INICIAR SESIÓNFORDIDDEN ROMANCE + HOT ROMANCE + AMOR MADURO (+40) + DRAMA FAMILIAR + ROMANCE TABU Durante vinte anos, Helena acreditou que conhecia a vida que havia construído. Respeitada como médica, casada com um dos empresários mais influentes do país e mãe de Eduarda, uma modelo de sucesso que vive em Milão, ela tinha a certeza de que, apesar das imperfeições, sua família era sólida. Até que um escândalo destrói tudo. Decidida a colocar um ponto final no casamento, Helena pede o divórcio. Mas, antes mesmo de conseguir reconstruir a própria vida, recebe uma ligação. Eduarda sofreu um grave acidente e está em coma. Ao desembarcar em Milão, Helena descobre que a filha escondia uma vida inteira de segredos. Um casamento do qual ela jamais ouvira falar. E um emaranhado de mentiras que parecem não fazer sentido. Enquanto tenta desvendar quem Eduarda realmente se tornou, Helena encontra em Julian o único porto seguro em meio ao caos. O homem que todos acreditam ser o marido de sua filha. À medida que a convivência aproxima os dois, nasce um sentimento que ambos sabem que jamais deveria existir. Afinal, como se apaixonar pelo homem que, aparentemente, pertence à própria filha? Mas, em uma história onde nada é exatamente o que parece, cada revelação abre espaço para uma nova dúvida, e cada verdade escondida pode transformar completamente o destino de todos.
Ver másHelena
Eu havia acabado de chegar do hospital e ainda carregava nos ombros o cansaço de um plantão longo quando a vibração insistente do celular chamou minha atenção.
Era uma mensagem de uma antiga colega de faculdade, que raramente me procurava sem motivo.
Logo abaixo, havia um link.
Abri sem pensar muito.
A página levou apenas alguns segundos para carregar. Quando a imagem finalmente surgiu na tela, senti um choque frio atravessar meu corpo.
A fotografia mostrava um quarto de hotel luxuoso. Frederick estava sentado na cama, recostado contra a cabeceira de couro, segurando um copo de uísque com a mesma postura relaxada e arrogante que eu conhecia tão bem.
Mas havia uma garota em seu colo.
Muito jovem.
Jovem demais.
Ela devia ter, no máximo, vinte anos — praticamente a idade da nossa filha — e usava apenas uma camisa masculina aberta sobre a pele nua.
Reconheci imediatamente o relógio em seu pulso — o mesmo que eu havia lhe dado de presente em nosso décimo aniversário de casamento.
A mansão estava silenciosa naquela hora da tarde, exceto pelo som distante de vozes vindo da cozinha e pelo eco suave dos meus próprios passos sobre o piso de mármore.
Quando alcancei a porta do escritório, não bati.
Empurrei-a com força, fazendo-a bater contra a parede.
Frederick estava sentado atrás da mesa de mogno escuro, analisando algo em seu notebook com a expressão concentrada de quem acreditava lidar com assuntos importantes demais para ser interrompido.
Caminhei até ele sem dizer uma palavra.
Então coloquei o celular sobre a mesa.
A fotografia ainda ocupava a tela.
Por um breve segundo, um sorriso discreto surgiu em seus lábios.
Pequeno.
Quase divertido.
Mas desapareceu rapidamente, substituído pela serenidade irritante que Frederick sempre assumia quando alguém ousava confrontá-lo.
Ele apoiou os cotovelos sobre a mesa e observou a imagem com um interesse moderado, como se analisasse apenas uma notícia irrelevante.
Depois ergueu os olhos para mim.
— Imagino que a internet esteja se divertindo bastante hoje.
A calma na voz dele fez algo dentro de mim se romper de forma definitiva.
Durante anos, eu havia tolerado rumores, desculpas ensaiadas e silêncios convenientes. Mas encará-lo ali — tão sereno diante de uma prova tão humilhante — era mais do que eu conseguia suportar.
— Durante vinte e dois anos de casamento — comecei, sentindo a raiva crescer a cada palavra — eu aceitei cada mentira, cada escândalo abafado e cada comentário venenoso da imprensa porque, apesar de tudo, ainda acreditava que existia algum limite que você jamais ultrapassaria.
Ele inclinou levemente a cabeça enquanto me observava, como se analisasse um argumento pouco relevante.
— Helena, você sabe melhor do que ninguém como esse meio funciona — respondeu com tranquilidade irritante. — Pessoas na minha posição vivem cercadas de rumores. E a mídia adora transformar qualquer fotografia fora de contexto em um espetáculo.
A explicação absurda ecoou pelo escritório.
Durante alguns segundos, apenas fiquei olhando para ele.
Frederick realmente acreditava que poderia apagar aquilo com meia dúzia de palavras cuidadosamente calculadas.
A incredulidade que senti foi tão intensa que acabou escapando em uma risada breve.
Amarga.
Quase descrente.
— Fora de contexto? — repeti, encarando novamente a imagem na tela. — Uma garota praticamente da idade da nossa filha sentada no seu colo em um quarto de hotel é o que você chama de “fora de contexto”?
Por um instante, Frederick permaneceu em silêncio.
Apenas me observava.
Havia algo calculado naquele olhar — frio, meticuloso — que eu conhecia bem demais.
Então ele se recostou lentamente na cadeira, entrelaçando os dedos sobre a mesa com a tranquilidade arrogante de quem acredita continuar no controle da situação.
— Você está me fazendo perder tempo, Helena. E sabe tão bem quanto eu que, para mim, tempo é dinheiro.
Naquele instante, senti o resto da minha paciência desaparecer.
— Durante anos, você transformou nosso casamento em motivo de chacota diante do mundo inteiro.
Frederick me observou com uma expressão impaciente, quase entediada.
— E você sabe por que isso aconteceu, Helena?
A pergunta me pegou de surpresa.
Mas nada se comparou ao que veio em seguida.
Ele sustentou meu olhar sem o menor traço de culpa.
— Porque, para mim, você se tornou frígida.
Durante alguns segundos, fiquei apenas olhando para ele, tentando entender como alguém conseguia dizer aquilo com tanta naturalidade.
— Você escolheu seus hospitais, suas cirurgias e sua carreira acima de qualquer outra coisa — continuou Frederick, sem o menor traço de remorso. — E agora parece surpresa por eu ter procurado em outro lugar aquilo que você deixou de oferecer.
Naquele momento, achei que tivesse escutado errado.
A frieza daquelas palavras me atingiu com mais força do que qualquer fotografia poderia atingir.
Ele desviou os olhos para o celular sobre a mesa, observando novamente a imagem que ainda ocupava a tela. Depois deu de ombros com uma indiferença quase ofensiva.
— Para ser honesto… até demorou para essa foto aparecer.
A maneira casual como disse aquilo destruiu o que ainda restava da minha paciência.
— Chega, Frederick.
Minha voz saiu baixa. Controlada.
Mas carregada de uma firmeza cortante que nem eu sabia que ainda possuía.
— Eu quero o divórcio.
HELENAVer Julian cuidar de Eduarda e consolá-la aqueceu meu coração. O ciúme que havia me incomodado minutos antes, ainda no quarto dele, simplesmente desapareceu.Era reconfortante saber que minha filha não dependia apenas de mim — Julian também estava ali por ela. Isso ganhou ainda mais significado depois de tudo o que conversamos na noite anterior.Mesmo assim, um pensamento persistente não me deixava em paz: a possibilidade de que o jornalista tivesse sido pago.Meus dedos apertaram a borda da xícara.E se o dinheiro tivesse saído da conta de Frederick?Engoli em seco.Minha atenção voltou-se para Julian ao lado dela. Será que Eduarda veria nosso relacionamento como mais uma decepção?Aquilo me inquietava.Doía imaginar tudo o que ainda estava por vir.A última coisa que queria era me tornar, para ela, mais uma fonte de sofrimento — como o pai havia sido durante toda a sua vida.Passei a mão pela perna, tentando conter a inquietação e, junto com ela, o medo. Não de falhar como mã
Aproximei-me da cama e observei a respiração de Helena por alguns segundos, como se ainda precisasse me certificar de que ela realmente estava bem.Então me inclinei e beijei delicadamente suas costas.— Helena... — murmurei. — Preciso que você acorde.Ela resmungou algo incompreensível e tentou se esconder sob o travesseiro.Sorri.Era impossível não sorrir diante daquela reação.— Baby...Deixei alguns beijos leves sobre os ombros e a nuca.— Odeio te acordar assim, mas Eduarda precisa da sua ajuda.Foi o suficiente.— Duda...Helena despertou quase imediatamente e tentou se levantar.— Calma — pedi, segurando-a de leve pelos ombros. — Ela está bem. Só precisa de ajuda com algumas situações mais íntimas.Helena me encarou por alguns segundos.Então entendeu.— Certo. Entendi.Ela se sentou na cama.— Vou apenas ao banheiro rapidinho.— Enquanto você se arruma, vou transferir a Duda para a cadeira de banho e adiantar o que puder.A expressão que surgiu em seu rosto me surpreendeu.Ir
Depois que Lorenzo foi embora, voltei para o meu quarto.Abri a porta com cuidado e encontrei Helena exatamente onde a havia deixado. Dormia profundamente, com o rosto sereno repousando contra o travesseiro, como se o desmaio de horas antes nunca tivesse acontecido.Aproximei-me devagar.Sua respiração era calma e regular, e, por alguns segundos, aquilo foi suficiente para aliviar parte da tensão que ainda carregava no peito.Afastei uma mecha de cabelo que havia caído sobre seu rosto, esperando por algum movimento.Não se mexeu.Fiquei ali, observando-a em silêncio.Por fora, parecia perfeitamente bem. Mas eu ainda conseguia sentir o peso daquele instante em meus braços, a maneira como seu corpo simplesmente havia cedido, deixando-me completamente apavorado.Eu não gostava daquela sensação de impotência.Talvez porque estivesse acostumado a resolver problemas. A encontrar respostas. A agir quando alguma coisa saía do controle.Com Helena, porém, não havia nada que eu pudesse fazer na
JULIANQuando senti o corpo de Helena ceder nos meus braços, algo dentro de mim entrou em alerta. A princípio, pensei que fosse apenas cansaço — até que ela ficou completamente sem reação, mole demais.O ar pareceu desaparecer dos meus pulmões.— Helena… — chamei, tentando trazê-la de volta.O pânico veio rápido.Nenhuma reação.Nunca tinha visto alguém reagir daquela forma depois de um momento intenso. Sem pensar duas vezes, a peguei no colo.O corpo dela estava mole, e o silêncio… me inquietava de um jeito difícil de explicar.Levei-a até a cama com cuidado.A leveza dela em meus braços contrastava com o peso crescente que se instalava dentro de mim.Afastei uma mecha de cabelo do seu rosto, observando cada detalhe.Então, de repente, ela puxou o ar com força. Os olhos começaram a se abrir devagar, como se ela estivesse retornando de muito longe.O alívio me atingiu de uma vez, atravessando meu peito com tanta intensidade que minhas pernas quase cederam.— Ei… está tudo bem… — murm
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