LOGINPassei a noite toda estudando e, graças às anotações e exemplos do Andrew, eu realmente entendi.— Eu consegui!Fiquei feliz e pronta para pedir uma segunda chance ao professor. Não me importava de ceder. Eu ia provar a ele que não era tão burra quanto ele pensava.Eu estava correndo pelos corredores vazios do prédio três quando cheguei à porta da sala de aula, mas antes de entrar, ouvi uma voz atrás de mim.— Pensei que você estivesse proibida de entrar lá por ser incompetente.Me virei e dei de cara com Chelsy, que se aproximou, seus cabelos ne*gros balançando.— Eu não sou incompetente. Disse pacientemente.— Não foi isso que todos nós vimos ontem.— Eu tive um bloqueio mental ontem.— Só ontem? Disse ela sarcasticamente.Não disse nada. Não queria discutir. Estava de bom humor e só queria apresentar meu workshop. Senti o olhar dela examinando minhas roupas brancas com acessórios de luxo e fiquei tensa.— Seus irmãos compram tudo para você, ou seu namorado, Enrique? Ela perguntou d
Eu não choraria por causa dele, não ali na universidade. Era verdade que eu tinha dificuldades com matemática e com qualquer coisa relacionada ao aprendizado em geral, mas eu não merecia isso.— Você não merece as besteiras dele. Sussurrei. — Você não merece.Engoli as lágrimas e saí da universidade, já que aquela era a única aula que eu tinha naquele dia.Quando cheguei ao estacionamento, vi dois SUVs, o de Dmitry e o de Vix.Fiquei tensa ao vê-lo, Dmitry, encostado no grande veículo preto, checando algo no celular com uma expressão gélida.Meu coração não disparou como de costume. Não disparou. Forcei-me a manter a calma e a esquecer tudo o que ele havia jogado na minha cara três dias atrás.Meu amor. Minha devoção e minha bondade.Era verdade que Dmitry não era obrigado a me amar do jeito que eu o amava, mas eu definitivamente não merecia aquela… humilhação.Meu coração não merecia ser degradado e humilhado daquela forma. Não quando tudo o que eu queria era comemorar o aniversário
Nem Vix nem Carl disseram nada quando finalmente retornamos para a mansão. Fiquei tão entorpecida que até Vix evitou contar alguma coisa sobre as minhas mentiras e ir até Dmitry.Deixei o bolo na cozinha e fui para o meu quarto, onde troquei as minhas roupas idiotas e coloquei um pijama no meio da tarde. O nó permaneceu na minha garganta e eu estava fazendo o meu melhor para não chorar.Eu não queria chorar.No entanto, descobri que era impossível quando voltei para a cozinha e vi Vix e Carl sentados no balcão, comendo o meu bolo.— O melhor que já comi. Disse Vix. — Eu vou te perdoar hoje só porque este é o melhor bolo de cacau do mundo.Eu não disse nada, mas os meus lábios tremeram.— Fiz aniversário tem dois meses, mas ainda podemos comemorar. Carl me disse, enchendo a boca de bolo. — Aquele desgraçado está perdendo, isso é tão bom que quero outro.Aproximei-me deles e sentei-me, enquanto os meus ombros começaram a tremer e, sem mais delongas, depois de suportar tanto, comecei a c
Este não tinha guarda nem nada parecido. Dmitry não pareceu se importar, pois ninguém que o conhecia ousaria mexer com ele.— Você acha que a recepcionista vai deixar você subir sem chamá-lo? Carl me perguntou, parecendo nervoso quando Vix ligou novamente para perguntar onde estávamos.— Sou Alexandra Novikova, eles obviamente vão me deixar entrar.Peguei as sacolas que havia trazido comigo e caminhei em direção à entrada do imponente e lindo prédio, abri a porta e me vi diante de uma recepcionista de cabelos grisalhos e cara azeda.— Senhorita, como podemos ajudá-la?Eu sorri encantadoramente para ela.— Meu nome é Alexandra Novikova. Eu disse. — Amiga do Dmitry Belico’v Vackarel.Os seus olhos se arregalaram quando ela ouviu meu sobrenome.— Hoje é aniversário dele e eu gostaria de subir e deixar um presente para ele. Você acha que pode me ajudar?Ela ficou nervosa.— Senhorita, eu... Eu não posso fazer isso sem permissão e...— Por favor.— É proibido.— Posso ligar para o meu irmã
Alexandra.Os quatro dias depois que Mikhel e os seus homens nos encontraram, Dmitry e eu, ficamos relativamente normais.Elizabeth e Mikhel estavam mais intensos comigo do que nunca. Eles sempre estavam cuidando de mim o tempo todo, e mesmo quando eu prometi que nunca mais seria tão irresponsável, eles não desistiram e não foram embora.— Então, tudo está normal entre você e Dmitry? Elizabeth me perguntou numa dessas tardes em que andávamos pela vila e olhávamos os balcões cheios de enfeites.As minhas bochechas imediatamente coraram quando me lembrei do que aconteceu com Dmitry. Até eu tive dificuldade em processar tudo o que aconteceu.O jeito que ele falou comigo, o jeito que ele me beijou, o jeito que ele me tocou... Eu nunca iria esquecer isso, não era possível, não quando ele estava tatuado na minha mente e no meu corpo. Não quando eu estava desejando tocá-lo novamente e que ele me tocasse.— Xandra? Insistiu Elizabeth.— Está tudo bem, você sabe como o Dmitry é mal-humorado. E
O lobo me atacou novamente, dessa vez me mordendo na palma da mão, antes que pudesse exercer mais pressão e possivelmente danificar algum tendão, chutei forte a sua barriga e, aproveitando o seu momento de desorientação depois de também ter acertado as suas orelhas, corri, agarrei a sua cabeça grande e a torci com tanta força que o som de suas vértebras quebrando ecoou por toda parte.O animal caiu morto em cima de mim, com os dentes ainda cravados na minha pele, e com um chute forte, eu o arranquei do meu corpo, com o meu bíceps pulsando com o ferimento.— Oh, meu Deus Dmitry. Alexandra sussurrou, enquanto se aproximava de mim e tentava me ajudar. — V...você está machucado e…— Está tudo bem. Eu disse, observando o meu braço escorrer sangue na neve. — Vamos voltar para dentro, a matilha deles deve estar por perto.Fiz com que ela fosse na minha frente e, pegando a lanterna, entramos na cabana e fechei a porta com força, enquanto o meu braço começava a ficar dormente.— V...você está







