FAZER LOGINMELISSA NARRANDODepois que bati a porta do quarto, fiquei um bom tempo deitada na cama com os olhos fixos no teto. Minha mente não parava de remoer o comportamento do Barão. Eu precisava, de uma vez por todas, arrancar esse sentimento que tava crescendo dentro de mim. Aquele homem não merecia o meu carinho, muito menos o meu amor. Ele só merecia que eu sentisse raiva dele, nada além disso.Mas a realidade me puxou de volta quando olhei pro relógio. Levantei pra tomar banho e começar a me arrumar, afinal, naquela casa tudo tinha que ser do jeito dele. Até participar de uma festa eu era obrigada, mesmo deixando bem claro que não queria ir.Tomei um banho demorado, lavei a alma e fui escolher a roupa. Coloquei um vestido que valorizava o meu corpo e me deixou bonita de verdade. Olhando no espelho, percebi que o médico tinha razão. Eu realmente tinha engordado um pouco, minhas curvas tavam mais preenchidas e a minha pele tava com outra aparência. Penteei o cabelo com calma e decidi deixa
BARÃO NARRANDO Dois dias depois.Tava saindo da clínica e, por dentro, eu tava amarradão, feliz pra caralho. As notícias que o médico deu não podiam ser melhores: o meu herdeiro tava forte, se desenvolvendo direitinho, e a Melissa já tava muito melhor do que quando entrou na minha casa. O tratamento tava fazendo efeito. Ela até tinha ganhado peso, e aquele corpinho miúdo dela tava começando a ganhar mais forma.Só que, no banco do carona, ela não tava feliz. O semblante dela tava caído, sem vida, e eu sabia direitinho o motivo. Ela tava sentindo na pele o gelo que eu vinha dando nela nesses últimos dias. Eu tava na atividade, resolvendo as paradas do morro e dormindo no QG só pra não ter que dar de cara com ela no corredor. Eu sabia que ela tava magoada com isso, ainda mais depois do que rolou entre a gente naquela noite.Mas o papo é reto: ela precisava entender o meu lado. Eu não nasci pra isso. Não sei viver esse bagulho de amor, não sei ser o homem romântico de ninguém. Minha vid
MELISSA NARRANDOEu passei o início da manhã na frente do espelho, com o coração acelerado de tanta expectativa. Escolhi um vestido bonito, que caía bem no meu corpo. Peguei a escova e penteei o meu cabelo com calma. Decidi deixar ele solto. Eu achava que ele ficava bonito assim, cobrindo as minhas costas. E a verdade era que, desde que comecei a usar os produtos caros e cheirosos que o Barão mandou comprar pra mim, os meus fios mudaram completamente. Tavam muito mais macios, hidratados e com um brilho que eu nunca tinha visto antes.Depois de passar perfume no pescoço, respirei fundo. Eu tava na maior expectativa de descer e ver o Barão. Depois daquela noite, do beijo e do jeito que ele me tocou, eu achei que tudo ia ser diferente entre nós.Caminhei pelo corredor e desci os degraus da escada. Mas, assim que cheguei à entrada da cozinha, meu corpo travou e eu fiquei meio sem graça. O Barão não tava sozinho; o Tilápia tava ali sentado com ele, conversando.Tentei engolir a minha timid
TILÁPIA NARRANDOO dia amanheceu no morro com o sol estalando na ladeira. Subi pra mansão cedo pra alinhar os lances das bocas com o Barão e, assim que passei pela segurança, entrei direto. Caminhei até a cozinha e dei de cara com o chefe sentado, segurando uma caneca de café preto.O cara tava tão distante, tão focado no nada, que nem ouviu meus passos pesados quando entrei. A mente dele tava em outro planeta.— Tá dormindo sentado, chefe? — soltei, puxando a cadeira ao lado e dando uma risada pra quebrar o gelo.O Barão deu um estalo, piscou os olhos e me encarou com aquela cara fechada de sempre, mas deu pra ver que tinha alguma coisa martelando na cabeça dele. Bebeu um gole do café, botou a caneca na mesa e limpou a garganta.— Tava aqui pensando na consulta da Melissa, Tilápia... Tá marcada pra daqui a dois dias.Fiquei só escutando, e o chefe continuou, com a voz firme:— Se o médico falar que a gravidez tá correndo bem, eu vou dar aquela festa que tinha prometido pra comunidade
BARÃO NARRANDO Eu saí daquele quarto com o capeta no corpo. A minha vontade era quebrar aquela enfermeira no meio e jogar ela do alto do morro por ter estragado o melhor momento da minha noite, mas segurei a onda na marra. Eu sabia que ela só tava fazendo o trabalho dela, cumprindo a porra da rotina certa com os horários dos remédios da Melissa. Se ela não fosse firme nisso, a saúde da Melissa podia azedar, então engoli o ódio e deixei pra lá.Cruzei o corredor pisando firme, entrei no meu quarto e bati a porta. Me joguei na cama, olhando pro teto. Passei a mão pelo rosto, tentando tirar aquela cena da minha mente, mas era impossível.Eu só conseguia pensar na Melissa. Naquela boca gostosa, macia pra caralho, que parecia ter o encaixe perfeito na minha. Lembrava perfeitamente de como o corpo dela reagiu quando a minha mão subiu, do toque na pele lisinha e daquele seio pequeno, empinado, a coisa mais linda do mundo, desenhado pra caber na minha mão.Só de reviver aquela porra na minha
MELISSA NARRANDOQuando eu vi o Barão parado no meu quarto, sem camisa, me olhando com aqueles olhos pretos que pareciam querer me devorar, o meu coração bateu tão forte que achei que a enfermeira ia escutar do outro lado do corredor. Mas, antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele simplesmente avançou pra cima de mim.No segundo em que a boca dele colou na minha, o mundo lá fora sumiu. Eu não pensei em vergonha, não pensei em regras, não pensei em nada. Só retribuí o beijo com toda a força que tinha no corpo, abrindo os meus lábios e me entregando ao gosto dele. Eu tava gostando tanto de cada toque, de cada carícia bruta e ao mesmo tempo cuidadosa daquelas mãos imensas, que o meu bom senso evaporou.Ele me suspendeu do chão com facilidade e me colocou sentada em cima da cômoda de madeira. Com o movimento, a toalha que tava amarrada no meu peito começou a escorregar, desfazendo o nó. Mas eu tava tão envolvida com o cheiro dele, com o calor daquele peito largo colado ao meu, que si







