LOGINEnzo Bianchi Agora com o Lucca Marone preso e neutralizado, posso retornar o mais rápido possível para os braços da minha pequena, que dorme tranquila em minha cama e me espera para me juntar a ela. — Enzo, leve esse canalha e o entregue os policiais que aguardam lá fora. Eu vou subir para verificar o estado da Constanza e levá-la daqui — Lorenzo me comanda com firmeza, já subindo os degraus em direção aos quartos. — Vamos andando, seu maldito. Chegou a hora de ir para o lugar onde você já deveria estar há dias — puxo com força o infeliz do Lucca, que ainda tenta se recuperar da tontura causada pelo golpe certeiro aplicado pelo meu irmão. Arrasto-o sem piedade até a saída da mansão, onde a nossa equipe de segurança privada e as viaturas policiais aguardavam o nosso sinal. — Pelo visto a operação foi bem mais rápida e limpa do que imaginávamos, Bianchi — comenta o delegado responsável, aproximando-se para pegá-lo de vez. — Foi sim, delegado. O meu irmão viu uma brecha perfeita e
z tem os minutos contados, pois uma missão urgente e imperativa exige a minha presença e a minha frieza. Com todo o cuidado do mundo para não despertá-la, desvencilho-me dos lençóis, visto uma calça escura e saio silenciosamente do quarto. Caminho a passos firmes e calculados até a ampla sala de estar, sentindo o ar fresco da madrugada contrastar com o calor que ainda restava em minha pele. Puxo o celular do bolso com urgência e disco imediatamente o número do piloto particular da frota Valmont, ordenando que levante voo rumo ao litoral para buscar o meu irmão Lorenzo. — Esteja no heliporto da costa em no máximo duas horas, quero o Lorenzo aqui em Florença antes do amanhecer — determino com voz fria e cortante. Assim que encerro a primeira chamada, disco o número de Pietro, o chefe da nossa segurança privada e o homem mais leal que conheço. — Reúna os melhores homens do nosso esquema de segurança e que sejam de confiança, armados e apostos. Nós temos uma missão ainda esta noite
Lorenzo Bianchi Eu acabara de me recolher no quarto com a minha morena após um jantar agradável, na companhia dela e de sua família. Consegui ter uma conversa delicada, e um tanto constrangedora, com os pais dela a respeito do comportamento deplorável da minha mãe e da recusa irredutível do meu pai em reatar um casamento de mais de três décadas. Evitei entrar em detalhes mais sórdidos para não estragar a noite, mas deixei claro que as atitudes da dona Constanza foram graves o suficiente para mantermos distância segura enquanto as feridas estivessem abertas. — Vem cá, minha morena. Deita aqui que eu vou cuidar de você e fazer uma boa massagem nesses pés para aliviar esse inchaço — peço, pegando o frasco de creme hidratante na mesinha. — Desse jeito você vai acabar me deixando completamente mal-acostumada, amor... Ela se aproxima da cama usando uma camisola de seda cor de vinho, adornada com rendas finas que deixam suas pernas torneadas à mostra e contornam delicadamente a sua bar
Carmela Bianchi Deixei o Leonardo aos cuidados dos pais e da irmã em sua residência e vim até a mansão do meu pai para pegar algumas mudas de roupa e retornar para dormir ao lado dele. Ainda caminhava pela trilha arborizada que dava acesso à entrada da mansão quando o meu celular vibrou no bolso, exibindo o nome da minha mãe na tela. Eu realmente não queria atender e prolongar qualquer conflito, mas lembrando-me do vexame da véspera, imaginei que ela estivesse arrasada e resolvi ouvi-la. — Olá, mamma! — atendo com cautela, parando na varanda espaçosa e evitando entrar na casa durante a ligação. — Carmela, minha filha... que alívio você ter me atendido. Eu preciso muito que venha até Florença me ver, pois não estou me sentindo bem — ela diz com a voz embargada e chorosa. — O que você tem, mamma? Já chamou um médico ou foi a um hospital? — pergunto, tentando demonstrar a devida preocupação, embora conhecesse bem o histórico de dramas dela. — O meu problema não é físico, Carmela.
Enzo Bianchi Eu já não conseguiria me conter por mais nem um segundo sequer; precisava me afundar por completo nessa mulher que virou a minha vida e a minha sanidade pelo avesso. Vê-la gozar de maneira tão crua, intensa e genuína logo após as minhas provocações faz com que eu me sinta um homem imensamente poderoso, o verdadeiro alfa dono de si e dela. Mas a verdade é que, no fundo, ela exerce um poder sobre mim muito maior do que eu jamais admitiria em voz alta. Mas isso é algo que ela, e absolutamente mais ninguém, precisa saber. — Eu preciso me enterrar em você, Marcela... — sussurro com a voz grave e trêmula de ânsia por devorá-la. Sem esperar mais tempo, abro o zíper da minha calça que mantinha o meu membro preso, latejando e implorando por liberação de tanto desejo reprimido. Completamente nu e dominado pela urgência, encaixo-me perfeitamente entre as pernas dela, alinhando a minha glande diretamente em sua entrada ainda pulsante e encharcada pelo orgasmo recente. — Enzo
Marcela Salazar O ar dentro daquele quarto secreto parece rarefeito, carregado com uma eletricidade densa, crua e proibida que faz o meu estômago dar voltas. A visão daquela estrutura imponente de couro preto e das argolas de metal polido na parede me causa um arrepio ambíguo, misturando o medo residual de quem conheceu a violência com uma curiosidade febril. — Olha para mim, Marcela — a voz de Enzo rasga o silêncio, grave, autoritária e impregnada de uma possessividade que me desarma por completo. — Eu sei o que passou pelas mãos daquele miserável, e juro por tudo o que é sagrado que aqui dentro as regras são ditas por mim, mas o limite quem dita é o seu prazer. Sua sinceridade crua atinge o meu peito como um alívio, dissolvendo o último vestígio de pavor que ainda insistia em congelar as minhas veias. — Eu... eu confio em você, Enzo — sussurro com a voz trêmula, entregando-me de vez à imensidão daqueles olhos azul claro que me devoram. Ele avança com passos lentos, um predado







