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📍Capítulo 9 – A Rendição Sem Mãos

Author: Rose
last update Petsa ng paglalathala: 2025-06-13 06:56:35

Quando ele se levantou, ainda ajoelhada entre minhas pernas, achei que fosse me deixar ali.

Molhada.

Confusa.

Desarmada.

Mas nĂŁo.

Ele estava só começando.

Dante Moreau nĂŁo tinha pressa.

Porque o prazer, pra ele, nĂŁo era fĂ­sico.

Era mental. PsicolĂłgico. QuĂ­mico.

E a droga era ele.

âž»

Ele se afastou até a poltrona.

Sentou, descruzou as pernas.

Postura de rei.

Olhar de predador.

E disse, baixo:

— Tira a alça da camisola do ombro esquerdo. Só ela.

Obedeci.

A seda deslizou, revelando a curva suave do meu ombro e parte do seio.

— Agora o direito.

A mesma coisa.

Nada demais.

Mas eu jĂĄ sentia como se estivesse completamente nua.

Exposta.

Em carne viva.

—

— Deita na cama. Encosta a cabeça no travesseiro. NĂŁo abra as pernas. E nĂŁo encoste em vocĂȘ.

A voz dele era navalha.

Fiz tudo exatamente como mandou.

O tecido da camisola subiu até a metade da coxa.

Minha respiração estava curta.

Minhas coxas pressionadas.

Meu corpo inteiro
 implorando.

—

Ele nĂŁo se levantou.

Ficou ali. Olhando.

Como quem hipnotiza um animal selvagem até ele se render.

— Agora fecha os olhos. E escuta o que eu disser. Só isso. Entendido?

— Sim.

— Boa garota.

Aquelas duas palavras
 fizeram minha coluna arquear.

Foi ali que senti:

ou gozo agora


ou nunca mais.

—

— Sente o lençol debaixo de vocĂȘ.

O toque da seda na pele quente.

Sua respiração curta.

O batimento do seu coração entre as pernas.

Ele falava lento.

Como um mantra.

— VocĂȘ estĂĄ molhada. Eu sei.

E quanto mais tenta controlar


mais escorre.

Eu gemi. Baixo.

Sem tocar.

Sem mexer.

A voz dele guiava cada impulso, cada contração, cada lembrança do olhar que me despiu mais cedo.

— Imagina minha boca encostando bem aqui


Ele apontou pra prĂłpria clavĂ­cula.

— Mas não toca. Só sente.

Minhas pernas começaram a tremer.

O prazer subia, desesperado.

—

— Agora pensa na minha mão
 bem aqui.

Ele abriu a palma e pousou sobre o peito.

— Mas ainda nĂŁo Ă© hora.

VocĂȘ sĂł vai gozar quando eu disser.

Meu quadril jĂĄ se mexia sozinho.

Contra o colchĂŁo.

A camisola Ășmida entre minhas pernas.

E eu completamente fora de mim.

—

— Agora.

Desce essa tensĂŁo pro ventre.

Sente a pressĂŁo.

Sente a necessidade.

E quando eu disser “agora”
 vocĂȘ vai explodir.

Sem tocar.

Sem abrir.

Sem vergonha.

SilĂȘncio.

Dois segundos.

TrĂȘs.

E entĂŁo:

— Agora.

—

Foi como cair de um prédio.

Eu gozei.

Sem dedos.

Sem boca.

Sem pĂȘnis.

SĂł com a voz.

E pela primeira vez na vida, nĂŁo tive como fingir.

Foi real.

Cru.

IncontrolĂĄvel.

A Rendição Sem Mãos sem toque


—

Quando abri os olhos, ele estava de pé.

Na beira da cama.

O olhar calmo.

— Agora sim. — ele disse.

— Agora eu vou te tocar.

Porque vocĂȘ entendeu.

Que aqui
 só se goza quando eu quiser.

E aí ele começou a se despir.

Camisa.

Calça.

Cueca.

E o que veio depois


nĂŁo foi sexo.

Foi posse.

—

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