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Conhecendo os Semideuses

Author: Krystal Pires
last update publish date: 2026-09-15 02:40:23

Ao retornar aos seus aposentos, Magda encontrou a dama de companhia à sua espera.

​— Alteza, já voltou? — indagou Amélia.

​— Sim. Procure por Rodolfo, por favor. Ele mencionou que mandaria um novo vestido para mim.

​— Vou buscá-lo imediatamente, Magda.

​Com a saída da serva, Magda perdeu-se em seus pensamentos. De onde vinham tantas vestes femininas de corte refinado? Seria Rodolfo um homem viúvo? Embora a dúvida pairasse em sua mente, ela não pôde conter a expectativa pelo passeio.

​Pouco depois, batidas leves soaram à porta.

​— Posso entrar? — pediu Amélia do outro lado.

​— Entre!

​A dama trazia uma peça exuberante dobrada sobre os braços e, para a surpresa de Magda, um par de sapatos de veludo combinando.

​— Ajude-me a vestir, por favor.

​Magda ajustou o traje. O vestido tom de vinho era justo ao corpo, destacando a alvura de sua pele e o tom dourado de seus cabelos loiros, enquanto o decote profundo valorizava suas curvas.

​— A senhorita está simplesmente deslumbrante — admirou-se Amélia.

​— Obrigada — sorriu a jovem.

​Novas batidas à porta romperam o silêncio do quarto.

​— Seria o senhor Rodolfo? — murmurou Magda.

​Amélia foi até a porta e, ao abri-la, deparou-se com Ulisses.

​— Magda, peça à sua dama que nos dê licença por um instante — disse o semideus, com o olhar focado na jovem. — Preciso falar a sós com você.

​— Por favor, Amélia, aguarde do lado de fora — pediu Magda.

​Assim que ficaram a sós, a jovem cruzou o braços:

​— O que tem a me dizer, Ulisses?

​— Não vá com ele — pediu o jovem semideus, dando um passo à frente. — Fique comigo... Escolha-me.

​— Eu não posso fazer isso. Seria uma afronta a Rodolfo.

​— De todos eles, fui o único a quem você permitiu tocar e beijar de forma tão íntima — sussurrou ele, com tom sedutor. — O que aconteceu esta manhã foi intenso, e você sabe disso.

​— Não deveria ter acontecido — esquivou-se ela, baixando os olhos. — Fui precipitada.

​— Então você vai mesmo com ele?

​— Sim, a decisão está tomada.

​— Por favor... Não permita que ele a toque. Você será minha, Magda.

​— Precisa ir agora — pediu a jovem, inquieta. — Se Rodolfo o encontrar aqui, pensará o pior.

​— Como desejar. Até logo — despediu-se ele, retirando-se do quarto.

​Magda suspirou, dividida. Uma parte de seu peito lamentava não ter feito uma escolha, pois a atração pelos três irmãos queimava com a mesma intensidade em seu coração.

​Ao sair do quarto, dirigiu-se ao jardim, onde Rodolfo a aguardava. Ele vestia um traje elegante que lembrava a nobreza que ela conhecera em Umbra.

​— Este vestido realçou perfeitamente sua beleza — elogiou o semideus.

​— Obrigada, Rodolfo. Você também está impecável.

​— Espere, tenho algo para deixá-la ainda mais radiante — disse ele, tirando uma pequena caixa de veludo do bolso. Ao abri-la, revelou um suntuoso colar com uma pedra de rubi encravada no centro.

​— Este colar é para mim? — admirou-se Magda, tocando a joia.

​— Achei que a cor combinaria com seu vestido.

​— É maravilhoso... Eu adorei!

​— Permita-me colocá-lo em seu pescoço.

​Rodolfo posicionou a joia com delicadeza, o toque firme de suas mãos roçando a pele macia da jovem.

​— Dê-me o braço — convidou ele. — Vamos ao lago de Ártemis.

​— Ártemis? É este o nome do reino? — perguntou ela enquanto caminhavam.

​— Sim. Perdoe-me por não ter mencionado antes, mas os acontecimentos foram precipitados.

​Conforme avançavam, Magda observava o porte imponente de Rodolfo. Sendo o mais alto e forte dos irmãos, trazia a presença protetora que qualquer mulher desejaria. Caminharam por cerca de vinte minutos até alcançarem a margem de um vasto lago cercado por árvores antigas.

​— Que paisagem deslumbrante... — suspirou Magda.

​— Trarei você aqui todas as tardes se me escolher como seu esposo — afirmou Rodolfo, fixando os olhos nela.

​— Você me deixa sem graça...

​— Não fique. Eu a quero para mim, apenas isso.

​— Sei que quer — sorriu ela, corando.

​— Venha, vamos atravessar o lago para ver a vegetação do outro lado mais de perto.

​Rodolfo a conduziu até uma pequena embarcação. Após entrarem, ele removeu a túnica para manusear os remos com facilidade. Magda não pôde evitar admirar a musculatura definida de seu peito e braços, sentindo um calor sutil subir por sua pele.

​Ao atingirem a outra margem, o semideus desceu primeiro e tomou Magda nos braços com facilidade, carregando-a até a terra firme para evitar que ela molhasse o vestido.

​— Obrigada, Rodolfo.

​— Venha comigo.

​Ajeitaram-se ao pé de uma árvore frondosa, contemplando o reflexo do sol na água.

​— A vista daqui é magnífica — comentou a jovem. — Mas não seria perigoso permanecermos longe do castelo se alguma criatura aparecer?

​— Eu estou aqui — assegurou Rodolfo com imponência. — As feras da floresta é que devem temer a minha presença. Protegerei você contra qualquer ameaça.

​Conversaram até que as sombras do crepúsculo cobrissem a paisagem.

​— Acho melhor voltarmos, já está escurecendo — observou Magda.

​— Voltaremos, mas antes gostaria de uma coisa.

​— O quê?

​— Um beijo.

​Rodolfo aproximou o rosto e selou seus lábios nos dela em um beijo profundo e ardente. Entregando-se ao desejo, Magda permitiu que ele a deitasse sobre a relva macia. As mãos ágeis do semideus desataram os laços do traje tom de vinho.

​— Venho desejando este corpo desde o momento em que a vi — murmurou ele contra a pele dela.

​— Rodolfo... Talvez devêssemos parar — sussurrou a jovem, hesitante.

​— Você me deseja tanto quanto eu a desejo.

​Longe do castelo e sob a penumbra da mata, o semideus cobriu a pele de Magda com beijos quentes, descendo pelo seu ventre até alcançar sua intimidade.

​— Não... Por favor — murmurou ela, entre arfagens.

​— Preciso saborear você, minha princesa — respondeu ele, entregando-se ao momento.

​A carícia ousada de Rodolfo levou Magda a um estado de êxtase instantâneo. A jovem arqueou as costas, segurando os ombros do semideus enquanto o prazer dominava seus sentidos.

​— Isso... Continue, Rodolfo — pediu ela, tomada pela sensação.

​— Sei exatamente o que você precisa.

​Ele afastou-se por um instante para se desfazer das próprias vestes. Ao contemplar a imponência do semideus diante de si, Magda sentiu o receio mesclar-se ao desejo.

​— Espere... Tenho receio de que seja doloroso.

​— Apenas relaxe e entregue-se a mim, meu amor.

​Guiada pela paixão, Magda acolheu o semideus. O contraste de sua força com a entrega da jovem transformou o momento em uma experiência avassaladora. Envolvidos pelo calor da noite, o ritmo de Rodolfo arrancava sussurros e suspiros da ex-princesa.

​— Você é incrível, Rodolfo... — arfou ela, segurando-o com firmeza.

​— Seja minha e terá este prazer sempre que desejar.

​À medida que o momento atingia seu ápice, Rodolfo puxou-a para cima de seu peitoral. Magda assumiu o controle, movendo-se sobre ele até que o semideus soltou um rosnado grave de satisfação, entregando-se por completo à paixão.

​Acomodada sobre o peito dele enquanto a respiração de ambos se acalmava, Magda sentiu o calor do semideus ainda presente em seu corpo.

​— Isso foi maravilhoso... — murmurou ela, antes de uma repentina preocupação assaltar sua mente. — Mas você sabe que isso é arriscado, Rodolfo... Posso acabar gerando um filho seu.

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