lua lá fora, o clima no ar estava fresco e minha mente nebulosa. 

Os pensamentos um atrás outro me atormentando um pouco mais a cada minuto.

O quê ela tem haver comigo? Ela é livre em seu tempo fora do trabalho.

Mas quanto tempo ainda temos?

Me interrogava sem sossego.

Marina parecia ter apenas alguns meses antes de dar à luz. 

Como acharei outra secretária? Não quero dores de cabeça de novo, odeio treiná-las.

Tínhamos uma viagem importante no fim de semana, a empresa estava na fase final de um projeto que viajamos para assinar a mais ou menos cinco meses.

— Céus, aquele cliente me fez perder a cabeça... — Disse me lembrando do quanto ele nos havia feito beber.

Olhei para ela, voltando minha atenção ao seu corpo pequeno repousando na cama.

— Vamos seguir com isso, não é? Nada vai mudar. — Eu desejei encarando o rosto de Marina banhado pela luz da lua.

Observei-a por mais alguns minutos, antes de a Sra. Moore aparecer.

— Ela já está dormindo a muito tempo, creio que o melhor é acordá-la para tomar algo e se hidratar. 

— Não é melhor deixá-la dormir mais? — Na verdade não tinha a mínima ideia de como se cuida de alguém.

— Ela suou muito, acorde-a e leve-a para tomar a sopa que preparei. Vou trocar os lençóis. 

A senhora parecia saber sobre o assunto, questioná-la não estava em questão.

Não tinha ideia também de como se acordava alguém, para eu que vivi sempre só, companhias não eram algo com que eu saiba lidar.

Órfã, apenas sustentado pela fortuna que meus pais deixaram. Os tutores eram prestativos, mas não passavam de empregados e no fim, mesmo uma casa cheia de tudo e todos, ainda me parecia uma casa vazia.

Como o primeiro que fiz, levantei-a e ela novamente tombou com a cabeça em meu ombro. Tomei seu corpo em meus braços e a carreguei na cozinha.

Arrastei com o pé uma das cadeiras, para dar espaço suficiente para sentar-me com ela.

— Como faço isso...? — Murmurei para mim mesmo.

Ela não acordava e também não conseguia fazê-la abrir os olhos. Sentei-me com ela em meu colo, peguei uma colher de sopa e assoprei.

— Vamos... abra a boca. -Tentei colocar a sopa perto de seus lábios para ver si se abriam, mas de nada adiantou.

Quando já ia desistindo Marina abriu os olhos, pouco, mas os abriu.

— O quê está acontecendo... chefe? — Ela parecia entorpecida, a voz calma demais e baixa demais.

— Não me chame de chefe aqui, Marina, estamos na casa da Sra. Moore se lembra?

— Eu, eu ... como chegamos aqui? — Ela se remexeu em meus braços.

— Sossegue, você não está bem. — A abracei contra mim para conter seus movimentos.

— Chefe eu...

— Marina, está querendo sua sepultura? Me chame de qualquer coisa, mas "chefe" e "senhor", esqueça. — Disse irritado.

O estado torpe dela poderia colocar água abaixo meus planos, e se perdêssemos a chance de comprar aquela casa, todo o projeto do resort iria ralo abaixo.

— Mas eu... — Antes que ela pudesse terminar a frase coloquei a colher em sua boca.

Tinha que a impedir de falar enquanto não estivesse em seu juízo, a Sra. Moore já vinha em nossa direção.

— Oh, ela acordou. Que bom vê-la melhor. — A senhora se sentou à mesa.

— Sra. Moore... — Ela já tagarelava, mas a impedi dando outra colherada de sopa em sua boca.

— Sim, ela está melhor, mas não diz nada com nada. — Sorrio mostrando um ar divertido que não existia na situação.

— Como está a temperatura dela? — A senhora perguntou antes de se servir-se de um pouco de sopa.

— O termômetro está no quarto, eu..

-— Não precisa do termômetro, encoste os lábios na testa dela e vai saber. — Ela passou a dica e esperou até que eu executasse.

Ela me olhava esperando a resposta e eu olhei para minha secretária.

— Vamos ver essa temperatura... — Disse tomando coragem e enfim colando minha boca a testa de Marina.

Por uns segundos não soube dizer, mas depois de retirar-me olhei para a senhora com a resposta.

— Um pouco quente ainda, mas tenho certeza que vai melhorar logo. — Virei-me para encarar Marina. — Não é, amor?

Queria ver sua cara de espanto e lá estava ela, de olhos arregalados, seus batimentos acelerados e como estava tão perto, podia a ouvir ofegante. Mas então Marina gemeu, fazendo-nos preocupar.

— Humm... — Ela levou a mão à barriga.

A fim de saber o que ela estava sentindo, também coloquei minha mão sobre seu ventre e então ela pareceu surtar por dentro.

Eu podia sentir o bebê se mexer, a mão dela se pôs sobre a minha apertando-a, como se ela sentisse medo de quê eu soubesse.

— Está tudo bem. — Quis acalmá-la 

Acariciei seu ventre, sua mão sobre a minha relaxou e então a confusão se fez presente em seu olhar.

Não sabia o quê estava havendo comigo, mas sentia a necessidade de encará-la, entendê-la e naquele momento… senti-la.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe   + . • . O nosso final feliz . • . +

    Por Marina Allen.Quase um ano mais tarde...Nossas vidas são as mais sossegadas e simples.Sempre pensei que seria impossível nos ajustarmos ao padrão de vida comum, mas é sim possível quando nos esforçamos em família.E claro que nada muda o fato de meus filhos — por quê digamos que a lua de mel rendeu bom fruto — serem os herdeiros mais fofos de todo o país e com contas bancárias pré montadas para cada um.Às vezes discutimos sobre os exageros que Aaron os expõe, mas no fim só serve para ter a certeza de que ele os ama, ama seus filhos com todo o coração e isso me derrete.Hoje Matteo está fazendo um ano e Rebecca completou um mês a poucos dias, o dia estava lindo lá fora e decidimos fazer um piquenique com as crianças no jardim.A pequena adorava o colo do pai, assim que a entreguei para ele e em troca recebi um

  • Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe   + . • . Casados . • . +

    Por Aaron D'Angelo.Pulando um pouco mais no tempo.É um dia especial tanto quanto foi o nascimento de Matteo, ou Téo como mais o chamamos. O dia tão aguardado. Nosso casamento.E no meio tempo que passamos até aqui pode interessar a vocês e por isso contarei alguns dos momentos que passam agora por minha cabeça enquanto Mari vem até mim no altar.Alguns dos momentos que passam por meus olhos agora são os dos primeiros dias dela em minha casa. Lembro das brigas que arranjamos, pois ela tratava todos os empregados de forma íntima e casual, enquanto eu, bem... já devem imaginar.No entanto, cada tentativa e desafio dela sobre minha personalidade, fez com que hoje, em nosso casamento às pessoas que estão sentadas nos assistindo nos importasse, e além disso, são queridas em nossas vidas.Lembro então dos últimos meses da gestação, o quão f

  • Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe   + . • . 1 + 1 = 3 . • . +

    Por Marina Allen.Podem pular cinco meses e cá estamos nós na sala de parto.Dar a luz a Matteo não foi nada lindo como os comerciais dos dias das mães pintam, mas segurá-lo em meus braços estava sendo uma experiência transcendental.Seu rostinho, suas pequenas mãozinhas, cada coisa nele me fazia babar. Era uma pena que o pai não estivesse naquele momento conosco.Parece que as emoções foram demais para Aaron que acabou desmaiando assim que viu a cabeça do bebê sair.Confesso, em meio aos meus gritos de dor e a força que fazia para dar a luz ao pequeno, acabei rindo do quão engraçado foi vê-lo sair da sala de parto carregado pelas enfermeiras.— Matteo, você é o presente mais surpreendentemente da vida da mamãe e do papai. — Dizia ao pequeno, agora o amamentando.A porta do quarto se abriu e mais hilário que antes foi ver meu futuro esposo

  • Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe   + . • . Um nome para ele . • . +

    Um nome para ele.Por Marina Allen.Após a alta, em frente a porta de meu apartamento.Ele me olha, mas não diz uma palavra. Não sei se simplesmente o deixo ir ou peço que entre e finjo ser educada.No geral era só com ele, ficar indecisa, ansiosa ou qualquer coisa do tipo. Por quê Aaron D'Angelo tinha esse tipo de efeito em mim? — me perguntava.— Quer ... — Parei por um momento. — Entrar?— Ann?— Entre por favor. — Disse empurrando os nervos para o lado.Entramos em meu apartamento, que se encontrava do mesmo modo em quê o havia deixado.Na cômoda do quarto, os sapatinhos azuis que vimos na viagem, chamaram a atenção dele.— Você os comprou? Quando?— Pouco antes de voltarmos. — Falei sentando-me ao pé da cama, pois era o mais longe dele que meu minúsculo lugar podia oferecer.

  • Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe    + . • . A verdade . • .+

    Por Aaron D'AngeloComo ela podia esconder? Camille estava certa?Qualquer pergunta que surgisse a minha mente teria de esperar. O soro correndo na veia de Marina me deixava ansioso, ansioso para acabar e para quê ela despertasse.A minha secretária me devia boas explicações, e apesar do quê Camille disse e das sensações e recordações passadas, eu tinha de ouvir de sua boca.Não queria me iludir e também não queria descontar em Marina se fosse apenas loucura coletiva. Muitas coisas dependiam dela abrir os olhos, mas uma delas não. Como acompanhante de Marina no hospital, a obstetra me deixou ficar para a ultrassonografia e ali pude ver o quão bem o bebê se movia apesar dela estar desmaiada.— É um menino mesmo? — Perguntei por curiosidade.— É sim. Um meninão. — A doutora disse e mostrou-me fotos das ultrassonografias passadas.Eu pod

  • Escondendo A Gravidez Do Meu Chefe   + . • . Revelação . • . +

    Revelação.Por Marina Allen.Papéis, ligações, recomendações e previsões. Tudo posto a dedo para o próximo projeto, incluindo nossa volta nos próximos meses.Alexia e eu trocavamos nossas últimas ideias, o dia também passou voando e pela noite, depois de arrumarmos nossas coisas para pegar o voo da madrugada, descemos a praia para um luau.O Sr. Moretto e a filha o organizaram depois de me ouvirem dizer que nunca havia ido em nenhum, de todos os modos não iria aproveitar muito, mas teria uma bela recordação de despedida.Enquanto eu e Alexia nos despedimos e trocamos contatos. Moretto levou meu chefe para beber, mas não deixei que passasse de dois copos.Só não contava com que, dois copos, fossem mais que o suficiente da bebida desconhecida.— Vamos Aaron, temos de pegar o vôo. — Lhe disse deixando Moretto para que a filha cuidasse.

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status