LOGINNa manhã seguinte, James acordou e encontrou a cama de Daniel intacta, fazendo o sangue do alfa ferver, quem Dan pensava que era para dormir fora? O secretário não leu o contrato ou estava tentando enganá-lo, era extritamente proibido ter qualquer relacionamento, sério ou casual durante a vigencia do contrato, para não haver conflito de interesses ou mesmo que o beta não estivesse disponível. Smith não tinha mais uma casa para onde poderia voltar, então James se questionava onde o secretário dormiu.
Tentou se acalmar, dizendo que provavelmente dormiu no hospital com a avó, mas ligou para os amigos que conhecia. Quanto mais tempo passava sem encontrá-lo, mas alterado o alfa ficava. Conhecendo o amigo, Henry foi ao encontro de James depois de receber a ligação perguntando sobre Daniel. - Quando foi a última vez que viu ele? Ele não disse pra onde ia? - perguntou Henry, ao chegar no apartamento. - Foi de noite, anteontem, porque ontem eu acordei e ele já não estava mais aqui - explicou James - E não me aviosu para onde ia, nem por mensagem, nem bilhete, nada. Sinceramente, só falta um último lugar pra procurar ele. Meia hora depois James está revirando o hospital de ponta a ponta. - Onde tá aquele merdinha? - o alfa murmurava, enquanto verificava cada quarto do hospital, os funcionários e pacientes se afastavam e evitavam atravessar o caminho do alfa assustador que marchava pelos corredores. - Senhor Jupp, a senhora Smith não está, assim como o neto dela, eles pediram transferência para outro hospital - avisou a enfermeira ômega. - E eu já disse pra você descobrir pra onde foi a porra dessa transferência, para de repetir as coisas - ele reclamou, passando por ela. - Você não precisa falar com ela assim, ela tá fazendo o trabalho dela - Henry a defendeu, se colocando entre a ômega e o amigo - Você poderia procurar a informação que ele pediu para nós, por favor. Mesmo com toda a educação e gentileza de Henry, a mulher estreitou os olhos. - E para quem seria tal informação? - E isso é da sua conta desde quando? Incompetente - gritou James. - Para amigos da família - Henry sinalizou com a mão para James ficar quieto e deixá-lo resolver. A enfermeira deu as costas e saiu de perto, sem confirmar ou negar que daria a informação. James ficou ainda mais irado com a falta de resposta e seguiu a enfermeira, vendo como ela parava no meio do caminho e cochichava com um médico alfa. O médico encara o empresário desconfiado e segue a enfermeira até o balcão de informações. - Boa tarde, este senhor deseja saber sobre a transferência de uma paciente - anunciou a ômega. Henry rapidamente toma a frente, impedindo James de falar por eles. - Boa tarde, somos amigos da família, estamos preocupados com o desaparecimento de um amigo, neto da senhora Mary Smith, poderia nos informar para onde foi a transferência, por favor? O ômega sentado, sorri de volta para o sorriso galante de Henry, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha, mas ao buscar pelo nome de Mary, encontra o aviso de informação sigilosa, alerta de abuso alfa, então o sorriso se desfaz. – Aqui registra uma transferência, não diz para onde, informação sigilosa, entre em contato com a família para mais informações – respondeu o ômega, olhando entre os dois alfas, desconfiado se era apenas um que estava intimidando o ômega, ou eram os dois, se fosse só um, o outro era cúmplice. James se sentiu em um beco sem saída, usou tudo o que sabia do ômega para encontrá-lo, mas aparentemente ele fugiu e sem motivo algum. Enviou algumas mensagens socilitando todas as informações disponíveis sobre o beta na empresa. - O que foi que você fez pra ele ir embora assim? - questionou Henry - Vocês brigaram? - Não, tudo estava como sempre - James deu de ombros. - As vezes esse é o problema. Durante uma semana inteira, James esteve procurando por Daniel somente com as informações passadas pela empresa, sem sucesso. Ele sentia dor de cabeça, enjôos, um vazio no peito, tudo piorava sua situação, incluindo a insônia. Até ele finalmente explodir. – Que porra de hospital é esse? Eu vou considerar isso um roubo – berrou James para os funcionários – Eu paguei meses do tratamento daquela senhora e agora vocês simplesmente não podem me dizer para onde ela foi transferida? – Senhor, se acalme, não podemos fazer nada, não temos essa informação e ela é sigilosa – explicava um dos funcionários alfas que tentava impedir que o homem avançasse nos funcionários de outros gêneros. – Me diga para onde eles foram! – ordenou James para os ômegas atrás do balcão, usando sua voz de mando. – Não tente intimidar nossos funcionários! – respondeu um dos alfas presentes. Betas e ômegas sendo funcionários ou pacientes estavam com suas mãos nas orelhas pela dor causada pela voz de mando dos dois alfas, as pessoas dos outros gêneros se retiravam do lugar com dificuldade. O ômega que recebeu a ordem diretamente estava prestes a ceder a localização, porém James perdeu o controle e a consciência. Quando despertou, estava preso a uma maca, em um quarto completamente sozinho. As imagens chegam em flashs mostrando como o lutador atacou o funcionário acertando repetidos socos no rosto do alfa, precisou ser sedado e amarrado, o médico conseguiu explicar seu comportamento por problemas ainda não diagnosticado com o lobo interior. Ao acordar o alfa primeiro tentou se soltar, encontrar alguma falha no momento que o amarraram ali, por não conseguir o objetivo desejado ficou irritado, se debateu e gritou, até a porta ser aberta. – Bom dia, senhor Jupp, desculpe por estar preso, mas foi o único jeito de termos certeza que não machucaria outro funcionário do hospital, entendemos que no momento o seu lobo pode estar instável por isso irei ajudar como puder – o médico alfa cumprimentou o seu paciente. – Me solte, eu prometo não atacar mais ninguém – confirmou James. – Nosso funcionário está hospitalizado no momento em estado grave, eu sinceramente não quero ser o próximo, ficará assim por um tempo até conseguirmos estabilizar o alfa – respondeu o médico – Você me falou que possuía um parceiro sexual beta, quando foi a última vez que tiveram relações sexuais? – Meu cio, duas ou três semanas atrás – respondeu ríspido. – Você sabe dizer se o marcou? – Eu jamais faria isso, eu me relaciono com betas justamente porque eu não quero um ômega – foi cortante. – Você não faria, mas teve relações com um beta durante o seu cio, você é um alfa dominante capaz de transformá-lo em um ômega, tem certeza que não fez isso durante o descontrole do cio? – insistiu o médico. – O que caralhos você tá tentando insinuar? – Pelo o que tudo indica, talvez você esteja sofrendo um desligamento de laço, como a marca é uma coisa entre alfa-ômega ambas as partes são afetadas pelo vínculo, caso você tenha marcado o seu parceiro e por algum motivo ele não esteja mais presente na sua vida, ambos devem estar sofrendo pela distância contínua – esclareceu o alfa mais velho – Os sintomas depois são terríveis, muitos desenvolvem depressão e ansiedade, podemos te manter estável por tratamento, mas não sabemos se foi uma marca desvinculada ou apenas a distância.– Eu não estou vestido apropriadamente – sussurrou Daniel ao ver o restaurante escolhido por James.– Deixe disso, você está lindo como sempre, eu também não me arrumei pra vir, não tem problema – assegurou o homem.– Todo mundo reconhece suas roupas como de marca, assim como sabem que estou com roupas velhas e baratas.– Você já tem um monte de roupa aí atrás, se não estiver confortável de verdade, você pode se trocar, ou pode me dar sua mão e entrar comigo de uma vez, vamos pagar a conta como todos os outros – incentivou o alfa.Daniel encarou os olhos de James por um minuto, olhou para as sacolas no banco de trás, respirou fundo e abriu a porta.– Senhor Jupp, seja bem-vindo, a mesa de sempre? – uma mulher uniformizada se apressou em levantar do banco onde estava para cumprimentar o alfa.– Sim, por favor – o alfa confirmou, observando a beta guiar o caminho.James puxou a cadeira para Daniel, enquanto a mulher entregava o cardápio para o ômega.– O senhor gostaria o de sempre? – o
Os dois caminhavam juntos pelo shopping, o braço de James nunca abandonando a cintura do ômega.– Olha, aqui tem algumas roupas bonitas – o alfa comentou, apontando para uma loja.– Aí não vende roupa de bebê.– Sim, mas vamos comprar roupa pra você também, vamos nos casar, você não pode continuar andando com suas roupas velhas – afirmou o empresário.Quando entraram na loja, os vendedores sorriram animados ao ver James, permaneceram com o sorriso congelado no rosto quando desviaram o olhar para Daniel, analisando o ômega da cabeça aos pés, sem ousar diminuir a receptividade por conta da presença do alfa.– Bom noite, senhor Jupp, vejo que trouxe uma companhia hoje – comentou o vendedor mais velho – Seja bem-vindo, querido, aceita um café e alguns biscoitos?Daniel hesitou por um momento, mas ao ver a mesa cheia de coisas disponíveis para eles, sorriu.– Escolha um, temos com chocolate, latte, cappuccino – o vendedor guiou Daniel para a bancada e mostrou as diversas cápsulas e doces d
Ao retornar para a casa, James tinha certeza que todos da empresa já sabiam sobre o noivado e a gravidez, os funcionários cochichavam ao vê-lo passar, arregalavam os olhos, sorriam animados.Ele apenas pôde pensar na sorte de Daniel estar grávido e não fosse voltar para a empresa tão cedo, pois o ômega estaria mortificado de sua vida privada ser o alvo de fofocas.– Senhor Jupp – ele ouviu Melissa gritando e o som de saltos em corrida – Os funcionários se juntaram para comprar isso para o sr. Smith.A mulher carregava uma cesta repleta de doces, com um ursinho de pelúcia e uma caneca de melhor pai do mundo.– Gostaríamos de fazer uma festinha surpresa, mas o senhor Daniel avisou que gostaria de ao menos ter os meses da licença maternidade para aproveitar o tempo com o filhote – a alfa esclareceu – Mas devo dizer, os bebês crescem tão rápido e o primeiro ano é o momento que mais precisam da gente, se a minha mulher pudesse, teria ficado em casa cuidando do nosso filho um ano inteiro.–
O prédio da empresa era grande, mas James sempre entrava pelo estacionamento, após tanto tempo longe, os funcionários que o encontravam pelo caminho arregalavam os olhos e saíam de seu caminho. Depois do secretário se demitir, o alfa parecia prestes a agredir alguém, ninguém sabia o que esperar do homem.– Bom dia, senhor Jupp – Marcela, a secretária substituta o cumprimentou quando o viu.James parou e se virou para encarar a ômega sentada no lugar de Daniel, a expressão era intimidante, tanto que a mulher se encolheu no lugar.– Chame a Melissa, por favor – ele pediu, antes de seguir para a sua sala.Um pouco desconfortável pela falta de educação, Melissa assentiu e discou o número da assistente.Alguns minutos de espera, Melissa entrou na sala do diretor.– Bom dia, senhor Jupp, não esperava que precisasse de mim logo cedo – ela se justificou ao se aproximar da mesa.– Quem é a mulher lá fora? – questionou James, apontando para a porta.– Marcela, sua nova secretária – explicou.–
James estava aliviado por voltar para a capital, conseguiu convencer o ômega de doar os móveis e estavam embalando somente o que iria voltar para a cidade com eles. O que foi mais sofrido para Daniel se desfazer foi justamente os presentes de seus amigos para o bebê.— Eles tiveram todo o trabalho de nos dar alguma lembrancinha, ou pelo menos fraldas — argumentou o ômega.— E você acha que o nosso filho vai usar coisinhas baratas só porque é presente? — questionou.— Foi o melhor que eles conseguiram.— Mas eu posso pagar pelo melhor, podemos doar, não seria um desperdício, mas tudo do nosso filho pode ser escolhido a dedo e planejado por nós — justificou James.— Poxa, me sinto mal por deixar as coisas assim — reclamou Daniel.— Não se sinta, você pode escolher o que quiser, da marca que quiser, no valor que quiser — prometeu.A contragosto, o ômega concordou.O pedido de transferência de Mary foi a parte mais complicada, os médicos estavam preocupados com a saúde da mulher e com med
— Amanhã podemos buscar os exames de DNA — anunciou James.Daniel estava deitado no sofá lendo um livro, eram raras as vezes que o alfa deixava o ômega se distrair dentro de casa.— Você quer ir comigo ou prefere que eu vá sozinho? Você chorou duas vezes com aquele médico, eu vou entender se preferir manter distância — James concordou em procurar os médicos do hospital onde Daniel estava trabalhando, só para que o ômega não precisasse voltar na clínica.— Melhor eu ir, se eu não for, o médico vai acreditar mesmo que você está me mantendo refém — Daniel debochou — O que não é lá tão fora da realidade, porque eu jamais quis vir pra cá morar contigo, mas isso não vem ao caso.— Ok — James concordou rapidamente, saindo de perto.Era perigoso prolongar o assunto e eles discutirem novamente, para James era inegociável seu filho ser criado por ele e seu ômega estar casado com ele.Por outro lado, Daniel ficava cada vez mais nervoso, ele só teve relações sexuais com James, mas só de pensar qu







