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CAP. 15 - LIBERDADE

Author: Nanda Érica
last update publish date: 2026-07-25 00:08:44

POV/ ARTHUR

— Relaxa — falei, dando um risinho de canto. — Uma cobra reconhece a outra.

A garota virou o rosto para mim num estalo, a boca aberta de indignação.

— O que você quis dizer com isso?!

— Que vocês duas gostam de viver colocando gente em pânico — respondi, passando por ela. — Vem logo.

A garota grudou na minha calça social, agarrando o meu braço nu com as duas mãos e andando colada na minha lateral enquanto atravessávamos o corredor. A respiração dela estava acelerada contra a minha p
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    POV/ ARTHUREntrei no meu carro, bati a porta e fiquei um minuto com as mãos apoiadas no volante, respirando fundo para descarregar a raiva. Comprei esse carro justamente para ter mais segurança e espaço para rodar com a Charlotte agora, mas a minha cabeça não conseguia sair daquele apartamento.Eu tinha pendências para fechar antes de o dia acabar.Dei a partida e fui direto ao hospital. Segui para a tesouraria na ala administrativa, apresentei as autorizações e liquidei todas as contas do período em que a Charlotte ficou internada: os dias de UTI neurológica, os médicos, os exames e a equipe de plantão. Peguei os comprovantes de quitação e guardei na pasta.Dali, dirigi até uma loja grande de móveis planejados.A casa do condomínio estava quase pronta, mas eu não ia mudar com a Charlotte e o bebê para um espaço sem nada. Comprei o berço reforçado, a cômoda com trocador, a poltrona de amamentação e encomendei os cortinados sob medida para o quarto da criança e para a nossa suíte. Dei

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    POV/ ARTHURFechei os olhos por um instante, respirando fundo. Aquele pedido com a voz mansa da Charlotte me desmontava com uma facilidade vergonhosa.— Não tem espaço físico nessa casa pra três pessoas adultas, Charlotte.— Eu quase não ocupo espaço — Maressa se intrometeu, tirando a jaqueta de couro e jogando por cima de uma das banquetas altas. — Onde eu vou dormir?Abri os olhos, encarando ela:— Aqui só tem o quarto de casal e aquele quartinho minúsculo perto da área de serviço onde eu guardo ferramentas e caixa vazia.Ela parou na porta do quartinho, deu uma espiada para dentro e fez um aceno de aprovação com a cabeça:— O quartinho serve perfeitamente.— Não tem cama lá dentro, Maressa.— Arruma um colchão de solteiro.— Eu? — apontei para o meu próprio peito.— A casa é sua, o anfitrião é você. Não vai me fazer dormir no chão duro, né?Charlotte soltou uma risada mais solta no estofado, cobrindo o rosto com a manga amarela do casaco.Virei na direção dela:— Você tá achando is

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