LOGINPOV: Massimo
A vitória tinha um gosto doce, mas o triunfo de ouvir Chiara aceitar o meu convite foi interrompido pelo som estridente do meu celular. O visor brilhava com o nome de Enzo Ricci. Eu não precisava atender para saber que, se Enzo estava ligando agora, o mundo lá fora estava em chamas. Contive um rosnado de frustração. Eu queria saborear aquele momento, observar como as bochechas dela ficavam rosadas e como ela tentava manter a compostura diante da minha intensidade. Mas o dever com a Tríade nunca dormia. Atendi. — Fale — ordenei, minha voz voltando instantaneamente ao tom gélido de comando. — Temos uma emergência, Massimo. Agora. A urgência na voz de Enzo era o suficiente. Desliguei o aparelho e voltei minha atenção para a mulher sentada à minha frente. Ela parecia confusa, talvez um pouco aliviada pela interrupção, mas eu não ia deixá-la escapar tão facilmente. Deslizei meu celular pela mesa de conferência até que parasse diante dela. — Salve seu número. Agora — ordenei. Não era um pedido. — Eu vou ligar para combinarmos os detalhes do jantar. Não me faça esperar, Chiara. Ela hesitou por um segundo, os dedos pequenos e delicados tocando o aparelho caro, mas fez o que eu mandei. Observei cada movimento, memorizando a curva do seu pescoço enquanto ela digitava. Assim que recuperei o telefone, saí da sala sem olhar para trás. Eu tinha um incêndio para apagar. Vinte minutos depois, eu estava no meu escritório privado, as janelas de vidro blindado isolando o barulho de Milão. O ambiente era minimalista, funcional e frio. Enzo estava de pé diante da minha mesa, o rosto tenso, as mãos cruzadas atrás das costas. — Relatório — eu disse, jogando o terno sobre a poltrona e soltando os punhos da camisa. — Uma das cargas de armamento pesado vinda do Leste Europeu foi desviada no porto, chefe. Interceptaram o comboio antes mesmo de sair da zona primária. Senti a raiva borbulhar, uma pressão familiar no fundo do meu crânio. Aquela carga era parte de um acordo com a Tríade Negra. Mexer com aquilo era declarar guerra contra mim, contra Matteo e contra Adrian. — Quem foi o idiota com desejo de morte? — perguntei, caminhando até o minibar e servindo-me de um whisky puro. Eu não precisava do álcool para me acalmar; eu o usava para focar a minha fúria. — Moretti — Enzo respondeu, e o nome dele saiu como um cuspe. — Alessandro Moretti. Ele enviou um recado. Diz que o mar da Itália tem um novo dono e que o pedágio agora é dele. Um riso seco e sem humor escapou da minha garganta. Alessandro Moretti era como uma barata que insistia em sobreviver sob a sola do meu sapato. Ele era ambicioso, sim, mas a ambição sem inteligência é apenas um convite para o necrotério. — Ele acha que pode roubar da Tríade e sair ileso? — virei-me para Enzo, meus olhos queimando. — Onde está o motorista do caminhão que sobreviveu? — No galpão de segurança, Massimo. Ele está jurando que foi pego de surpresa, mas... — Mas você acha que ele abriu a porta — completei. Enzo assentiu. Caminhei até a minha mesa e peguei uma adaga de prata que usava como abridor de cartas, girando-a entre os dedos. O metal brilhava sob as luzes led do teto. — Prepare o carro. Vamos ao galpão. Se Moretti quer brincar de pirata, eu vou mostrar a ele o que acontece quando se mexe no tesouro de um monstro. Eu precisava descarregar a adrenalina que Chiara tinha despertado em mim, e o traidor no galpão seria o saco de pancadas perfeito. Moretti tinha cometido o erro de atravessar o meu caminho no dia em que eu decidi que seria feliz. Eu ia quebrar cada osso daquele informante até ter a localização exata de Moretti. E depois que o sangue estivesse lavado das minhas mãos e o império estivesse seguro novamente, eu ligaria para Chiara. No meu mundo, a curiosidade era um pecado, e a ignorância era uma sentença de morte. Eu não levava ninguém para a minha mesa sem saber exatamente o que escondiam sob a pele. — Enzo — chamei, minha voz soando baixa e absoluta. — Sim, chefe? — Quero um levantamento completo sobre Chiara Rossi. A secretária administrativa da empresa de tecnologia. Enzo franziu a testa por um milésimo de segundo, surpreso com o pedido em meio a uma crise de carga desviada. — Quero tudo — continuei, ignorando sua expressão. — Histórico médico, dívidas, rotina, com quem ela fala, o que ela come. Quero saber até o que ela sonha à noite. Investigue a vida dela de cima a baixo e me traga o relatório até amanhã de manhã. Enzo assentiu, sacando o celular para repassar a ordem aos nossos especialistas em inteligência. — Considere feito, Massimo. Saímos do escritório.POV: CHIARA Massimo cumpriu exatamente cada palavra que me prometeu naquela noite inesquecível. A mesa de jantar foi realmente apenas o começo da nossa maratona. Depois dali, ele me carregou nos braços e me tomou de todas as formas possíveis sobre o sofá de couro da sala de estar, onde as sombras da lareira dançavam na nossa pele. Não satisfeito, fomos parar no balcão da cozinha. Ele parecia insaciável, possessivo e completamente dominado por aquele desejo feroz que sempre o acompanhou. Atrapalhados pela urgência, até na escada nós fodemos, agarrados aos corrimãos de madeira, com a sua voz rouca ditando o ritmo enquanto eu arranhava os seus ombros sem a menor vergonha. Quando o dia já ameaçava despontar no horizonte e os primeiros raios de luz começavam a clarear o céu, finalmente fomos para o nosso quarto. Exaustos, mas ainda em transe, nos deitamos na nossa grande cama de casal. Lembro-me com clareza de Massimo deitado sobre mim, os olhos verdes brilhando com uma intensidade que q
— Massimo! Aqui na mesa de jantar? — ela perguntou, arfando, com os olhos brilhando de pura adrenalina. — Eu disse que seria na mansão inteira, minha bella — apoiei minhas duas mãos espalmadas na mesa, uma de cada lado do seu corpo, me inclinando sobre ela com o olhar escuro e dominador. — Começando exatamente por aqui. Com dedos rápidos e ágeis, puxei o zíper nas costas do seu vestido, abrindo o tecido até a sua cintura. Chiara me ajudou a deslizar o vestido para baixo, deixando o seu peito exposto, protegido apenas por um sutiã de renda preta que não durou mais do que dois segundos nas minhas mãos. Desfiz o fecho e joguei a peça no chão sem qualquer cerimônia. Seus seios fartos e lindos ficaram expostos diante dos meus olhos. Abaixei a cabeça imediatamente, abocanhando um dos seus bicos eretos com vontade, sugando e lambendo com força enquanto a minha mão direita apertava o outro seio. Chiara jogou a cabeça para trás na mesa de madeira, cravando as unhas nos meus ombros através d
POV: MASSIMO O silêncio finalmente reinava sobre a nossa mansão. A festa de casamento do meu sogro e de Bellina havia terminado há quase duas horas, e o ambiente antes preenchido por gargalhadas, taças tilintando e música suave agora dava lugar apenas ao estalhar calmo do fogo na lareira e à brisa fria da noite italiana que batia suavemente contra as grandes janelas de vidro. Minha mãe já havia levado os meninos para passar a noite em sua casa — Gabriele e Valentino protestando um pouco, como era de se esperar do temperamento difícil de ambos, e o pequeno Alessio já dormindo feito um anjo no colo dela. A casa estava completamente vazia. Seguranças e soldados haviam recebido ordens diretas e expressas minhas para abandonarem o perímetro interno da propriedade e manterem a vigilância estritamente nos portões e nos limites da propriedade. Hoje à noite, a mansão Capone pertencia apenas a nós dois. Caminhei a passos lentos até o bar da sala principal, e servi uma dose generosa de uísque
— Massimo! Então é isso que você quer? Mais um filho? — pergunto, rindo e balançando a cabeça diante da sua obsessão desmedida. — Não é só isso, minha bella — ele murmura perto dos meus lábios, com o olhar escurecido pelo desejo sem limites. — Eu quero comer o cuzinho e a boceta gostosa da minha mulher, mas quero muito ter mais um ou dois filhos correndo por aqui. Quando eu ia responder à altura daquela provocação deliciosa, fomos prontamente interrompidos pelo som de passos apressados no gramado e vozes infantis se aproximando rapidamente. — Mamãe! Mamãe! — gritavam em coro. Olhei para o lado e vi Gabriele e Valentino vindo correndo na nossa direção, ambos vestindo pequenos ternos alinhados, embora com as gravatas levemente tortas de tanto brincarem. Hoje os nossos gêmeos já estão com 6 anos de idade, esbanjando energia e aquela esperteza que às vezes até nos assustava. Enquanto isso, o nosso pequeno Alessio, agora com 3 anos, estava mais atrás, sentado confortavelmente no tapete
POV: CHIARA O som suave de uma música clássica ecoava suavemente pelo nosso jardim, misturando-se ao murmurinho alegre dos convidados, ao tilintar das taças de cristal e às risadas sinceras que preenchiam o ar. O dia estava absolutamente lindo, com o sol da tarde caindo suavemente sobre as árvores bem cuidadas e a brisa fresca da Itália trazendo o perfume agradável das flores montadas nos arranjos. Hoje era um dia de celebração pura e de uma felicidade que parecia transbordar do meu peito. Hoje foi o casamento do meu pai com a Bellina. Olhar para o meu pai no topo daquele altar improvisado no gramado, vestindo um terno impecável e com os olhos brilhando ao segurar a mão de Bellina, trouxe-me uma emoção difícil de descrever. Desde que a minha mãe morreu e ele me criou sozinho, enfrentando todas as dores e responsabilidades do mundo sem jamais reclamar, eu nunca o vi com outras mulheres. Para ele, o amor parecia ter se tornado algo do passado, uma lembrança bonita mantida em silêncio
POV: Massimo O inverno havia chegado com força total à Itália, cobrindo as paisagens com uma névoa fria, mas dentro dos muros da nossa mansão, o clima não poderia ser mais quente e acolhedor. Era noite de Natal. As luzes da grande árvore instalada no centro do salão principal piscavam em tons dourados, refletindo nas taças de cristal e na prataria disposta sobre a longa mesa de jantar. Para esta noite, decidimos deixar de lado as grandes festas formais da organização; queríamos apenas a presença daqueles que realmente importavam. Estávamos reunidos para comemorar o Natal em um ambiente íntimo, onde apenas a nossa família e os amigos mais próximos vieram celebrar conosco, compartilhando risadas, boa comida e uma paz que, em outros tempos, eu julgaria impossível de existir no meu mundo. No entanto, por mais bonito que o salão estivesse decorado, nada chamava mais a minha atenção do que a mulher que se movia graciosamente entre os convidados. Chiara estava absolutamente linda, vestin







