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🌙 CAPÍTULO 148

last update publish date: 2026-07-12 13:46:23

A PRIMEIRA FISSURA

O amanhecer chegou tĂ­mido.

Pela primeira vez em muitos anos, a floresta permaneceu em absoluto silĂȘncio. Nem os pĂĄssaros ousavam cantar. Nem o vento atravessava as copas das ĂĄrvores.

Era como se toda a natureza estivesse esperando.

Eu observava o horizonte da varanda da mansĂŁo quando senti Elara despertar lentamente dentro de mim.

Não era inquietação.

Era um aviso.

— Eles começaram a se mover... — ela sussurrou.

Fechei os olhos.

Ao longe, muito além das montanhas que protegi
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  • Marcada Pela Lua   CAPÍTULO 149

    O NOME ESQUECIDOO trovĂŁo ecoou por toda a floresta.NĂŁo foi um som comum. Parecia carregar uma voz antiga, grave, profunda, como se a prĂłpria montanha estivesse despertando depois de sĂ©culos de silĂȘncio.A coluna de luz vermelha permanecia rasgando o cĂ©u ao norte, imĂłvel, pulsando lentamente como o coração de uma criatura adormecida.NinguĂ©m falou.Nem Marco.Nem Rafael.Nem Arkan.Todos olhavam para o horizonte.Foi Elara quem rompeu o silĂȘncio dentro de mim."Ele estĂĄ respirando outra vez."Um arrepio percorreu minha espinha.— Quem Ă© "ele"? — perguntei mentalmente.A loba nĂŁo respondeu.Pela primeira vez desde que despertara completamente, senti medo vindo dela.NĂŁo medo por si mesma.Medo por mim.Arkan caminhou lentamente atĂ© uma das janelas da mansĂŁo.Seu rosto endureceu.— Durante sĂ©culos acreditamos que os registros haviam sido destruĂ­dos.Rafael aproximou-se.— EntĂŁo eles sobreviveram?O velho guardiĂŁo assentiu.— Sobreviveram porque alguĂ©m precisava lembrar.Marco cruzou o

  • Marcada Pela Lua   🌙 CAPÍTULO 148

    A PRIMEIRA FISSURAO amanhecer chegou tĂ­mido.Pela primeira vez em muitos anos, a floresta permaneceu em absoluto silĂȘncio. Nem os pĂĄssaros ousavam cantar. Nem o vento atravessava as copas das ĂĄrvores.Era como se toda a natureza estivesse esperando.Eu observava o horizonte da varanda da mansĂŁo quando senti Elara despertar lentamente dentro de mim.NĂŁo era inquietação.Era um aviso.— Eles começaram a se mover... — ela sussurrou.Fechei os olhos.Ao longe, muito alĂ©m das montanhas que protegiam o territĂłrio da alcateia, pequenas ondas de energia surgiam como pedras lançadas sobre a superfĂ­cie de um lago.Uma.Depois outra.Depois dezenas.AlguĂ©m estava procurando por mim.Marco apareceu atrĂĄs de mim sem fazer qualquer ruĂ­do.— VocĂȘ tambĂ©m sentiu?Assenti.— NĂŁo sĂŁo apenas lobos.Ele apoiou os braços na sacada de pedra.— NĂŁo.Seu rosto parecia mais cansado do que na noite anterior.As olheiras denunciavam que ele nĂŁo havia dormido.— Recebi notĂ­cias durante a madrugada.Olhei para e

  • Marcada Pela Lua    CAPÍTULO 147

    QUANDO A LUA COMEÇA A SANGRARA mansĂŁo nĂŁo voltou ao normal depois que Selene desapareceu.Ela ficou
 diferente.Como se as paredes tivessem ouvido demais.Como se a madeira antiga guardasse segredos que agora começavam a se mexer sob a superfĂ­cie.Eu permaneci parada no corredor por vĂĄrios segundos depois que a presença dela se dissipou. O silĂȘncio era tĂŁo absoluto que podia ouvir o som do meu prĂłprio sangue correndo nas veias.Marco foi o primeiro a se mover.— Isso nĂŁo Ă© possĂ­vel
 — ele murmurou, passando a mĂŁo pelos cabelos. — A Primeira Marcada foi apagada da histĂłria. NinguĂ©m sobrevive a um selo entre mundos.Rafael, ao contrĂĄrio, estava imĂłvel. Pensativo. Analisando.— Sobrevive
 se a Lua permitir. — disse ele, finalmente. — E a Lua nunca faz nada sem propĂłsito.O peso dessa frase caiu diretamente sobre mim.Elara estava inquieta. NĂŁo com medo — mas com expectativa. Era como se algo dentro dela estivesse sendo chamado pelo nome verdadeiro.— Ela disse que a Lua vai sangrar. — e

  • Marcada Pela Lua   🌗 CapĂ­tulo 146

    A PRIMEIRA MARCADA PELA LUAO vento que invadiu a mansĂŁo nĂŁo era apenas frio — era antigo.Carregava consigo o cheiro de algo que nĂŁo pertencia mais a este tempo, uma essĂȘncia esquecida pelas geraçÔes, mas profundamente reconhecida pela Lua.Meu corpo reagiu antes mesmo que minha mente pudesse compreender.Elara se ergueu dentro de mim com um uivo silencioso, ancestral, fazendo minha pele arrepiar como se cada poro estivesse ouvindo um chamado impossĂ­vel de ignorar. Meu coração disparou, nĂŁo por medo comum, mas por reconhecimento.A figura feminina avançou alguns passos para dentro do corredor, deixando que a luz lunar finalmente a tocasse por completo.Ela era alta, esguia, envolta por um manto cinza-prateado que parecia se mover como fumaça viva. Seus cabelos eram longos, de um branco quase luminescente, nĂŁo de velhice, mas de poder. Os olhos
 os olhos eram de um prata puro, tĂŁo intensos que pareciam refletir diretamente a Lua no cĂ©u.Marco e Rafael se colocaram instintivamente em p

  • Marcada Pela Lua   🌘 CapĂ­tulo 145

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 e que aquilo mudaria tudo.Marco estava parado Ă  minha frente, tĂŁo imĂłvel quanto uma estĂĄtua esculpida em puro desejo reprimido. Seus olhos escuros ardiam como brasas prestes a incendiar a noite. Korran farejava o ar dentro dele, inquieto, selvagem, faminto. A rejeição que me dera — sua

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 estĂĄvamos nĂłs.Eu conseguia sentir a respiração de ambos — Marco atrĂĄs de mim, quente, densa, carregada de desejo e arrependimento; Rafael Ă  minha frente, firme, impecĂĄvel, com seus olhos verdes incendiados por algo que ele raramente permitia que transbordasse.Zahor e Elara sussurravam dentro de nĂłs trĂȘs, vibrando como cordas tensas prestes a se romper.Korran, porĂ©m
Korran tremia.NĂŁo de medo — Marco nĂŁo conhecia esse sentimento.Mas de necessidade.Eu sentia sua energia selvagem raspando contra ele por dentro.— Alice


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