تسجيل الدخولReino de Aftermoon
Lucinda e Joaquim Brown
Após Sandy ter o sonho duvidoso, a possível viagem no tempo, ela preparava suas bagagens para ir até Wisdy assim como havia informado Cateline pela carta, haviam se passado alguns dias e ela estava quase de partida.
A mulher contou a Lucinda os detalhes, e as duas estudavam o que tudo aquilo poderia significar, com os anos que se passaram elas foram ganhando mais prática e conhecimento sobre a magia, mesmo que sem conseguir manipulá-la bem.
Lucinda infelizmente parecia não ter despertado seus dons ainda, de forma que pudesse usá-los com livre e espontânea vontade, tudo que ela tinha para provar que algo mágico corria em seu sangue era a beleza e saúde, a mulher não envelhecia ou adoecia, ela permanecia bela como no dia que Joaquim a conheceu, isso atormentava a mulher, que via o seu marido adoecer a envelhecer a cada dia, sem poder fazer nada para ajudar.
Ela havia prometido a si mesma que iria conseguir livrar o seu marido da praga que o rondava, Joaquim estava doente a alguns anos, ele emagrecia e definhava, aquilo cortava o coração de todos, principalmente de sua filha Jade, a garota amava ao pai mais que tudo, e a cada dia ficava mais entristecida pelo o rumo que as coisas levavam.
— Jade.. coma direito, você precisa se alimentar melhor..
Joaquim falava limpando sua boca com um lenço, todos estavam reunidos na sala de refeição, os preparativos para a ida de Sandy até Wisdy estavam quase prontos, e eles discutiam os últimos detalhes.
— Eu estou comendo direito, pai!
A garota falava fazendo um bico com a boca, e Saulo ria.
— Não comece…
Sandy chamava a atenção do filho dando um beliscão no garoto, que para de rir na mesma hora. Ele fazia uma careta para a mãe e olhava para a mesa sentindo uma leve dor no braço.
Joaquim dava uma gargalhada vendo todos reunidos ali, ele estava feliz por finalmente estar tudo em paz e por ter uma família que o amasse, ele tinha dois filhos, algo que ele nunca iria imaginar ter. Mesmo Saulo não sendo filho real do homem, o Lorde o tinha como um, ele o criou e deu toda a atenção que podia, Joaquim amava os dois jovens igualmente, para ele eram suas jóias preciosas.
Enquanto todos davam risadas, o Lorde começou a tossir violentamente, ele segurava o lenço forte contra a sua boca, mas a tosse não passava.
Lucinda e Saulo levantam rápido, indo até o homem moribundo, o segurando e ajudando a se apoiar, o jovem amava muito o seu pai, Joaquim tinha até mesmo dado seu sobrenome ao garoto.
— Pai?! Quer que eu chame um médico?
Saulo perguntava desesperado de preocupação
Lucinda abraçava carinhosamente a cabeça do homem que estava sentado e o acariciava, ela olhava para Sandy com os olhos cheios de lágrimas, a Lady amava o seu marido, e não sabia como ajudá-lo com aquela m*****a doença, se ela pelo menos pudesse usar magia.
— Eu estou bem.. apenas quase engasguei.. é verdade…
Joaquim tentava acalmar a todos mentindo, mas eles sabiam do que se tratava, todos estavam preocupados com o homem.
Após o início de seu reinado, o reino de Aftermoon havia cessado as guerras começadas por Sirio, joaquim assinou tratados de paz e acordos com os reinos vizinhos, diferente de outras partes do mundo, onde alguns Lordes ainda guerreavam, mesmo com a população baixa e quase extinta.
Agora Aftermoon era uma terra de paz, pelo menos por hora, o local havia se tornado próspero e repleto de riquezas, os súditos estavam felizes pela forma e o Lorde Joaquim guiava a todos e temiam pela vida do homem, todos gostavam dele e rezavam para que sua saúde melhorasse logo.
— Acho que já está na hora de deitar… irei na frente querida..
Joaquim levantava meio sem jeito e dava um caloroso beijo em sua amada, mesmo com o passar dos anos, ele ainda a amava mais que tudo.
— Durmam bem crianças….
Ele se despedia de seus filhos, passando a mão na cabeça de Saulo que estava próximo, ele acenava para Sandy e ia vagarosamente para o seu quarto.
Lucinda se sentava novamente, ela roía as unhas pensativa, seu coração doía de ver seu amado daquele jeito.
— Não fique assim Luci.. nós iremos encontrar uma cura ..
Sandy se levantava e ia até a amiga para consolá-la, ela sabia como estava sendo difícil, Milenna não estava ali no momento, ela havia ido passar alguns dias com Ellen na estalagem, a senhora precisava de ajuda e Milenna se dispôs a ajudar.
— Eu sei… mas eu queria poder fazer algo.. do que adianta? Eu não adoecer ou envelhecer? E ver o meu marido definhar daquela forma, eu não irei aguentar viver sem ele..
Lucinda falava deixando algumas lágrimas escaparem, ela às limpava rapidamente, a mulher não queria que sua filha a visse daquela forma.
Jade ia até a sua mãe vendo o quanto ela sofria e a abraçava forte, as duas permaneceram juntas por um tempo antes de irem para cama.
Dirce ainda trabalhava para a família, ela estava ali firme e forte, a criada estava mais velha, e infelizmente Josefa havia partido, a velha havia vivido ali até os seus últimos dias no castelo, onde morreu e foi enterrada no cemitério da família, Joaquim cumpriu com a promessa que havia feito a velha quando a encontrou pedindo coisas pelas ruas do povoado, que ali ela teria o que fosse preciso, e assim ele fez, ela teve uma boa vida e chegou a brincar com as crianças enquanto elas cresciam.
Lucinda ia para seu quarto, assim como o restante da família, haviam alguns dias que Sandy tinha tido o sonho, e ela se perguntava se teria como retornar e descobrir o que estava acontecendo, porque Arlene estava presa grávida? E porque iriam a executar? Ela imaginava se foi ali, onde toda aquela maldição havia começado, quando as mulheres pararam de engravidar e terem seus filhos.
A mulher se deitava na cama pensativa, logo ela iria para Wisdy e conversaria com Cateline, ela precisava contar todos os detalhes a mulher, talvez ela pudesse a ajudar de alguma forma.
Antes de ir para o quarto, Lucinda chorava no jardim por alguns minutos, desolada, ela temia por seu marido, a Lady precisava fazer algo rápido, mas como? Ninguém do reino poderia saber sobre a magia, alguns já desconfiavam por ela não envelhecer, mas Joaquim sempre dava seu jeito e explicava que a mulher era nova e saudável, fazendo todos a esquecerem por algum tempo.
Ela sabia que magia era algo proibido entre humanos, se Joaquim se fosse, o que aconteceria com ela e sua família, a mulher estava completamente perdida em seus pensamentos.
Depois de alguns minutos pensando e chorando, ela ia para o quarto e se deitava com o seu amado, o abraçando forte na cama, desejando que tudo passasse logo para que tivessem uma vida longa e feliz. A Lady não imaginava um momento sem o seu marido e ela faria de tudo para que ele ficasse bem.
Ao se deitar a mulher fazia carinho nos cabelos do homem que dormia profundamente, ela sentia o cheiro dele e fechava os olhos, era assim que ela queria passar o resto de sua vida ao lado de seu amado, vivendo felizes.
EPILOGO Três anos após os eventos tumultuosos, Cateline, Félix, Fênix e Crystal encontravam-se em Wisdy. Fênix havia enfrentado um julgamento brutal, acusado do impensável: matar seu próprio avô. Os outros aliados de Félix participaram do julgamento e decidiram que Fênix devia ser preso, e Félix aceitou aqui. A solidão da prisão foi a única companheira de Fênix durante meses agonizantes. Por fim, a decisão que se impôs era cruel em sua simplicidade: cinquenta chicotadas ou a morte. Félix, apesar da dor que corroía seu coração, escolheu a vida do filho e aceitou a terrível punição. Depois da punição, Fênix conseguiu várias marcas em suas costas, elas iriam cicatrizar, mas ele se lembraria para sempre daquele dia. Após sua libertação, Fênix se esforçou para encontrar seu lugar na vida de Wisdy. Os Fire, agora, eram sua nova família, e a comunidade de lobisomens representava o lar que ele ansiava. Reaproximar-se de sua própria família era um processo lento e delicado, pois ele mal os co
Na agitação do lado de fora, Lucinda olhava desesperada. Ela apertava a mão de sua filha Jade, temendo o pior, mas a mulher não podia permanecer parada. Precisava desfazer a maldição o quanto antes.Com determinação, Lucinda puxava o braço de sua filha e corria na direção do local onde o feitiço de reversão deveria ser feito. Martin seguia, segurando Saulo nos braços, enquanto Sandy e Cateline ficavam para trás, procurando algo para se defender.Jade apertava a mão de sua mãe, olhando para ela com preocupação. "Mãe, o que vamos fazer?" gritava, enquanto Lucinda corria pelo enorme jardim."Precisamos desfazer essa maldição logo, filha! Só assim nossa magia voltará, e poderemos lutar para salvá-los!" Lucinda gritava, esforçando-se para não cair enquanto corria.Cateline estava desesperada, procurando algo que pudesse usar como arma para proteger seus filhos. Sandy fazia o mesmo, mas ambas estavam feridas e fracas, mal conseguindo ficar de pé."Merda! Se ao menos pudéssemos usar um pouc
Lucinda corria desesperadamente em busca de Cate e os outros. A Lady precisava encontrá-los para reverter o feitiço. Cate ainda não havia saído do Castelo; ela estava abrindo os portões para seguir até os demais castelos.Lucinda avistou sua irmã logo à frente. Quando se aproximava de Cate, algo bateu com força no portão, fazendo-o se abrir. Os soldados eram empurrados e agredidos pelos diversos camponeses que entravam. Estavam revoltados e queriam dar um fim em Lucinda, acreditando que tudo era culpa dela.— DROGA! Se esses malditos chegarem até nós, não haverá como desfazer essa praga — Lucinda exclamou, olhando para Tomas, que estava próximo. Naquele momento, as únicas pessoas em quem podiam contar eram os Fire’s presentes: Cristina, Tomas, Crystal e Fênix. A magia estava fraca, impossibilitando as bruxas de usar seus feitiços. Até mesmo os lobos estavam fracos; mal conseguiam permanecer transformados. Não tinham muitas opções: lutar com as forças que tinham ou morrer nas mãos dos
Capítulo 80: A Jornada de Volta ao Reino de AftermoonApós o corajoso ato de Cristina ao separar a briga entre Crystal e Fênix, a pequena loba tentou sair das garras de Cristina. Mas Cristina conseguiu sem fazer muito esforço para a colocar na carroça.Cateline se sentia mais confortável em saber que nada sério havia acontecido, ela agradecia a Cristina por conseguir os separar a tempo. Cate e os demais voltavam a carroça e iriam seguir viagem.O silêncio pesava na carruagem. Os garotos não tocavam na comida ou na água, confusos, sem entender o que havia transpirado. O tal sentimento que eles sentiram, faziam eles não compreenderem o que de fato tinha acontecido, mas era a ligação deles. Os dois decidiram, prudentemente, manter a calma enquanto tudo se desenrolava.À medida que se aproximavam do reino de Aftermoon, testemunhavam horripilantes mudanças. Apenas alguns dias desde a partida de Lucinda, e o lugar havia se metamorfoseado completamente. Uma transformação inquietante estava e
Félix estava na floresta junto aos lenhadores e seus subordinados, os homens estavam cortando lenha para que a cerimônia de enterro de seu pai fosse preparada. Era um fardo pesado demais para suportar, e o rosto de Félix mostrava claramente sua irritação enquanto observava os lenhadores trabalharem com uma eficiência questionável. As rugas em sua testa se aprofundavam a cada momento, seus olhos lançavam faíscas de fúria contida.Eram muitas as coisas que deveriam ser organizadas, e o homem já estava cansado de lidar com a incompetência ao seu redor. Félix havia passado horas junto a todos trabalhando, e ao entardecer, ele retornava ao castelo, com a expressão cada vez mais sombria.Ao chegar, o homem ia diretamente para o quarto de Cate, ele queria contar a sua amada como as coisas iriam funcionar no funeral. Seu semblante sério e determinado não diminuía nem um pouco, apesar do cansaço e da frustração. Chegando no quarto, ele estranha por não encontrar sua esposa, ela deveria estar
Tomas passava pelos corredores mais afastados com o garoto coberto, como ele conhecia bem o local ele evitava as partes mais movimentadas do Castelo. Ao chegar na parte de trás do estábulo, na região mais deserta, Tomas se encontrava com todos. Martin imediatamente o ajudava a colocar o garoto em uma das carroças, e Cateline questionava ao ver que seu filho, que estava desacordado.— Tomas? O que aconteceu? — Ela perguntava preocupada, e Tomas tentava acalmá-la.— Ele tentou me atacar…. É melhor que ele faça a viagem dessa forma, preso… pelo menos até que ele se acalme. — Tomas dizia acomodando o garoto na carruagem junto a Martin, Cateline suspirava fundo, e tentava se acalmar. Infelizmente seu filho estava fora de si, ela precisava conversar com ele o mais rápido possível para poder explicar a ele toda a verdade, mas primeiro, eles precisavam sair dali antes que o Félix descobrisse tudo isso.Crystal estava junto a Jade e a Cristina na carruagem da frente, Sandy estava com Lucinda e







