Compartir

Capítulo 6

last update Fecha de publicación: 2025-12-09 19:00:28

Dominique Rodrigues

Sexta feira, fim de expediente. Suspirei quando vi meus colegas começando a guardarem suas coisas. Já estava acostumada com o trabalho. Conhecia vários colegas e gostava da maioria deles.

— Hoje vamos comemorar! Você está intimada, novata — meu chefe falou todo animado.

— Não posso. Tenho compromisso. Se tivesse falado antes — menti. Sabia bem quanto tinha na minha carteira e quanto tinha no banco. Se eles fossem do tipo que vão em lugares caros, eu poderia passar apertado o resto do mês.

— Que compromisso é mais importante que beber com seu chefe e colegas? — Rafael, o outro novato, brincou.

— Compromisso de família. Aniversário da minha mãe — improvisei. Espero que mamãe me perdoe por envelhecê-la um pouco antes da hora. Falta meses para o seu aniversário.

— Ahh! — ouvi vários dizer.

— Isso é algo pelo qual podemos te perdoar, mas na próxima não vai poder fugir.

— Comemorem a chegada do Rafael e na próxima comemoremos a minha chegada — falei já saindo pelas portas. — Até segunda. Divirtam-se!

Dessa vez sai um pouco depois de Ayla e Rubia. O meu chefe tinha nos pedido para ficar um pouco mais e concluirmos uma parte do trabalho que estava no fim. Quem sou eu para negar hora extra!? Por mim dormiria na empresa.

Fui até o metrô pensando em como seria se eu tivesse condições financeiras de sair com meus colegas. Quase passei da minha estação viajando em pensamentos. Pensamentos esses que logo se desviaram para um dos donos da empresa, Gael. Um suspiro escapa de mim sempre que penso nele. Que homem! Que poder Gael Dvorak tem sobre mim que me deixa até fora de órbita quando o vejo? Um homem poderoso não só na questão financeira ou na voz, seu corpo também se mostra incrível mesmo sob as roupas. Os cabelos curtos e bem colocados, como se estivessem com gel, mas que balançavam ao vento. Os olhos de uma cor que não sei nem definir. Quase cinza. Todos os trigêmeos Dvorak tinham os olhos dessa cor.

Já chegando perto da pensão, vi um bar quase vazio. Eu já o tinha visto, era o tipo de lugar frequentado por pessoas em baixa condições financeiras. Minha boca salivava de vontade de uma cerveja bem gelada. Tanto que meu corpo tomou o comando e me levou para dentro do bar. Fazia alguns meses que não bebia. Agora que estou trabalhando já coloquei na lista que a primeira coisa que vou comprar depois de alugar um apartamento é uma geladeira e vou encher de bebidas para beber quando quiser. Não sou alcoólatra, só que não existe nada melhor que uma cerveja estupidamente gelada ao fim de uma tarde de sexta.

Disposta a beber apenas uma cerveja e ir dormir, me sentei no balcão. A garçonete de peitos enormes que saltavam do decote, colocou a cerveja e um copo na minha frente e a abriu derramando parte do líquido no copo.

Quase passei a língua nos lábios enquanto olhava a espuma subir.

Bebi devagar pensando em tudo que aconteceu naquela semana. Eu que achei que não teria nenhum contato direto com os donos da empresa, estive com o Gael Dvorak todos os dias.

Só de pensar nele cruzei as pernas com mais força, excitada. Era assim que ele me deixou todos os poucos dias em que trabalhei em sua presença.

Ele dizia que queria acompanhar de perto o desenvolvimento do design do novo produto, mas acho que isso não incluía experimentar o batom da nova coleção Dvorak em meus lábios. Muito menos de forma tão sedutora. Meu Deus, como foi intenso sentir suas mãos em minha pele! A todo momento me pego lembrando daquele momento. Fui flagrada umas duas vezes tocando meus lábios com uma expressão sonhadora. Graças aos deuses que foi na pensão, então pude inventar a desculpa ridícula de que mordi o lábio sem querer. Quem convivia comigo percebia que eu mordia o lábio constantemente, quando estava nervosa, pensativa, então essa desculpa nem era tão ridícula assim.

A minha queda por Gael era algo nítido. Só espero que ele não tenha notado. Não quero parecer tão fácil e desesperada, muito menos interesseira.

A lembrança daquele momento em sua sala me fez beber o líquido com mais rapidez. Logo estava no segundo copo.

Meu corpo todo estava em alerta antes mesmo que eu terminasse o segundo copo. Isso sempre acontecia. Eu sou fraca para o álcool e sempre fico com tesão na primeira cerveja. Antes de ficar bêbada, fico sexualmente em alerta.

Com medo de beber mais e terminar na cama de um qualquer, terminei o copo, paguei e voltei ao meu caminho.

Estava quase chegando a pensão quando um carro parou ao meu lado.

Os vidros escuros desceram revelando o rosto de Gael Dvorak com aquela expressão de superioridade que me irritava e excitava ao mesmo tempo. Fala sério! É muito azar encontrar ele aqui. Afinal, o que esse homem faz no meu bairro, pelo amor?

— Mini, está perdida? Quer uma carona? — ele disse usando um apelido derivado do meu nome.

Deus, me ajuda a dizer simplesmente que eu moro perto. Sei que se entrar nesse carro e ele não tentar me seduzir, eu irei. Do jeito que estou sou capaz de sentar em seu colo e me esfregar em seu corpo.

— Não quero atrapalhar. Apesar de que esses saltos estão me matando — falei. Pude sentir que a minha voz estava diferente. Forçadamente sensual.

Cala a boca, sua burra! Você está bêbada e tentando seduzir o seu chefe.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Irmãos Dvorak - Masters Of The World   Livro Quatro - Bastarda Sedutora - Epílogo

    Enfim, o casamento Zeen Ohana estava tão linda vindo em minha direção que não havia palavras que eu pudesse usar para descrevê-la. Enquanto ela seguia em direção ao altar onde eu estava aguardando ao lado dos meus primos, que certamente estavam vidrados em suas noivas, meu coração dava saltos. Dos quatro homens no altar, um não era Dvorak, mas aguardava por uma. A bastarda mais incrível que o mundo já viu. Por um momento, consegui desviar meus olhos o bastante para notar as outras três mulheres que também era maravilhosas, apenas não chegam aos pés da minha esposa. Todas estavam de branco, mas cada uma no seu estilo. Dominique, a mulher que fez com que tudo em minha vida seguisse por um caminho diferente, usava um vestido que lembrava a calda de uma sereia, sem decote e sem mangas. Olhando-a, lembrei de quando a conheci, de quando quase a matei, e principalmente me perguntei se ela foi a chave para eu chegar até a mulher que amo. Será que mesmo que se ela nunca encontrasse Gael e s

  • Irmãos Dvorak - Masters Of The World   Livro Quatro - Bastarda Sedutora - Capítulo 28

    OhanaVoltamos cedo para casa. O casamento seria a tarde, em um clube muito famoso por casamentos de pessoas famosas. Precisávamos acordar cedo para não ter problema com horário.Tomamos um banho um pouco demorado, obvio. E quando saímos, me sentei na cama pronta para dormir e Zeen foi até uma mesinha no canto e pegou algo em uma gaveta.Ele veio e se sentou ao meu lado, segurando a minha mão e colocando o objeto nela.— Que linda! — Tratava-se de uma pulseira feita de pedras e couro.— Eu queria te dar isso. Era para ser da minha mãe, mas ela faleceu antes que eu pudesse terminar. Ficou inacabada até eu conhecer você.— Isso é importante para você. Não posso aceitar. Não quando nosso casamento foi só para que recebesse sua herança.Era o momento certo de conversamos sobre isso. Não podia esperar mais.— Ainda acha isso? Eu te amo, minha bobinha linha — disse tocando o meu rosto com as pontas dos dedos. Tão suave.Demorei um pouco para assimilar suas palavras.— Ama? Desde quando? — q

  • Irmãos Dvorak - Masters Of The World   Livro Quatro - Bastarda Sedutora - Capítulo 27

    OhanaA noite chegou rapidamente. Me arrumei. Era uma festa da empresa Dvorak, alguma comemoração. Estou tão empolgada com o casamento que nem cabe maiores informações na minha mente.Zeen estava lindo no seu estilo social rebelde, enquanto eu me limitei a um vestido preto, justo, na altura dos joelhos.Chegamos na festa e fomos direto até os meus irmãos e minhas amigas. Estou treinando chamá-los assim.Estávamos conversando animados quando Gael comentou:— Gostaria que trabalhasse conosco, Ohana. Você pode ficar com o andar do preguiçoso do Apollo.— Ai eu finalmente teria paz. — Apollo comentou rindo.— Quem disse que vou deixar minha mulher nessa empresa sozinha? — Zeen apertou um pouco a mão que estava na minha cintura.— Ela estaria entre irmãos.Eles começaram a discutir antes mesmo que eu desse uma resposta. Levantei a mão pedindo que parassem e, quando acabou a pequena discussão, perguntei:— A sua mãe acha o que disso?— Eu ficaria contente se aceitasse. — A mulher chegou por

  • Irmãos Dvorak - Masters Of The World   Livro Quatro - Bastarda Sedutora - Capítulo 26

    Ohana— Falta três dias? Meu Deus, não vejo a hora. — Dominique deu pulinhos. — Ai!Escondi o riso com a mão diante da careta que ela fez ao ser espetada. Tão poucos dias e eu já estava quase sentindo nossa convivência como algo natural. São mulheres maravilhosas.— Fica quieta ou vai se casar toda cheia de buracos de alfinetes. — Ayla falou enquanto víamos o balançar de cabeça da mulher que lutava para deixar o vestido de Dominique perfeito.— Você está linda com esse vestido. Acho vestido de noiva a coisa mais linda — comentei lembrando de como as revistas sobre casa e casamento me encantavam. — Por que não sobe ao altar conosco? A estrutura que está sendo montada caberia facilmente mais dois casais.— Eu... — Seria impossível, o casamento é amanhã.— Isso mesmo. Se você acha vestido de noiva algo lindo precisa usar, não pode ficar só no casamento no cartório.— Eu não sei. Essas coisas precisam de tempo. — Eu já estava me imaginando em um daqueles vestidos. Zeen disse qu

  • Irmãos Dvorak - Masters Of The World   Livro Quatro - Bastarda Sedutora - Capítulo 25

    OhanaMe senti um pouco acuada quando me vi sem Zeen ao meu lado, indo para um bar com minhas novas amigas. Demoraria um pouco para eu me acostumar a ter amigos, irmãos... O engraçado é que não demorou nem um pouco para eu me acostumar com Zeen.Entramos em um bar onde tocava uma música suave. Quase tudo era de madeira e predominava o preto.Rubia dizia que a noite seria como uma pré-despedida de solteiras. Já que em poucos dias as três estariam se casando.— Você não bebe nada com álcool? — Dominique perguntou quando pegamos o cardápio e eu escolhi um coquetel de frutas sem álcool. — Minha mãe proibia por causa dos remédios e eu tinha medo de beber e fazer besteira. — Sorri fraco. Lembro que na época, por me ser proibido, eu achava bebidas alcoólicas um mistério que deveria ser delicioso. — Claro que já experimentei escondido e depois que soube a verdade enchi a cara, mas não gosto. É superestimada.— Tem um monte de bebidas gostosas. Você nem sente o álcool. — Dominique comentou.

  • Irmãos Dvorak - Masters Of The World   Livro Quatro - Bastarda Sedutora - Capítulo 24

    ZeenMinha primeira noite só com os trigêmeos depois de muitos anos. As suas noivas convidaram Ohana para uma noite de meninas e eles me chamaram para beber. Me recordo bem que era algo como um ritual que eles faziam nos aniversários.— Ultimamente estamos fazendo muito isso — Matteo comentou.Olhei os três disfarçadamente. Pareciam felizes apesar da tragédia de perder o pai. Deviam estar completamente apaixonados por suas noivas, só isso explica não desabarem e conseguirem ser o amparo que minha tia precisa nesse momento. Será que a minha expressão é como a deles? Porque garanto que estou perdidamente apaixonado por uma certa loirinha.— Antes era um ritual do nosso aniversário. Percebo que está se tornando um ritual sem data marcada. — Gael completou o comentário do irmão.— A culpa é do Zeen! — Matteo revirou os olhos. Ele ainda soltava algumas faíscas em minha direção algumas vezes. Era inevitável considerando o nosso passado. Eu sempre achei que ele fosse o responsável pela morte

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status