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CAPÍTULO 73

last update publish date: 2026-06-15 05:06:57

— Acha que eu não lembro o que ela mandou fazer com aquela sua namoradinha da época? Você foi um covarde! Deixou ela fazer o que quis por causa da porra dos negócios da família! Mas com a minha mulher não, caralho!

O mundo para por um segundo.

Avanço na direção dele com sangue nos olhos, o maxilar travado a ponto de quebrar os dentes.

— Minha! Não vou reafirmar isso de novo para você, Hector. Você verá com os seus próprios olhos. Acha que ela é um caso passageiro que usufrui do que posso
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    — Já disse para não me ligar no meu número direto! Faça o nosso acordo, os homens já estão esperando o sinal! — Como vai, Núbia? soltei com calma. — Gostando de ouvir minha voz? O silêncio do outro lado da linha foi imediato e absoluto. A respiração dela simplesmente travou. — Eu mandei você sair do meu caminho. continuei, deixando o tom frio tomar conta da chamada. — Mas você não é muito boa em compreender ordens. — Seu desgraçado... ela rosnou, o pânico vazando pela voz. Fiz um gesto com a mão para o Montanha. — Eu também tenho um sinal para você. murmurei ao telefone. Do outro lado da linha, o som abafado de um estrondo alto de invasão ecoou, seguido imediatamente pelo grito enfurecido da Núbia: — Argh! Droga! Que droga! — Acho bom você correr. avisei com um sorriso de canto. — Seu desgraçado! Ela gritou antes da linha ser cortada. Desliguei o aparelho e o entreguei ao segurança ao meu lado. — Se livrem das provas. Deixem o celular limpo no apartamento,

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    O carro parou a uma quadra do ponto de encontro marcado com a Elena. O motorista nem precisou receber ordens, estacionou rente ao meio-fio e manteve o motor ligado, suave. Apertei aquele pequeno frasco de vidro no bolso interno do meu terno uma última vez antes de desembarcar. As instruções para a equipe já tinham sido dadas durante o trajeto de dez minutos: cerco total, sem alarde, zero margem para falhas. Elena achou que estava lidando com uma garota assustada pronta pra proteger publicamente a irmã, mas se esqueceu completamente com quem estava jogando. Quem era a mão que movia as malditas peças do outro lado. Era uma afronta saber que perderam o medo. Teria que fazer jus ao nome que carrego. Desci do carro ajustando o paletó. Montanha já estava na calçada com outros três homens, o olhar atento varrendo a rua calma. — Esperem o meu sinal para a ativação. ordenei, sem parar de andar. — Sim, senhor. Montanha respondeu baixinho, fazendo um gesto rápido para a equi

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    CÁSSIO O bipe no painel avisou que a mensagem tinha entrado. A notificação chegou no celular da Laysa e no nosso ao mesmo tempo. Demos a largada. O plano que a gente passou a semana inteira ajustando finalmente tinha começado. — Elena mandou a mensagem. Hector disse, puxando a tela das câmeras. Aproximei o rosto do monitor. Na imagem, as duas apareciam perto da penteadeira. Hector apertou dois botões no console e o áudio do celular grampeado da Laysa começou a sair limpo nas caixas de som. Acompanhei cada segundo em silêncio. Através da voz hesitante da Laysa, a chantagem da Elena ficou escancarada: ela tinha uma foto de um vídeo do passado da minha mulher, o ultimato para que assinassem um acordo de silêncio e a ameaça de divulgar tudo em pleno dia do nosso casamento. Elas sabiam dar as cartas, mas não sabiam que o dono daquele jogo, já estava na partida. Senti o Hector tensionar ao meu lado com o golpe baixo contra a garota dele, mas o que veio a seguir me fez travar o

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    Laysa franziu o cenho, surpresa. Ela apertou o botão lateral várias vezes, mas o aparelho deu uma travada bizarra, a tela piscando em linhas disformes como se estivesse bugado. — Que estranho... ele estava com carga cheia. — Desliga e liga de novo. Antes que pudéssemos entender o que tinha acontecido com o telefone, duas batidas firmes soaram na porta de madeira, fazendo nós duas darmos um pulo. — Guarda isso! Vai... sussurrei rápido. Laysa enfiou o celular na bolsa, fechando o zíper às pressas. A porta se abriu e o Cardoso apareceu no portal, vestindo um terno alinhado. — Está pronta, Violet? ele perguntou, mantendo o tom profissional e calmo de sempre. — Está na hora. O senhor Cupertini já está aguardando na cerimônia. Tentei disfarçar o tremor nas mãos e sorri fraco. — Eu já vou, Cardoso... Noivas sempre se atrasam um pouco, me dá só mais um minuto. Ele assentiu com um leve gesto de cabeça. — Não demore. E fechou a porta, saindo pelo corredor. Assim que f

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    Aiden soltou, a incredulidade evidente na voz. Hector nem piscou, mantendo o maxilar travado e o olhar fixo em mim, ignorando completamente o comentário do irmão. Continuei, sem dar espaço para distração. — A rebeldia dessa garota, a desobediência dela, pode nos custar caro demais se ela der um passo em falso fora dos muros desta mansão. Eu não vou tolerar ver tentarem usar a minha noiva contra mim através da irmã dela. Hector deu um passo à frente, a voz saindo baixa, cortante e mortalmente séria. — Ninguém vai tocar nela. Dei um aceno de cabeça imperceptível, reconhecendo o brilho perigoso nos olhos dele. — É assim que se fala. Voltei a me movimentar pelo escritório. — A Núbia está cercando elas. Está usando uma amiga de infância para atraí-las para uma armadilha. Violet tem repulsa por essa mulher, mas eu não sei até onde vai a lealdade ou a influência dessa amizade com a sua. Antes que o Hector pudesse responder, o som vibrante de uma notificação cortou o ar. Ele puxo

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    Nayla deu uma risada leve, passando a mão pelo ventre em um gesto carinhoso. Laysa manteve os olhos fixos na barriga dela, parando tempo demais ali, com uma expressão indecifrável. Sem filtro algum, Laysa disparou: — Esse filho tem mesmo chance de ser do Hector? Nayla travou no lugar, surpresa pela pergunta direta e repentina. Olhou para mim estranhando, mas acabou respondendo: — Não... Bom, além da questão das datas, eu soube de algo que... deixa a chance quase nula. Como assim, uma coisa? — Que coisa, Nayla? Nayla suspirou, abaixando o tom de voz: — O Cássio mandou trocar a minha pílula do dia seguinte. Eu tomei um remédio que não fez efeito nenhum. Ele já sabia que estávamos nos envolvendo e queria garantir que a gestação acontecesse. Laysa virou o rosto lentamente para mim, o olhar em choque. — Onde foi que você meteu a gente, Violet? Naguei com a cabeça, tentando engolir o impacto daquela revelação sobre o Cássio. Nayla interveio, tentando relaxar a conversa: — Tudo

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