LOGINPonto de Vista de AspenCaminho entre as estantes.Há uma infinidade de livros com aparência de magia, e Finn e Randy começam a examiná-los, enquanto os outros se espalham por diferentes pontos da sala.Acho que é mais o choque do que qualquer outra coisa, porque não faço menção de tocar em nada.Tudo parece estar exatamente onde deveria, organização típica de mentes caóticas. Há objetos aqui que devem ter séculos de existência.— O que você acha? — Griffon sussurra ao meu lado.Olho para ele e depois volto a observar a sala.— Acho que não existe a menor possibilidade de conseguirmos examinar tudo isso — digo, e ele respira fundo, passando os olhos pelo ambiente outra vez.— É. Eu realmente não esperava encontrar tanta coisa aqui embaixo. Alguma coisa faz você sentir que pode ser importante? — ele pergunta, e eu dou de ombros.— Ainda não estou sentindo nada, mas tem que haver alguma coisa aqui — respondo, e ele concorda com a cabeça.Procuramos por uma hora inteira, até que
Ponto de Vista de AspenMeu olhar passa pelo buraco no chão e vai até o homem morto, ainda preso à cadeira.— Conseguiram tudo o que precisavam antes? — pergunto, me virando para Griffon, e ele nega com a cabeça.— Ele tomou veneno. Se matou antes mesmo de termos a chance de descobrir qualquer coisa — ele explica, e eu olho de novo para o homem.Não sinto nenhuma pena dele, mas ainda é difícil encarar um cadáver. Principalmente depois da visão que acabei de ter.Fecho os olhos com força, tentando apagar aquela imagem da minha mente. Quando os abro de novo, Griffon está bem na minha frente, bloqueando a visão do homem morto na cadeira.Lanço-lhe um olhar agradecido antes de caminhar até o buraco, tirando o celular do bolso e acendendo a lanterna.Respiro fundo quando uma rajada gelada, surgida do nada, arrepia minha pele. Olho para cima e percebo que ninguém mais parece ter sentido aquilo. Interpreto isso como um sinal.Coloco os pés dentro da abertura.— O que você está fazend
Ponto de Vista de GriffonMeu sangue ferve enquanto empurro esse merda escada abaixo. Ele fez parte da tortura dos meus pais e, além de tudo o que sinto por causa disso, não consigo tirar da cabeça a imagem de Aspen chorando.Acho que a vi chorar umas três vezes, no máximo, desde que a conheço.Ela não gosta de demonstrar fraqueza. Nem de ser vista assim. Foi por isso que mandei os amigos dela saírem do cômodo.Eu sabia que todos estavam preocupados com ela e com o que quer que ela tivesse visto para reagir daquela forma. Mas também a conheço.Acho que o único motivo de ela ter aceitado meu conforto foi o vínculo de companheiros. Normalmente, ela preferiria lidar com tudo sozinha.Mesmo assim, fico feliz que ela tenha deixado que eu a consolasse enquanto ela estava tomada por tantas emoções.Estou apavorado com o que ela viu. Nem sequer vi a visão, mas bastou olhar o estado em que ela ficou para entender. Qualquer que fosse a visão que ela teve, ela não pode se tornar realidade.
Ponto de Vista de AspenMeus olhos se abrem de repente, e estou encarando diretamente os de Griffon. O olhar preocupado dele percorre meu rosto.— O que aconteceu? Você está bem? — ele se apressa em perguntar.Me sento devagar, e ele começa a se afastar, mas eu me agarro a ele. Preciso de sua força por um momento depois do que acabei de ver.Seria tolice acreditar que o que aconteceu foi uma coincidência, mas também não quero acreditar que aquilo foi real. Não quero acreditar que aquilo vai acontecer.Volto a encontrar seus olhos preocupados enquanto continuo em seus braços.— Precisamos agir mais rápido — digo a ele.Então finalmente me levanto e saio do cômodo que Cam, Lenny e eu estávamos revistando.Todos vêm atrás de mim enquanto começo a vasculhar a casa desesperadamente, tentando sentir qualquer coisa.— O que você viu? — Griffon pergunta com um toque de medo na voz.Não sei se é porque desmaiei ou porque ele tem medo do que eu vi, mas isso não importa agora.Continuo
Ponto de Vista de AspenSubimos lentamente a escadaria, com Griffon permanecendo ao meu lado. A porta se fecha atrás de Randy, como se soubesse que ele foi o último a entrar na escadaria. Estranho.Será que há magia nas paredes ou alguém está pregando uma peça na gente?Finalmente vencemos aquela montanha de degraus e encontramos outra porta nos esperando.Mas é apenas uma porta comum, daquelas que você encontraria em qualquer uma das nossas casas. Esquisito. Eu esperava outra masmorra ou alguma armadilha no fim de tudo isso, não uma simples porta.Ainda assim, não quero criar expectativas cedo demais. Imagino que isso ainda possa ser uma armadilha.Estendo a mão para girar a maçaneta, mas Griffon me impede. Ele puxa minha mão para trás e coloca a dele no lugar. Lanço a ele o olhar que qualquer mulher independente lançaria: olhos semicerrados e uma carranca no rosto. Ele apenas dá uma risadinha e balança a cabeça.Sou mais forte do que pareço.A mão dele gira lentamente a maçan
Ponto de Vista de AspenEntramos na sala onde a bruxa torturou Amy. O cheiro do sangue dela nos atinge com tanta força que Griffon precisa fechar os olhos para se controlar.O sangue está seco na cadeira e incrustado no chão. Pelo visto, eles não tinham o hábito de limpar nada. Cerrei os dentes ao olhar em volta e ver os diferentes instrumentos de tortura. Eu só sonhei com uma pequena parte do que ela passou. Acho que eu não teria resistido nem metade do tempo que Amy resistiu.A força de vontade dela para garantir que todos ficassem em segurança era absurda. Não consigo acreditar que ela passou por tudo isso para conseguir o que queria, apenas para acabar caindo na armadilha mesmo assim.Esse é um dos motivos pelos quais acho que nunca vou querer ter filhos um dia. Amy foi capaz de assistir Liam e Julia sendo torturados sem ceder, apenas para jogar tudo fora no instante em que acreditou que Heather seria a próxima vítima.Pensando bem, não analisamos direito o que enviar Heather
Ponto de Vista de AmyRapidamente desvio o olhar da mesa deles e encaro Mia. Ela está me olhando com o mesmo nível de confusão que eu tenho certeza de que ela vê nos meus olhos. Recuso-me a falar sobre isso aqui, com tantas pessoas por perto, e agora que Dallas me colocou na mira, todo mundo vai te
Ponto de Vista de AmySuspiro e caminho até minha bicicleta. Não adianta pensar no que poderia ter sido se fôssemos todos humanos ou todos lobisomens. Liam nunca se esforça para ser cruel comigo, mas também não impede ninguém, nem fala comigo. Ele é um lobisomem e, aparentemente, bom demais para mi
Ponto de Vista de AmyMinha história começa com um garoto. Moro do outro lado da rua dele desde que nasci. Liam tem pelo menos um metro e noventa e oito, cabelo castanho curto e os olhos verdes mais brilhantes que você já viu. Ele é o futuro Alfa da alcateia, mas, antes de entendermos qualquer cois
Ponto de Vista de LiamObservo enquanto meu Gamma corre para minha casa, vindo da casa da Amy. Que porra ele está fazendo? Por que ele está falando com ela de repente? E por que isso está me irritando tanto?Assim que ele entra, agarro-o pela garganta e o jogo contra a parede.— Que porra você es