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Capítulo 7

Author: Michelle
Bianca parou de chorar enquanto assistia às imagens. Ao que parecia, ela não sabia que uma das câmeras ainda cobria a entrada da sala de equipamentos.

— Eu troquei a etiqueta — admitiu. — Mas não sabia que a trilha iria desmoronar. Eu só queria assustá-la.

O policial perguntou:

— Quando a Sra. Carter percebeu que estava faltando alguém na contagem, por que você disse que Poppy tinha voltado para o estacionamento?

— Eu estava com medo de me meter em problemas.

— Quando Walter contou novament
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  • Mandaram que Eu Ficasse Quieta. Então, Desapareci.   Capítulo 10

    Seis meses depois, o Departamento de Programas ao Ar Livre da minha nova escola me convidou para revisar seus procedimentos de segurança. Eles não usaram minha história em uma campanha de arrecadação de fundos nem deram meu nome à política. O diretor simplesmente me explicou o sistema de registro de entrada e saída, a distribuição das rotas e os contatos de emergência e perguntou em que ponto um aluno ainda poderia desaparecer.As regras finais eram simples. Dois adultos precisavam realizar contagens independentes dos alunos na partida e no retorno. Qualquer troca de veículo exigia a confirmação tanto do motorista quanto do professor responsável. O histórico disciplinar de um aluno desaparecido jamais poderia ser usado para diminuir a urgência da resposta.Na parte inferior da página final, escrevi: "Se os números não baterem, encontre a pessoa. Não procure uma explicação que faça o número errado parecer razoável."Meu caso terminal de síndrome da borboleta social nunca desapareceu.

  • Mandaram que Eu Ficasse Quieta. Então, Desapareci.   Capítulo 9

    Transferi para outra escola. Não fui expulsa nem pressionada a sair. Foi uma decisão minha.A nova escola era um internato a dois estados de distância que aceitava transferências no meio do ano. Dividia um quarto em um antigo alojamento com outra garota do décimo primeiro ano. A sala comum no fim do corredor quase nunca ficava em silêncio. Sempre havia alguém assistindo a um filme, preparando macarrão instantâneo ou discutindo sobre de quem era a vez de levar o lixo para fora. Pela primeira vez, encontrei conforto no barulho.Mamãe mandava mensagens todos os dias."Você tomou seu remédio?""Sua perna ainda dói?""Posso visitar você neste fim de semana?"Eu respondia apenas o necessário."Sim.""Não muito.""Não."Não havia dias bons, boas noites nem nada além disso.Luca não apareceu na escola. Enviou vários e-mails ao meu defensor dos direitos da criança e perguntou se eu aceitaria vê-lo. Recusei duas vezes. Na terceira, minha terapeuta perguntou se eu realmente não queria

  • Mandaram que Eu Ficasse Quieta. Então, Desapareci.   Capítulo 8

    Uma hora depois de a publicação ir ao ar, vários alunos cujas informações apareciam no caderno entraram em contato comigo."Poppy, eu vi você entrar na Trilha Azul. Tentei contar à Sra. Carter, mas Luca me impediu.""Eu contei a você sobre a minha família. Você não investigou a minha vida.""Eu pedi que você lembrasse onde guardo meu EpiPen.""Você salvou o número da minha mãe porque eu tinha medo de não conseguir falar durante uma crise de asma."Meu defensor dos direitos da criança me orientou a não responder publicamente e a não apagar nada. Ele encaminhou as testemunhas aos advogados externos que conduziam a investigação da escola.Não havia centenas de testemunhas úteis. Eram apenas algumas, mas cada uma tinha algo específico a oferecer. Ethan confirmou que havia pedido que eu registrasse a localização de seu EpiPen. O aluno que me viu entrar na Trilha Azul apresentou uma declaração por escrito e admitiu que recuou quando Luca o interrompeu. A enfermeira da escola confirmou

  • Mandaram que Eu Ficasse Quieta. Então, Desapareci.   Capítulo 7

    Bianca parou de chorar enquanto assistia às imagens. Ao que parecia, ela não sabia que uma das câmeras ainda cobria a entrada da sala de equipamentos.— Eu troquei a etiqueta — admitiu. — Mas não sabia que a trilha iria desmoronar. Eu só queria assustá-la.O policial perguntou:— Quando a Sra. Carter percebeu que estava faltando alguém na contagem, por que você disse que Poppy tinha voltado para o estacionamento?— Eu estava com medo de me meter em problemas.— Quando Walter contou novamente, por que você disse que ela tinha ido embora em outro veículo?Bianca olhou para Luca.— Ela conhece todo mundo. Achei que tivesse realmente conseguido outra carona.— E quanto à mensagem dizendo que ela estava presa no subsolo?Bianca abaixou a cabeça. Depois de um longo silêncio, disse:— Achei que ela estivesse fingindo.Luca falou:— Eu ensinei ela a pensar assim.Todos se viraram para ele.— Eu disse às pessoas que Poppy usava doenças e desaparecimentos para exigir atenção. Pegue

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    Quando acordei, meu quarto de hospital estava cheio. Mamãe, Don Lorenzo, Luca, o diretor da St. Augustine, a Sra. Carter e dois policiais haviam se acomodado ao redor da minha cama. Qualquer pessoa que entrasse teria presumido que estavam esperando para dar uma coletiva de imprensa.Mamãe se aproximou de mim assim que abri os olhos.— Poppy, sua perna está doendo?Olhei para ela sem responder. Depois de alguns segundos, ela tentou novamente.— Está com fome? Pedi para a cozinha preparar uma sopa para você.Continuei em silêncio.Luca estava aos pés da cama, usando a mesma camisa amarrotada da noite anterior.— O médico disse que não há nada de errado com suas cordas vocais. Pare de tratar sua saúde como um jogo.Don Lorenzo o advertiu para ficar longe da cama.— Já chega.— Estou errado? — A voz de Luca se elevou antes que ele abaixasse novamente. — Ela está acordada. Pode nos ouvir. Por que não responde?Virei para a janela. Mamãe encarou Luca.— Luca, vá embora. Se você n

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    Freios cantaram do lado de fora da mansão. Walter entrou acompanhado de policiais e de um coordenador de resgate. Ele colocou sobre a mesa, diante de Bianca, a etiqueta azul desbotada, agora lacrada em um saco para evidências.— Quem colocou isso na mochila dela?Bianca recuou, cambaleando. Luca se colocou instintivamente à frente dela.Antes que pudesse falar, o celular de um dos policiais tocou. Ele atendeu e ouviu em silêncio. Sua expressão mudou.— A equipe de busca encontrou a origem do último sinal de localização dela.Todos olharam para ele.— Está a quarenta e cinco pés abaixo do solo, no antigo túnel de contrabando.— O equipamento de detecção de vida não está registrando nenhuma resposta.Mamãe se apoiou na borda da mesa de jantar. A xícara de café escorregou de sua mão e se estilhaçou no chão.Luca arrancou o mapa de localização das mãos do policial.— O que significa estar a quarenta e cinco pés abaixo do solo? Ela caiu. Ela não foi enterrada viva.O policial peg

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