FAZER LOGINQue cara mais insuportável! Como ele pode me deixar resolvendo o problema dele com aquela loira da farmácia? Eles realmente se merecem, formam o casal perfeito: uma dupla de idiotas. Isis me ligou para saber se eu estava mais calma, e eu disse que não precisava se preocupar, pois estava mais tranquila. Ela me avisou que estava indo buscar Romeu e Julieta na casa da mãe dela, e eu disse que assim que terminasse meu expediente, iria buscar meu pequeno em sua casa. Nós nos despedimos, e eu voltei logo para o trabalho antes que Matteo abrisse a porta e reclamasse que eu estava ao celular. Assim que o expediente terminou, fui direto para o estacionamento, entrei no meu carro e conectei meu celular. Deixei tocar aleatoriamente, e assim que a música "Bubbly" da Colbie Caillat encheu o alto-falante, me animei, pois essa música me lembrou da minha adolescência e do dia em que dei meu primeiro beijo.
*Flashback On*
"Lidi, meu amor, está na hora de perder a virgindade, e você vai beijar muito na festa de hoje." Joana batia palminhas como louca, e eu sabia que ela logo arrumaria um dos seus amigos loucos ou ficantes. Eu disse a ela que não tinha a menor vontade de beijar ninguém e a lembrei que nem sabia por onde começar. Ela me mandou treinar com uma maçã, e quando viu meu rosto afogueado, começou a rir. Isis entrou no quarto e, sem saber de nada, jogou uma maçã para nós.
"Li em alguma revista que as pessoas treinam com a maçã ou a laranja. Então, não precisa ficar envergonhada, só não pode ficar virgem para sempre. Vamos segurar sua maçã, que vou ensinar como se faz." Minha amiga segurou a maçã na altura de sua boca e começou a me ensinar como se fazia. Minha amiga parecia uma profissional; ela beijava a maçã com tanta maestria. Joana disse que era a minha vez de tentar, mas em vez de beijar a maçã, acabei tirando um pedaço dela.
"Amiga, se você fizer isso com um garoto, ele vai acabar na UTI", alertou Isis, deixando-me ainda mais envergonhada.
Minha amiga saiu e voltou com uma laranja. Achei que agora daria certo. Joana mostrou novamente o que deveria fazer e sorriu quando consegui ser mais delicada e não morder a laranja. Fiquei treinando até a hora de irmos para a festa. Isis e Joana capricharam na minha produção, e agradeci a elas por isso. Sempre quis ter a habilidade delas para me maquiar, mas sempre fui um desastre total.
Chegando à festa, Joana rapidamente arrumou um cara para ficar, enquanto Isis rejeitava todos os garotos que surgiam. Tive até pena deles, pois saíam cabisbaixos.
Perguntei a Isis o motivo de estar rejeitando os meninos, e ela disse que eles eram um bando de idiotas. Um cara que se aproximou nesse instante e deu meia volta completamente sem graça.
Um tempo depois, Joana voltou com a boca toda inchada de tanto beijar e me disse que Marcinho queria ficar comigo. Olhei na direção do rapaz, e ele sorriu.
"É agora, Lidi, ponha todo o nosso treinamento em prática." Joana e Isis deram mais algumas instruções e me deram um leve tapinha nas costas, dizendo que era hora.
Caminhei em direção ao menino, e após uma breve conversa que durou cerca de cinco minutos, ele me levou para trás da quadra e começou a me beijar. Estava tudo correndo bem até que o menino pôs a língua na minha garganta sem aviso, e acabei me afastando dele e vomitando em seu tênis. Marcinho ficou com nojo e saiu correndo. Quando voltei para as meninas, Yan havia chegado, e quando contei o ocorrido, ele foi atrás do rapaz e o ameaçou para guardar segredo. Depois disso, toda vez que tocava "Bubbly", as meninas zombavam de mim.
*Flashback Off*
Saudades da época da escola. Se eu soubesse que a vida adulta era tão complicada, teria aproveitado muito mais a minha juventude. Cheguei à casa da minha amiga e, ao ver meu semblante, ela tratou de perguntar o que Matteo havia feito. Dessa vez, disse que ele estava isento, o que a deixou mais aliviada. Fiquei por um breve momento e, após isso, chamei meu filho para irmos. Romeu resmungou um pouquinho, mas eu disse a ele que amanhã eles poderiam brincar mais. Minha amiga pediu para que eu levasse Julietta para a escola no dia seguinte e nem preciso dizer o quanto os dois ficaram animados.
Chegando em casa, Romeu foi direto para o banheiro enquanto eu fui para a cozinha preparar nosso jantar. Assim que ele ficou saciado, escovou os dentes e, antes de dormir, perguntou se eu poderia fazer um bolo de cenoura com chocolate. Eu disse que sim e ele me agradeceu antes de dormir. Estou completamente cansada e esgotada, mas não poderia deixar meu pequeno na mão, então lá fui eu para a cozinha preparar o tal bolo.
No dia seguinte, Romeu acordou perguntando pelo bolo e eu avisei que estava em sua lancheira, junto com um pedaço extra para Julietta. Isis e eu temos que preparar lanches duplos porque eles gostam de dividir, não só entre os dois, mas às vezes dividem com um coleguinha que esquece o lanche. Romeu me surpreendeu com um abraço e fiquei muito feliz com o seu gesto, pois meu pequeno é tímido para demonstrar afeto. A única pessoa que ele demonstra sentimentos é Julietta.
Fui até a casa da minha amiga e peguei Julietta. Levei as crianças para a escola e fui para o trabalho. À tarde, Isis se sentiu mal e precisou ir ao hospital. Fiquei com Julietta, que perguntou onde estava a sua mãe. Expliquei a ela o acontecido e a menina começou a chorar, mas antes que eu pudesse acalmá-la, Romeu fez isso. Levei as crianças para a sorveteria e, depois, fomos ao shopping. Chegando lá, uma senhora olhou para as crianças e ficou encantada com Romeu.
"Nossa! Seu filho é idêntico ao meu nessa idade." A mulher ficou encarando meu filho por um tempo e, quando percebi que ela estava agarrando a mão das crianças com força, me tranquilizei e ela mostrou uma foto da carteira dela, confirmando que o menino era idêntico ao meu filho.
"Matteo, nessa idade era muito arteiro, ele já estaria derrubando o shopping." Eu olhei para a mulher sem reação e precisei disfarçar. Então, ela era a avó do meu filho. Ela se abaixou ficando na altura de Romeu e o encarou sorrindo. Que mundo pequeno, com tantos shoppings na cidade, ela tinha que estar logo nesse? Tratei de sair de perto da mulher, levei as crianças para a área de jogos e ficamos brincando para distraí-las. Isis me avisou que estava chegando em casa e me pediu para ficar com Julietta um pouco mais. Eu disse que não havia problemas.
"O tia, meus pais não vão chegar?" Julietta estava com os olhos marejados e me abaixei para ficar na altura dela.
"Seus pais vão demorar um pouquinho, mas fique tranquila que eles chegam em breve."
"Tá bom, tia." Ela sentou no sofá e abaixou a cabeça. Meu filho apareceu e perguntou o que estava acontecendo. Assim que expliquei o motivo da tristeza da amiga, meu filho se aproximou dela.
"Calma, Julietta. Você tem que ficar feliz porque ainda tem dois pais. Eles já vêm para pegar você. Meu pai eu nunca vi, porque ele vive viajando e não tem tempo para me conhecer." Meu filho diz com ressentimento na voz. As lágrimas inundaram os meus olhos e saí de perto deles para que não me vissem chorando.
Por volta das nove da noite, Sebastian apareceu para pegar sua filha. Perguntei por minha amiga e ele disse que foi apenas um mal-estar. Fiquei aliviada. Sebastian olhou para mim e perguntou se aconteceu algo. Neguei com a cabeça e tratei de disfarçar. Os pequenos se despedem e assim que Julietta se vai, Romeu disse que estava cansado e foi para a cama. Lhe dei um beijo de boa noite e fui para a sala com uma garrafa de vinho. Como hoje é sexta-feira, posso me embebedar e tentar esquecer um pouco meus problemas.
Diz a lenda que todos nós nascemos com um fio vermelho amarrado ao nosso dedo mindinho, que se estende pelo tempo e espaço, conectando-nos à nossa alma gêmea. O fio pode esticar, emaranhar e se complicar, mas nunca se romperá. É assim que, um dia, encontraremos a pessoa que está destinada a nós.Essa história tem sido passada de geração em geração no Japão e é frequentemente usada como metáfora para o amor verdadeiro e o destino. Acredita-se que o fio vermelho conecta as almas gêmeas, independentemente de distâncias ou circunstâncias.A história do Akai Ito é uma expressão da crença no amor verdadeiro e na ideia de que cada um de nós tem um destino que nos aguarda. A lenda sugere que não importa quão longe estejamos de nossa alma gêmea, eventualmente encontraremos o caminho de volta para ela, graças ao fio vermelho que nos une.Após lermos um pouco sobre o Akai Ito percebemos que essa história se aplica bem aos nossos personagens Romeu e Julietta, fiquem a vontade para conhecer a hist
Lidiane Feitosa BaumannEu estava deitada naquela sala de parto, sentindo uma mistura de emoções - nervosismo, ansiedade e uma expectativa avassaladora. Matteo estava ao meu lado, segurando minha mão com firmeza, transmitindo-me uma sensação de segurança e apoio inabaláveis. A cada contração, eu me concentrava em sua presença, sabendo que ele estava ali para me acompanhar em cada momento.O médico e a equipe de enfermeiros se movimentavam com agilidade ao meu redor, preparando-se para a chegada do nosso tão esperado filho. Eu sabia que aqueles profissionais eram experientes e competentes, mas isso não me impedia de ficar nervosa. Afinal, trazer uma vida ao mundo é um milagre, e eu queria que tudo corresse perfeitamente.Enquanto as contrações se intensificavam, eu fechava os olhos e respirava profundamente, buscando força para enfrentar a dor. Matteo estava lá, encorajando-me a cada momento, dizendo palavras gentis e reafirmando o quanto me amava. Sua presença era um bálsamo para minh
Isis Hernandez Roux Fui buscar as crianças na escolinha como de costume. Assim que entrei na sala, a tia nos recebeu com um olhar preocupado. Meu coração começou a acelerar, já prevendo que algo não estava certo."Isis, preciso conversar com você sobre um incidente que aconteceu hoje", disse a professora com seriedade.Meu estômago se apertou e eu me aproximei, ansiosa para saber o que havia acontecido. "O que aconteceu? Está tudo bem com as crianças?", perguntei preocupada.A professora respirou fundo e explicou: "Houve uma briga na escola. Um menino estava zombando do Romeu e rindo da forma como ele fala. Julietta, então, deu um soco no menino para defendê-lo."Meus olhos se arregalaram de surpresa e eu senti uma mistura de orgulho e preocupação. Por um lado, eu admirava a coragem da minha filha em defender o amigo, mas, por outro, queria garantir que ela entendesse como lidar com seus sentimentos de forma pacífica."Entendo", eu respondi, tentando controlar minha reação emocional.
Joana Valentina estava com três anos e, enquanto brincávamos juntas em casa, ela olhou para nós com seus olhinhos curiosos e perguntou: "Por que eu tenho duas mães e um pai?"Eu sorri para ela, sentindo-me grata por sua curiosidade e abertura para entender nossa família. Me agachei para ficar na altura dela e comecei a explicar: "Querida Valentina, você é muito especial. Você tem duas mães, a mamãe Júlia e eu, e um pai, o papai Vagner."Ela franziu a testa, tentando assimilar a informação, e perguntou: "Mas por quê? As outras crianças têm só uma mãe e um pai."Eu segurei suas mãozinhas e disse com carinho: "Valentina, todas as famílias são diferentes. Algumas têm uma mãe e um pai, outras têm duas mães, dois pais ou até mesmo mais de dois pais. O importante é que todas essas formas de família são especiais e cheias de amor."Ela ponderou por um momento, processando a informação, e então perguntou: "Como as duas são minhas mamães?"Júlia se juntou a nós e respondeu com doçura: "Valenti
Joana Após a cerimônia emocionante, finalmente chegou o momento que eu, Júlia e Vagner esperávamos ansiosamente: nossa noite de núpcias. Enquanto caminhávamos de mãos dadas em direção ao nosso quarto, sentíamos um misto de felicidade, excitação e amor preencher nossos corações.A suíte estava maravilhosamente decorada, com pétalas de rosa espalhadas pela cama e velas iluminando o ambiente com uma luz suave e romântica. Eu olhava para Júlia e Vagner com os olhos brilhando, sabendo que aquele momento seria o início de uma nova fase em nossas vidas juntos.Enquanto entrávamos na suíte, Júlia me olhou com carinho e sussurrou: "Joana, estamos finalmente aqui, prontos para começar uma nova jornada como marido e esposas. Mal posso esperar para compartilhar este momento especial com vocês".Vagner, com ternura nos olhos, aproximou-se de nós e disse: "Joana, Júlia, vocês são as mulheres dos meus sonhos. Estou tão grato por termos encontrado um ao outro e por termos a chance de construir uma v
Yan Estava ansioso e um pouco nervoso na manhã do meu casamento. O sol brilhava intensamente sobre a fazenda, criando uma atmosfera perfeita para o dia mais importante da minha vida. Enquanto me arrumava, cercado pela minha família e amigos mais próximos, senti uma mistura de emoções se agitando dentro de mim.Olhei no espelho e ajustei minha gravata, tentando controlar o tremor das minhas mãos. Sabia que estava prestes a embarcar em uma jornada única, ao lado do homem que amava. Afonso era minha âncora, minha fonte de força e felicidade.Enquanto esperava o momento de nos encontrarmos no altar, meu coração se enchia de alegria. Não apenas pelo amor que compartilhávamos, mas também pela coincidência especial de dividir o dia do nosso casamento com duas amigas muito queridas, Joana e Isis.Estaríamos juntos nessa celebração, unindo nossos laços de amor e amizade. A fazenda era o cenário perfeito para esse momento tão especial. As árvores altas, as flores coloridas e a brisa suave nos







