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Eric— Alina precisa entender...— Eric, eu já entendo coisas demais. Isso, não.— Vai ter coragem de deixar o alfa dos renegados vagando por aí e permitir que ele continue sequestrando outras fêmeas?— Você sabe que o que não falta para ele são herdeiros. Você vai morrer para matar um e outros aparecerão!— Alina...— Isso é obrigação dos Supremos. Se eles não vão atrás dele, você é que não vai.— Ela está certa, pai.Ariane surgiu no topo da escada.— Se o senhor morrer, eu vou me sentir culpada pelo resto da vida. O que vou falar para os meus irmãos?Olhei para as duas, que tinham acabado de se unir contra mim.Dei o braço a torcer. Não era justo fazer aquelas duas sofrerem mais do que já tinham sofrido por minha causa.— Está bem — falei, derrotado. — E o seu companheiro? Como está?— Foi por isso que vim. Ele acordou. Alina pode me ajudar com algumas coisas para eu limpar todo aquele sangue?Alina me lançou um olhar feio antes de seguir para pegar as coisas para Ariane.Ariane se
Sofia Eu rezava para que Deus trouxesse meu Igor de volta. A dor era tão imensurável que eu jamais imaginei sentir algo assim. Tinha ido automaticamente até o quarto dos gêmeos e ficado ali, observando-os. Logo seriam os meus. Eu não queria viver aquilo sem Igor para me ajudar. — Sofia. Virei-me e vi Alina se aproximando com uma xícara nas mãos. Peguei a xícara, notando que minhas mãos ainda tremiam levemente. — Igor já vai ser levado para o quarto de vocês. Está se recuperando rápido. Um choro de alívio escapou de mim. — Eu tive tanto medo... Alina me abraçou. — Eu sei, querida. Eu sei. Ela passou as mãos pelas minhas costas, acalentando-me. — O mundo de vocês é sempre assim? Ela respirou fundo antes de responder. — Eu gostaria de dizer que não... mas a verdade é que, no nosso mundo, a força física muitas vezes dita as regras. No Reino Lupino, temos algumas divisões, mas alguns lobos não aceitam essas regras e preferem se tornar renegados. Alguns acabam se
Alina A expressão no rosto de Eric era devastadora. Em todos os nossos anos juntos, nunca o tinha visto tão triste. — A fada chamou Luna Eliz para ajudar. O companheiro dela, o Alfa Supremo Adam, está doando o próprio sangue para acelerar a cura. Ele balançou a cabeça negativamente. — Igor está em uma situação péssima, mas vai se recuperar. Já o Diogo... talvez seja tarde demais. Será que, depois de tudo o que ela passou, ainda vou ter que avisar à minha filha que perdeu o companheiro, Alina? Eu o abracei, passando as mãos por suas costas para acalentá-lo, mas precisava perguntar algo muito importante. — E o que aconteceu lá? Tanto eu quanto ele sabíamos o que acontecia com as fêmeas escravizadas pelos renegados. — Ela estava sendo violentada quando cheguei. Ele engoliu em seco e, depois, me olhou nos olhos. — Havia três renegados em cima da minha filha. Vi as lágrimas rolarem pelo rosto dele. Eric parecia inconsolável. — Eric, Aryane está viva. Você a encontrou. Igor e Dio
Aryane Meu pai correu até nós, amparando Diogo, que desabou em seus braços. Meu peito doeu, e lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Ele me olhou sem dizer nada. Seus olhos foram se fechando devagar. — Diogo, não me deixe, por favor! — Consegue cuidar da Aryane? Igor, visivelmente cansado, apenas assentiu com a cabeça. — Vamos! Meu pai se transformou em sua forma lupina. Igor colocou Diogo em suas costas e, logo em seguida, ele disparou pela floresta. Fui atrás deles. Havia renegados por perto. Conseguíamos sentir o cheiro deles no ar. Meu pai já havia desaparecido à frente, enquanto Igor me flanqueava. Eu corria o máximo que conseguia para alcançá-los. — Renegados à frente! Eu vou passar direto por causa do Diogo. Cuidem das costas! Quando os alcançamos, meu pai ainda estava em uma dança mortal com os renegados. Ele desviava de um e depois do outro, tentando seguir em frente, mas eles não permitiam. Igor se adiantou e mordeu a perna de um deles, arrastando-o para trá
Aryane Depois que acabamos com os renegados, meu pai se sentou em sua forma de lobo. Eu também me transformei em minha forma lupina, e seguimos em direção de casa. No caminho, porém, ele desviou da rota em silêncio, e eu apenas o segui. Uma cachoeira surgiu entre as árvores. A água cristalina despencava de uma enorme parede de pedras cobertas de musgo, formando uma queda prateada que terminava em uma piscina natural de águas azuladas. Ao redor, árvores altas cercavam o lugar, deixando apenas alguns feixes de luz atravessarem a copa e iluminarem a superfície da água. O ar era fresco e úmido, carregado pelo cheiro de terra molhada, folhas e flores silvestres. Pequenos pássaros cantavam entre os galhos, enquanto o som constante da cachoeira abafava qualquer ruído distante. Algumas pedras grandes se espalhavam pela margem, perfeitas para sentar e observar a água correr. Era um daqueles lugares que pareciam existir longe do mundo, onde o tempo diminuía o passo e até os problemas pa
Aryane Comecei a chutar violentamente, tentando me soltar. — Vou quebrar as pernas dela! — Não pode avariar a mercadoria. Espera. Vou pegar as cordas e amarramos as pernas dela abertas. Falavam como se eu não estivesse ali. — Vocês são a escória dos lobisomens! Seus desgraçados. O outro continuava atrás de mim. Senti a umidade tocar minhas costas e uma ânsia de vômito tomou conta do meu estômago. Mas, pelo menos, ele ainda não tinha conseguido me dominar completamente. — Aqui está. - falou mostrando a corda-Já estou louco para comer essa buceta de raça. O desgraçado amarrou uma corda em cada uma das minhas pernas, deixando-me completamente indefesa. O pânico e a adrenalina tomaram conta do meu corpo. Então se posicionou a minha frente baixou as calças e empurrou ee uma vez parecia ter me rasgado por dentro. A dor foi tão brutal que meu grito rasgou a garganta. — Aiii! Desgraçado! Filho de uma puta! Cada movimento dele despertava uma nova onda de dor. Os grunhidos próximo







