MasukIsabella
Ficamos alguns minutos deitados, ainda abraçados, tentando recuperar o fôlego e, principalmente, o juízo. Dante estava deitado de costas, com um braço atrás da cabeça e o outro ao redor da minha cintura, enquanto eu mantinha a cabeça apoiada em seu peito. O silêncio durou pouco.
— Então… — murmurei, passa
DanteAinda estávamos na sala quando meu celular vibrou sobre a mesa. Peguei o aparelho e li a mensagem rapidamente. Uma negociação havia saído do controle. Um dos acordos da Famiglia tinha sido alterado sem a minha autorização, e a outra parte já estava cobrando uma resposta.Olhei para Isabella, que continuava sentada no sofá, e por um instante me lembrei da conversa que estávamos tendo antes da ligação. Nomes de bebê, quarto, brinquedos. Coisas que eu nunca tinha imaginado discutir com ninguém e que, agora, pareciam ocupar um espaço enorme na minha cabeça.— Preciso ir ao escritório.Ela levantou os olhos para mim e sorriu.&mdas
IsabellaFicamos alguns minutos deitados, ainda abraçados, tentando recuperar o fôlego e, principalmente, o juízo. Dante estava deitado de costas, com um braço atrás da cabeça e o outro ao redor da minha cintura, enquanto eu mantinha a cabeça apoiada em seu peito. O silêncio durou pouco.— Então… — murmurei, passando a ponta do dedo pelo peito dele. — Você já começou a pensar no nosso filho?Dante virou o rosto para mim com uma expressão séria demais para a pergunta.— Nosso filho ou nossa filha.— Você já está escolhendo até o sexo?— N&at
IsabellaAinda estava de olhos fechados, meio perdida entre o sono e a realidade, quando ouvi ele falando baixinho. Abri os olhos devagar e encontrei o sol entrando pelas cortinas, deixando o quarto claro aos poucos.Dante estava deitado ao meu lado, apoiado em um dos braços, com a outra mão sobre a minha barriga.— Eu sei que você ainda não consegue me ouvir direito — ele dizia baixinho. — Mas já vou avisando que sua mãe é teimosa.Segurei o sorriso.Ele continuou, completamente sério.— E você vai ter que ficar do meu lado nessa.Mordi o lábio para não rir e
IsabellaA médica voltou a olhar para os papéis antes de levantar os olhos para mim.— Isabella, o seu exame de sangue deu positivo.Eu fiquei parada.Por alguns segundos, simplesmente não entendi.— Positivo...?Ela assentiu.— Para gravidez.Meu coração pareceu parar e voltar a bater de uma vez.Olhei para Dante. Ele não disse nada. Estava me encarando, completamente imóvel, como se também precisasse de alguns segundos para entender o que tinha acabado de ouvir.
IsabellaEu estava começando a achar que Dante tinha enlouquecido.Não era possível que, por causa de dois episódios de vômito, ele tivesse decidido me levar ao hospital da Famiglia antes mesmo do café da manhã.— Eu estou bem — reclamei pela terceira vez enquanto caminhávamos pelo corredor.— Você vomitou duas vezes ontem. Então sabe por que estamos aqui.Revirei os olhos.— Porque meu marido é exagerado.Entramos na sala de atendimento e a médica da Famiglia veio nos receber. Eu já a conhecia de vista, mas nunca tinha precisado ser atendi
IsabellaTrês meses.Era estranho pensar que já fazia três meses desde o dia em que eu havia entrado naquela casa como esposa de Dante. No começo, tudo parecia grande demais. A casa, os homens espalhados pela propriedade, os olhares dos funcionários e, principalmente, o próprio Dante, que conseguia me deixar nervosa apenas com um olhar.Agora eu conhecia os passos dele pelo corredor.Sabia quando estava irritado pelo jeito como fechava a porta do escritório. Sabia quando estava cansado porque soltava o relógio sobre a mesa e passava a mão pela nuca. E sabia quando queria minha atenção porque começava a aparecer onde quer que eu estivesse, mesmo sem admitir que estava me procurando.Naquela manhã, eu estava no jardim quando senti dois braços envolv







