로그인Gustavo tinha falado com muita educação, mas Luiza percebeu com facilidade o gume escondido por baixo do tom dele.Gustavo não tinha acreditado em uma única palavra do que Osvaldo dissera, e Luiza também não acreditara muito. Porque tudo aquilo parecia coincidência demais.Na noite anterior, a família Frota tinha acabado de vasculhar o assunto até o fim. Logo hoje de manhã, Osvaldo já tinha ligado para ela e jogado fora, pessoalmente, o discurso categórico que fizera na véspera.Mas tanto Nina quanto Cauã eram pessoas que, em algo assim, jamais entregariam a investigação nas mãos de terceiros. No máximo, eles usariam alguém de confiança muito próxima.O contato que Luiza tinha tido com a família Frota no dia anterior era algo que Osvaldo, em teoria, não teria como descobrir.O olhar desconfiado de Luiza se fixou em Osvaldo. Então, viu quando ele se apoiou na bengala para se erguer e, com certa dificuldade, falou:— Gustavo, Luiza, eu sinto muito por isso. É possível que o meu amigo só
Luiza falou a palavra “noivo” com tanta naturalidade que parecia que os dois já estavam juntos há anos, como se aquilo fosse a coisa mais comum do mundo.Quando Gustavo ouviu aquilo, teve a sensação de que alguma coisa arranhava devagar uma parte escondida do coração. Uma coceira gostosa tomou conta de dentro dele e o canto da boca se levantou, sem que ele percebesse, num sorriso satisfeito.O mordomo não percebeu nada de diferente no tom dela, mas sabia muito bem que o homem parado ao lado de Luiza estava longe de ser uma pessoa comum. Ele não era alguém com quem eles pudessem se indispor.— Claro, claro.Depois de responder, o mordomo fez um gesto respeitoso com a mão, convidando os dois a segui‑lo, e foi na frente, guiando o caminho.Quando Luiza entrou no quarto de Osvaldo e viu o homem deitado na cama, franziu a testa na mesma hora, por puro reflexo.O rosto de Osvaldo estava mais escuro, sem brilho, bem pior do que no dia anterior. Pelo jeito, ele não tinha mentido para ela. A do
Luiza tinha acabado de chegar à porta da clínica quando Jacarias encostou o carro.Quando Jacarias viu Luiza sair, ele desceu do veículo às pressas. Enquanto se preparava para abrir a porta para ela, Jacarias falou, todo cheio de graça:— Luiza, eu já tinha mais ou menos calculado a hora em que você ia sair.— Obrigada, Jacarias.Luiza curvou os lábios em um sorriso e, por um instante, sentiu que tinha voltado aos tempos de escola. Naquela época, Jacarias também sempre acertava quase na mosca o horário em que ela saía pelo portão, dirigia o carro até a entrada e tentava fazer com que ela andasse o mínimo possível.A única diferença era que, naquela época, Gustavo se sentava no banco de trás todas as vezes, esperando por ela.Agora, cada um deles tinha a própria vida e os próprios compromissos...Quando ainda nem tinha conseguido organizar os próprios pensamentos, Luiza virou a cabeça na direção da porta de trás, que já estava aberta e, de repente, deu de cara com um par de olhos negros
Luiza deu uma leve pausa nos movimentos, desacelerou um pouco e, só então, começou a caminhar em direção ao consultório. Ao mesmo tempo, perguntou, com certa desconfiança:— Onde o senhor está se sentindo mal?Pelo que Luiza avaliava, ele tinha feito acupuntura no dia anterior e ela tinha acabado de trocar a prescrição de remédios, então, em teoria, não era para ter acontecido nenhum problema.Mas a voz de Osvaldo soou fraca, sem força nenhuma, e não pareceu em nada com alguém fingindo.— Isso… — Osvaldo parecia estar meio sem fôlego. Ele fez uma pausa antes de continuar. — Hoje de manhã, quando eu levantei, eu senti o peito apertado, eu não estava conseguindo respirar direito. Até para puxar o ar estava custando.Luiza pensou por um instante e falou:— Certo. O senhor tenta ficar de lado, o máximo que conseguir. Assim que eu terminar aqui, vou até a sua casa. Se, antes disso, os sintomas piorarem, o senhor liga para o hospital na hora.No dia anterior, ela tinha acabado de fazer o dia
Depois de mais uma rodada de prazer, Luiza tinha ficado encharcada, como se alguém tivesse acabado de tirá-la de dentro d’água. Ela estava largada em cima do travesseiro, o corpo inteiro coberto de suor, sem um fiapo de força sobrando.Gustavo pegou umas toalhas umedecidas e começou a limpá-la com calma, cada cantinho, com paciência quase reverente.— Quer tomar banho? — Ele perguntou.— Não. — Luiza recusou na mesma hora.Mesmo que, nas últimas vezes, ele sempre a tivesse carregado até o banheiro e ainda tivesse lavado cada parte do corpo dela sem um pingo de reclamação, naquela noite ela não queria saber de chuveiro.Porque ele não prestava. Volta e meia, no meio do banho, ele a encostava na borda da banheira e começava outra rodada, como se tivesse energia inesgotável.Naquele momento, ela só queria dormir. Nada além disso.Os olhos dela já eram naturalmente sedutores, alongados e cheios de malícia. Agora, com os cantos úmidos e cansados, eles chamavam ainda mais atenção, perigosos
Gustavo parecia de ótimo humor.Luiza achou que ele estava só brincando e entrou na onda:— Aham, claro. Daqui a pouco o Edson vai levantar da cadeira de presidente pra me entregar o cargo, né?Gustavo deu uma risadinha pelo nariz e apertou de leve as bochechas dela, ainda rosadas pelo vapor do banho:— Se você abrir a boca, capaz dele entregar mesmo.O fato de a família Frota ter decidido passar logo cinco por cento das ações pra Luiza tinha fugido completamente das expectativas dele.Mas, vendo o quanto a família estava valorizando Luiza, ele se sentiu genuinamente feliz por ela.Luiza lançou um olhar de lado, sem paciência pra continuar naquela conversa:— Anda, vai. Seca meu cabelo.Provavelmente porque, nesse último tempo, Gustavo tinha sido atento em cada mínimo detalhe, ela já tinha se acostumado a ser cuidada. A ponto de já nem lembrar fazia quanto tempo não secava o próprio cabelo.O olhar de Gustavo se encheu de carinho.— Sim, alteza.Ele a puxou até o sofá, fez com que ela
Ao ouvir aquilo, Luiza ficou sem reação por um instante.Aquela quadrilha tinha sido presa vinte anos antes, e Vinicius tinha saído do país também vinte anos antes.Vinicius tinha sido adotado, e só alguns anos atrás ele tinha assumido a DK SAÚDE.Ela organizou as informações na cabeça, tentando pes
— Ele provavelmente se machucou porque eu chutei ele.Depois que Luiza respondeu, ela só então caiu em si. Aquilo até fazia sentido. Ele tinha se machucado na briga e tinha empurrado a culpa pra cima dela!Quando Lilian ouviu, ela não conseguiu segurar a risada: — Como assim? Que história é essa?
Ethan pegou os documentos no banco do carona, inclinou-se para dentro do carro e sentou-se, com um olhar calmo e preocupado: — Você está perdida sobre como lidar com o Gustavo, não está? Luiza desviou o olhar, a voz saindo rouca: — Pode-se dizer que sim. Nem mesmo aquele acordo conseguia con
Lilian ouviu o barulho da porta se abrindo e olhou na direção da entrada. Quando viu Luiza parada ali, nem sequer tirando os sapatos, ela suspirou, exausta. Lilian tinha tido um dia péssimo, completamente drenada por um cliente que a fez perder a paciência. Jogada no sofá, ela murmurou, sem forças







