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133: A Escolha

last update publish date: 2026-10-25 02:27:00

O silêncio no pátio interno da propriedade siciliana se alongou até se tornar quase insuportável. O sol da tarde descia devagar, lançando sombras longas sobre a pedra quente e sobre o corpo ajoelhado de Paolo, ainda amarrado com a corda grossa que Alessandro apertou com precisão. O suor escorria pelo rosto do homem, pingando no chão irregular. As mãos dele, presas atrás das costas, tremiam de forma visível. Isabella permanecia de pé a poucos metros de distância, a mão protetora sobre a curva fi
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    O silêncio que se seguiu ao chute do bebê durou menos do que ambos esperavam. A mão de Alessandro permaneceu sobre a de Isabella por longos segundos, sentindo o movimento ainda inquieto sob a pele, mas a trégua era frágil. O quarto ainda cheirava a sexo e raiva, o ombro dele ainda sangrava levemente onde os dentes dela tinham marcado, e a discussão não se dissolvera — apenas fora interrompida. Quando Alessandro retirou a mão, o ar mudou de novo. A frieza calculada voltou aos olhos cinzentos como uma porta se fechando. Ele se afastou, pegou a camisa jogada no chão e a vestiu sem se importar com o sangue que manchava o tecido branco. A marca dos dentes dela ficou escondida sob o algodão, mas Isabella ainda sentia o gosto de ferro na boca. Ela o observou em silêncio, a respiração ainda irregular, a mão continuando a proteger a barriga como se pudesse isolar o bebê do que viria a seguir. Dentro dela, o conflito já começara antes mesmo de ele abrir a boca. Parte de si ainda estava na

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    O sangue no ombro de Alessandro ainda estava fresco quando a discussão começou. Não houve intervalo de paz depois do sexo de raiva. O corpo de Isabella ainda latejava, o gosto de ferro ainda impregnava a boca, e o quarto cheirava a suor, sexo e à violência contida que nenhum dos dois conseguira expulsar por completo. Alessandro permanecia em pé perto da janela, o torso nu, a marca dos dentes dela visível e vermelha na pele, um fio seco de sangue escorrendo até o peito. Isabella estava sentada na beira da cama, a blusa rasgada ainda grudada no corpo, a mão protetora sobre a barriga como se pudesse isolá-la do resto do mundo. O bebê se mexia de forma inquieta, chutes curtos e irregulares que ela já aprendera a reconhecer como resposta ao estresse. Foi Alessandro quem quebrou o silêncio primeiro. A voz saiu baixa, rouca, ainda carregada da adrenalina da noite. — Você não devia ter saído do carro sem esperar por mim — disse, sem se virar. Os ombros estavam tensos. — Na rua. Quando aq

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