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☆《ANOS ANTES》☆
Era fim de tarde naquele dia. O relógio na parede branca do meu escritório marcava quatro e trinta e três da tarde, jogando na minha cara que mais um dia exaustivo estava próximo do fim. Desliguei meu computador, após checar todo o trabalho do dia, e me espreguicei para trás na cadeira de couro, colocando as mãos atrás da minha cabeça. Trabalhava como diretor-executivo de uma empresa de marketing, localizada no centro de Madrid. Era meu orgulho. Tudo que construí foi por meus próprios méritos, e não havia mais nada no mundo que me desse tanta satisfação quanto saber que não cresci na sombra do meu pai, CEO e dono majoritário de uma das maiores empresas de construção civil do país, com escritório principal localizado em Barcelona. Não nos falávamos há muitos anos. Mais precisamente, desde que me recusei a seguir seus passos dentro da Ferrer Engenharia. Provei a mim mesmo que eu não era apenas mais um riquinho mimado herdeiro de um império. Eu poderia caminhar com os meus próprios pés, e foi o que fiz. Vivia e respirava trabalho, mas também tinha a minha válvula de escape. Só em pensar nela toda nua para mim, meu pau já ficava ativo. Viviana era minha noiva, confidente e melhor amiga. Começamos a sair no último ano da faculdade de administração e, desde então, não nos desgrudamos mais. Pensar na bela loira esperando-me em casa me deixava aceso e revigorado. Eu estava pronto para uma dura e suada noite de sexo bruto. Respirei fundo e afrouxei o nó da gravata preta em volta do meu pescoço. Liguei para minha secretária para confirmar a agenda do dia seguinte, em seguida, dispensei-a. Peguei minha pasta preta sobre a mesa e saí da minha sala em direção ao elevador. Naquela noite, faria uma bela surpresa para a minha mulher. Eu iria compensá-la um pouco pela minha ausência por causa do trabalho, que me consumia todos os dias. Foi pensando nisso que não liguei para avisá-la que estava saindo da empresa como eu fazia todos os dias. Queria surpreendê-la. Durante o percurso, parei o sedã em frente a uma loja de vinhos exclusivos, comprei uma garrafa de Chianti Clássico, uma das bebidas que ela mais apreciava. Mais à frente, completei o presente com um elegante buquê de rosas vermelhas. Cheguei ao apartamento que dividia com ela uma hora e meia mais cedo que o meu costume. Saí do carro, deixando a minha pasta no interior do veículo, e corri em direção ao elevador, segurando os presentes em minhas mãos. Ao chegar na sala, coloquei o vinho sobre a mesa e o buquê de rosas em cima do sofá, para então começar a tirar o terno quente que estava me sufocando. Arregacei as mangas da camisa branca e abri alguns botões, enquanto andava. Meus nervos relaxaram instantaneamente e um sorriso lascivo surgiu em meus lábios assim que ouvi a música baixinha que vinha do nosso quarto, misturando-se ao som do chuveiro ligado. Abri a porta devagar e entrei, tomando cuidado para não fazer barulho, maravilhando-me ao som de Secrets, do OneRepublic, uma das minhas músicas favoritas. Retirei o relógio do pulso e o coloquei sobre o criado-mudo. Logo depois, dei o mesmo tratamento ao meu cinto. Abri mais alguns botões da camisa e andei em direção ao banheiro, na intenção de surpreendê-la, já imaginando tudo o que faria daquele momento em diante. Minhas mãos já tremiam em ânsia de tocar o corpo macio. No entanto, um som abafado, lamuriante e tão conhecido por mim, me fez parar no meio do caminho. Congelei. Era um gemido deslambido. Senti o sangue sumir do meu corpo, dando lugar a uma mistura de confusão e raiva imensurável. Não… Não poderia ser o que eu estava pensando. Eu perderia o meu senso, seria capaz de fazer uma besteira. A passos firmes, segui até o banheiro e empurrei a porta usando toda a força que tinha, fazendo o objeto se chocar contra a parede, causando um barulho retumbante. Então, eu os vi. Minha noiva e o seu personal trainer, traindo-me descaradamente dentro da minha própria casa. No quarto em que eu dormia. Vi o homem se encolher covardemente atrás da vagabunda. Nem ao menos teve a decência de me enfrentar. Um verdadeiro covarde, miserável. Viviana me encarou alarmada, o peito subindo e descendo nervosamente, enquanto tentava tapar a sua vergonha com as mãos. Fora de mim, segurei-a pelo braço bruscamente e a arrastei para fora do banheiro. — Saia, agora! — ordenei com ódio. — Saia! — Rodri. Meu amor… Me deixe explicar. — Cala a boca, porra! Sua puta descarada. Eu te dei tudo, e olha como me agradece. Exijo que você saia agora mesmo, você e esse escroto covarde. — Andrés, não pode fazer isso — o imbecil falou, vindo logo atrás. Virei-me e cravei minha atenção em sua fisionomia, com sangue nos olhos. Parecia que o demônio havia me possuído, era a definição mais próxima de mim naquele momento. Avancei em sua direção e o atingi com rajadas de socos no rosto. Logo depois, empurrei-o para cima da vadia. Seu queixo sangrava. Meu desejo era fazer isso a ela, mas seria covardia. Não bateria em mulher. — Rodri, amor, me ouça. Eu… — Saia! — eu disse, possesso. Voltando a segurá-la pelo braço, puxei-a na direção da sala. — Por favor, espere, eu me preciso me vestir. — Tá com vergonha agora, sua puta? Pois quero que o prédio inteiro saiba a vadia que você é! Sem cerimônia e um pingo de remorso, abri a porta que dava acesso ao corredor e enxotei os dois para fora, da forma na qual vieram ao mundo. Eu queria humilhá-los, da mesma maneira que haviam feito comigo. Naquele momento, prometi a mim mesmo que aquela fora a primeira e última vez que eu havia sido feito de idiota. Naquele momento, prometi a mim mesmo que nenhuma mulher teria lugar na minha vida, a não ser em cima da minha cama. ☆《DIAS ATUAIS》☆ Deixo o copo de uísque em cima do suporte prateado, próximo à banheira, e começo a abrir os botões da camisa social. Minha boca ainda lateja, ardendo devido ao soco que recebi daquele desgraçado. No entanto, sorrio. Adorei provocar a filha de Richard no dia do seu casamento. De certa forma, aquilo me deixou eriçado. Sou mesmo um cretino, confesso. Gostei de ser desafiado. Contudo, agora, estou muito mais interessado em descarregar as energias que acumulei durante o período de estadia aqui em Nova Iorque. O trabalho é, e sempre será, a minha maior prioridade. Enquanto fito a ruiva de lábios carnudos deliciosos, completamente nua dentro da banheira, permito que um gemido escape da minha garganta. Com o olhar fixo nos meus, ela torce uma mecha de cabelo acobreado entre os dedos e fica de joelhos dentro da banheira, deixando os seios túrgidos ao meu deleite. Descaso os botões da minha calça e a desço junto com a cueca, fazendo meu pau saltar para fora, grande, grosso e majestoso, completamente melado com o pré-gozo. — Gosta de chupar, querida? — provoco quando a vejo passar a língua pelos lábios e mordiscá-los, ansiosa. — Adoro, Edward! — responde com ousadia, chamando-me com o sotaque carregado. — Boa garota. Mostre-me o que sabe fazer. — Acaricio a pele do seu rosto, branca como porcelana, e deslizo as minhas mãos até os fios dos seus cabelos, puxando-os, direcionando a sua boca até o meu pau. Fecho os meus olhos e trinco os dentes quando sinto a língua quente me experimentar. Logo, sou abocanhado por inteiro. Os lábios experientes me sugam com vontade, dando beijos e lambidas estaladas deliciosas. A ruivinha sabe o que está fazendo e nada mais poderia me agradar tanto no momento. Quem diria que uma noite tão desafiadora acabaria assim, comigo em uma suíte de um hotel cinco estrelas, comendo uma mulher linda e experiente que acabei de conhecer. Do jeito que gosto. Quando minhas bolas se tencionam e sinto a força do gozo aproximando-se, seguro seu cabelo com mais força e enfio meu caralho com vontade até a sua garganta, deixando-a entalada. Pisco descaradamente na sua direção, vendo o rosto pálido tornar-se vermelho, e então descarrego toda a minha porra dentro da sua garganta, fazendo a moça engolir cada gota. — Isso, querida, toma tudo. Putinha, safada! — digo, satisfeito com a gula com que ela me toma. Quando termino, deixo os meus ombros caírem, relaxados, e suspiro. Esta noite, irei me esbaldar em cada buraco que ela tem no corpo, mas, amanhã, quando o dia raiar, nem sequer lembrarei o seu nome, e então ela será só mais um número na lista de conquistas de uma noite que coleciono. Para falar a verdade, é apenas disso que preciso.Leia também as minhas melhores obras: 《UMA NOITE DE PRAZER》 SINOPSE: Uma noite inesquecível. Um encontro inesperado. Kendra e Lewis se vê envolvidos em uma paixão avassaladora que desafia todas as regras por ele estabelecidas. No entanto, segredos e intrigas do ameaçam separar o casal. Em meio a jogos de poder e desejos, Kendra deve decidir se está disposta a arriscar tudo por um amor que pode mudar sua vida para sempre. 《O CEO QUE JUROU ME PROTEGER》 SINOPSE: Ela sempre acreditou que o bem vence no fim. Ele é a prova viva de que o mal também sabe como seduzir. Quando o irmão de Kieza se casa e deixa a cidade, ele pede ao melhor amigo, o homem mais irritante e arrogante que Kieza conhece, para "cuidar dela". O problema? Ele leva essa promessa a sério. Roman não é apenas o tipo de cara que todas as mães mandam evitar; ele é alguém que vive nas sombras, com segredos que podem destruir qualquer um que se aproxime demais. Agora, morando porta a porta, Kieza descobre que há uma l
●● RODRIGO ●●Perco o meu fôlego, nervoso, quando as notas nupciais começam a tocar, e Alba passa pelo arco decorado com flores brancas e caminha na minha direção, sendo guiada por Ignacio. Ela sorri radiante ao me ver dentro do terno cinza e camisa branca sem gravata, da forma como planejamos que seria o nosso casamento: simples, mas inesquecível, de frente para o mar que ela tanto ama.Alba caminha descalça pelo tapete de cor nude colocado na areia. Pareço estar vendo uma miragem quando ela retira uma mecha do cabelo escuro que cai em cima dos seus olhos e o prende atrás da orelha, junto com a flor branca que embeleza ainda mais as suas madeixas reluzentes.O vestido esvoaçante partido na lateral a deixa parecida com uma sereia. O sorriso estampado no rosto angelical faz meu coração palpitar tão desesperado que preciso me segurar para não correr até ela e girá-la em meus braços. Tudo some e se silencia à minha volta. Só vejo Alba andando para mim, enraizando-se dentro do meu coraç
☆《ALGUNS MESES DEPOIS》☆●●ALBA●●Acordo no meio da madrugada sentindo a minha barriga roncar de fome e uma vontade louca de fazer xixi. Uso o banheiro às pressas e desço as escadas, estranhando o fato de eu nunca me sentir assim. Abro a geladeira, pego o restante do bolo que sobrou do aniversário do papai no dia anterior e coloco um pedaço generoso no prato. Minha boca fica aguada quando corto a massa fofinha e o recheio de chocolate escorre um pouquinho da colher, fazendo-me passar a língua nos lábios em ânsia. Coloco o primeiro pedaço na boca e pareço estar comendo o céu. A sensação é indescritível.Como uma garfada atrás da outra, como se eu não me alimentasse há dias e essa fosse a única comida disponível no mundo. Concentrada em atacar o bolo, não percebo quando mamãe aparece na cozinha e senta-se do meu lado. O susto é tamanho que quase caio da cadeira.—Filha, tá tudo bem? — pergunta com as sobrancelhas franzidas.—Sim, mamãe, por quê?Ela olha para mim e em seguida para
☆《Semanas depois》☆Um coro de aplausos agita o grande auditório da Ferrer quando Alba termina o seu discurso sobre a preservação das tartarugas marinhas.Os empresários, donos do resort, sorriem satisfeitos. Um deles caminha até ela para parabenizá-la pelo grandioso discurso, no qual Alba apresentou ideias e soluções plausíveis que satisfazem ambos os lados. Orgulhoso, também sigo na sua direção e a enlaço pela cintura, sentindo meu peito inflado.—Parabéns, senhorita — diz o homem gorducho e careca, apertando a mão da minha menina. — Foi uma grandiosa palestra.—Obrigada! — Alba sorri, confiante. — Agradeço muito pela oportunidade e a confiança dada a mim.—Estou impressionado. Foi genial a sua ideia de usarmos a temporada de desova das tartarugas marinhas para atrairmos turistas para o resort. Será com imenso prazer que investirei nessa nova etapa do projeto, criando um centro de preservação e conservação naquele local.—Não sabe o quanto isso me deixa feliz, senhor.Ele s
☆《Alguns dias depois》☆O sol brilha com toda a sua força quando chego no hospital, trazendo comigo um buquê de rosas brancas e algo especial que minha mãe me entregou na noite em que Alba foi baleada.Respiro aliviado por saber que Marta foi presa após ter sido pega no aeroporto internacional, tentando fugir do país. Assim que dei o meu depoimento sobre o que aconteceu naquela noite e entreguei para a polícia as mensagens dela, junto com algumas das fotos que ela havia tirado, automaticamente a mulher passou a ser a principal suspeita do atentado. A partir de então, não foi difícil juntar as peças do quebra-cabeça.A arma usada no crime foi encontrada escondida dentro de um vaso de plantas no seu apartamento, contendo as suas digitais, e, se ainda não bastasse, foi encontrado mais de dois quilos de cocaína entre os seus pertences, o que deixou explícito o seu envolvimento com coisas ilícitas. Na delegacia, Marta confessou ter se aproximado do amigo de Alba para adquirir informações.
Corro o mais rápido que consigo na sua direção, o vento chicoteando-me o rosto, fazendo as feridas arderem como nunca. Antes de alcançá-la, tenho o ímpeto de me virar Então, vejo a silhueta de alguém se afastando no meio da multidão.Não consigo ver com nitidez, mas percebo que é uma mulher. O porte físico e a mensagem que recebi mais cedo não me deixam dúvidas. É a Marta. Maldição!Fecho os meus punhos, agoniado, e continuo correndo na direção de Alba. Vejo sua mãe ajoelhando-se desesperada ao seu lado, e logo depois Ignacio. Aproximo-me e caio de joelhos no chão quando vejo o líquido vermelho escorrendo do seu peito e pintando o asfalto. Olho para o seu rosto pálido, inconsciente, e desejo ser eu no seu lugar, sentindo a dor que ela sentiu antes de desmaiar.—Alba, minha princesa… — Toco a sua testa, trêmulo, retirando algumas mechas de cabelo do seu rosto, e é quando vejo um corte profundo na sua testa. O sangue mina do ferimento e escorre na minha mão, dando a entender que ela







