INICIAR SESIÓNGiuliaDanilo tomou minha boca em um beijo feroz, daqueles que me faziam esquecer qualquer pensamento que não fosse ele. E como eu adorava aquilo!Enquanto sua boca se ocupava da minha, uma de suas mãos percorreu meu corpo sem qualquer cerimônia, deslizando pela minha cintura e parando por um instante em meu quadril. Sorri contra seus lábios, sentindo um arrepio percorrer minha pele quando ele se afastou apenas o suficiente para beijar meu rosto.Depois, desceu para o meu pescoço.Inclinei a cabeça, oferecendo-lhe mais espaço, e meus dedos se perderam em seus cabelos enquanto ele espalhava beijos pela minha pele. Danilo parecia determinado a não deixar nenhum vestígio do batom intacto, e eu já não tinha a menor intenção de reclamar.Seus lábios continuaram descendo, devagar, até que ele se afastou de mim e se ajoelhou diante dos meus olhos.— Não sabia que um Don se ajoelhava — murmurei.— Por você, sempre — respondeu.Danilo levantou a barra do meu vestido e colocou minha perna esque
DaniloO jantar foi maravilhoso. Estávamos todos reunidos, conversando e rindo, e, por algumas horas, minha casa parecia apenas uma casa de família, não a residência de um Don.Viviana, para minha surpresa, se deu muito bem com os pais de Giulia. Henrico parecia satisfeito com a companhia dela, enquanto Vittoria a tratava com a mesma gentileza com que acolhia todos naquela noite. Paolo e Georgina, por outro lado, estavam fazendo um trabalho admirável ao fingirem que se suportavam. Se eu não conhecesse meu irmão e não tivesse percebido o modo como Georgina evitava olhar para ele, talvez até acreditasse naquela encenação.Mas não era problema meu. Pelo menos, não naquela noite.Mais tarde, quando os fogos começaram a iluminar o céu, encontrei meu lugar ao lado da mulher que eu amava. Giulia estava de costas contra meu peito, e meus braços envolviam sua cintura enquanto observamos as luzes coloridas explodirem acima de nós. Enterrei o rosto em seus cabelos, respirando seu perfume, e sen
DaniloO sorriso desapareceu do rosto dele por um segundo. Paolo olhou na direção de Georgina, que conversava com nossos pais, e soltou um suspiro.— Ela deve estar contando para eles o quanto sou um marido desgraçado.— Agora você vai saber como me sinto todas as vezes que os visito e Giulia começa a chorar, como se eu a maltratasse dentro de casa.Paolo soltou uma risada sem humor.— Eles nos obrigaram a casar. A culpa é deles.— Você teria que se casar de qualquer jeito, e eu sei que gosta dela. Então, resolve logo essa merda.Ele fechou a expressão
Giulia— Você está linda, meu amor — disse meu pai, sentando-se ao meu lado no sofá.Sorri e me aconcheguei um pouco mais perto dele. A verdade era que eu queria deitar no colo do meu pai e chorar. Não por estar triste, exatamente, mas porque, às vezes, tudo o que eu precisava era deixar de ser uma mulher adulta e voltar a ser apenas a filhinha dele.Queria sentir seus dedos acariciando meus cabelos, ouvir que estava tudo bem e descansar por alguns minutos sem precisar me preocupar com nada.Mas eu tinha acabado de me arrumar, minha maquiagem estava impecável e meu cabelo havia ficado exatamente como eu queria. Não pretendia estragar tudo antes mesmo de o jantar começar.Deixaria aquele momento para quando meus pais fossem embora. Então, talvez, eu pudesse me permitir desabar um pouquinho no colo dele, como fazia quando era mais nova.Meu pai passou o braço pelos meus ombros e beijou minha testa, como se tivesse entendido meus pensamentos sem que eu precisasse dizer uma palavra. Sorri
GiuliaQuando finalmente terminamos, subimos para nos arrumar.Eu estava prestes a entrar no banheiro quando Danilo segurou minha mão.— Que tal tomarmos banho juntos?Olhei para ele com um sorriso que respondeu à pergunta antes mesmo que eu abrisse a boca.Desde o fim da gestação, não tínhamos compartilhado um banho daquela maneira. Entre o desconforto dos últimos meses de gravidez, o nascimento de Augusto e a rotina cansativa que se instalara em nossa casa, havíamos perdido alguns desses pequenos momentos de intimidade.E eu sentia falta deles.— Sim — respondi, aproximando-me para beijá-lo.Pouco depois, a água quente escorria sobre nossos corpos, enquanto permanecíamos abraçados, sem pressa para fazer qualquer outra coisa. Encostei o rosto no peito dele e senti seus braços me envolverem. Por alguns instantes, não pensei na ceia, nos convidados ou em todas as tarefas que ainda precisávamos concluir. Éramos apenas Danilo e eu, aproveitando a tranquilidade de estarmos juntos.Ele apo
GiuliaDurante aquela semana, dediquei boa parte dos meus dias à decoração de Natal. Queria que a casa estivesse bonita e acolhedora para receber minha família, e Romero acabou se tornando meu ajudante, mesmo que não tivesse exatamente se oferecido para a tarefa.Eu já gostava dele antes, mas, depois do nascimento de Augusto, meu carinho havia ganhado uma nova dimensão. Talvez, para ele, tivesse sido apenas mais um dia de trabalho, mas, para mim, significava muito mais.Enquanto ele desenrolava um dos fios de luzes que pretendíamos colocar na sala, aproveitei a oportunidade para tocar no assunto.— Quero que você venha para o jantar de Natal.Romero ergueu os olhos para mim, parecendo não entender de imediato.— Não precisa se incomodar, senhora Giulia.— Primeiro, não me chame de senhora. Já conversamos sobre isso. — Apontei um dedo para ele, tentando parecer séria. — Segundo, não é incômodo nenhum. Quero você e Viviana aqui com a gente.Ele voltou a olhar para as luzes em suas mãos.







