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CAPITULO 48

last update publish date: 2026-08-17 05:44:12
HUNTER

Luke tinha ido embora. Ele simplesmente saiu, me deixando ali, preso naquele cubículo de merda com o ômega que estava lentamente destruindo minha sanidade.

Eu sabia exatamente o que ele estava fazendo. Aquela saída calculada, aquele olhar que ele me lançou por cima do ombro antes de cruzar a soleira. Ele estava me testando. Ou pior, estava me oferecendo.

— Fica com ele — foi tudo o que Luke disse, a voz baixa, aquela voz de lobo que sempre soava como um comando mesmo quando fingia ser um
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    Não consigo responder. Hunter me puxa de volta pelo cabelo, tomando a minha boca outra vez, e agora ele não é mais devagar. Me beija com urgência, mordendo o meu lábio, sugando a minha língua, e as mãos descem pelo meu peito.Dou um grito pequeno quando sinto as mãos do Luke abrindo a minha bunda, os dedos grandes me separando, e depois a língua dele quente e molhada,encostando na minha entrada.O grito sai abafado pela boca de Hunter.Luke me lambe devagar. Passa a língua de baixo para cima, circula a entrada, volta a enfiar, e eu me desfaço. A entrada está tão molhada que a língua dele desliza sem esforço, e cada toque faz mais líquido escorrer. Inclino o quadril para trás, instintivo, querendo mais, enquanto agarro os ombros de Hunter para não cair.— Ah — escapa de mim. — Luke...Ele responde com um rosnado baixo contra a minha pele, e o som reverbera dentro de mim.Hunter não me dá trégua.Os dedos dele descem até os meus mamilos e brincam com eles, girando, apertando de leve, e

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    CAIM LEENão sei o momento exato em que eu dormi. A última coisa que me lembro foi de Hunter contando um pouco do horror que é a história da vida dele— a mãe que ele mal chegou a conhecer, os choques no porão. Depois disso, o cansaço foi maior do que eu, e acabei caindo no sono.Quando abro os olhos, está tudo escuro.Tateio o futon ao meu lado sentindo o espaço vazio e frio . Não tem ninguém ali comigo. Estico a mão pro lado, procurando o calor dos alfas , mas não acho nada.— Onde vocês estão? — minha voz sai rouca, fina, engolida pela escuridão.Ninguém responde.Me sento com cuidado, e o movimento faz o teto girar por um segundo. Encosto a mão na parede até passar. O ar da cela está espesso, quente, grudento, e demora um instante até eu entender que aquele cheiro denso que impregna tudo é meu. É o meu próprio cio impregnado nas paredes, no tecido, na minha pele suada.A febre não passou. Piorou.E tem mais. Tem um vazio latejando no fundo da minha barriga, uma umidade escorrendo p

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    HUNTEROs treinos começavam antes de acenderem as luzes e só terminavam muito depois do toque de recolher. E não era treino normal, não. Era no porão, lá no subsolo, um lugar escuro, manchado de sangue seco, que fedia a ferro e pólvora.Eu tinha doze anos quando me jogaram na arena pela primeira vez. Do outro lado, um garoto de dezoito. Instável, drogado, faminto por carne. Não me deram arma, não me deram instrução. Só abriram a porta e disseram: "Sobreviva ou morra."O garoto veio pra cima rosnando. E eu congelei. Lembro disso, de não conseguir mover um músculo. Ele me acertou primeiro com um soco na boca que abriu meu lábio e me jogou no chão. O gosto de sangue na língua... porra, eu lembro como se fosse ontem. Mas foi justamente esse gosto que acordou o leão dentro de mim.Alguma coisa estalou na minha cabeça. Foi instinto puro, animal, selvagem. Eu me transformei. Não inteiro, mas o suficiente. As garras saíram das pontas dos dedos, os dentes afiaram, os músculos incharam de adren

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    HUNTEREu não lembro qual foi a última vez que chorei. Talvez quando eu era tão pequeno que nem me lembro mais — antes de aprender que lágrimas são fraqueza e fraqueza é punida com dor. Antes de me ensinarem que um alfa dominante não chora, não sente, não precisa de porra nenhuma além de obedecer e matar.Mas agora, sentado nesse futon de merda, com o rosto molhado e a garganta apertada, eu não consigo parar. As lágrimas escorrem quentes, desafiando tudo que me fizeram acreditar sobre mim mesmo.Caim está na minha frente me olhando com aqueles olhos estreitos cheios de ternura . Ele não fala nada — só passa os dedos finos pelo meu rosto, limpando as lágrimas que não param de cair.— Shh — ele sussurra.— Deixa sair, Hunter. Não tem vergonha nenhuma.Eu quero dizer que não é assim que funciona. Que eu sou um soldado, uma máquina, uma arma ambulante que não deveria estar quebrando em pedaços . Mas as palavras não saem. Só saem mais lágrimas, mais essa merda de sentimento que eu enterre

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    HUNTERO penetro de uma vez só. Forte. Sem piedade. O grito dele rasga o ar da cela — alto, estridente, cheio de dor e êxtase. Ele arqueia as costas, tentando se afastar instintivamente, mas eu seguro ele firme, imobilizando aquele quadril com força, empurrando até o fim.— Aguenta — rosno, inclinando-me sobre ele, mordendo as costas nuas. — Aguenta, meu ômega. Aguenta porque eu vou te foder até você não conseguir andar direito amanhã.— Você é tão grande... — ele ofega, a respiração entrecortada. — Você aguenta — digo, começando a mover o quadril, puxando para fora e empurrando para dentro com força. — Esse cu nasceu para me levar. Nasceu para ser fodido por mim. Fala que é verdade.— É verdade... — ele grita, as unhas arranhando o futon. — Nasceu para você... só para você…— E quem é que te fode? — grunho, segurando seus cabelos e puxando, obrigando ele a arquear as costas. — Quem é que possui esse cu apertado?— Você... — ele grita, a voz falhando. — Hunter... meu alfa... meu do

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