LOGINMe virei...Era Carter.Não... para ser mais exata...Era Carter, recentemente destituído de todos os seus títulos e banido do centro do poder da Família Rossi.— O que está fazendo aqui?Não tinha nenhuma cordialidade reservada para ele.— Eu...Depois de um mês, ele parecia um homem completamente acabado.Os ternos sob medida, sempre impecavelmente passados, agora estavam amarrotados sobre o corpo.A barba por fazer cobria seu maxilar, tingindo-o de um azul-acinzentado.Os olhos estavam opacos.Exaustos.Fazia sentido.Poucos dias antes, Ryder invadira uma reunião da Comissão Rossi levando aquele relatório financeiro detalhado e todas as gravações.Na frente do velho Don e de todos os Capos, reproduziu o áudio em que Carter chamava o Don, em particular, de "velho idiota", além de revelar que havia desviado enormes quantias dos cofres da família para limpar a sujeira deixada por Sofia.Mas o golpe fatal foi o relatório financeiro.Ele não apenas expôs a completa incompet
O batizado do meu filho foi realizado no castelo particular da Família Falcone, na costa da Sicília.O lugar estava lotado de convidados.Até mesmo os Consiglieres de várias famílias rivais enviaram representantes carregando presentes.Afinal, todos sabiam que o "gênio das finanças" da Família Falcone havia retornado.E que o fluxo de capital sob seu controle era suficiente para abalar os alicerces de metade do mundo da máfia.Ao meio-dia em ponto, o banquete começou oficialmente.Segurando meu filho nos braços, observei meu pai colocar pessoalmente em seu pescoço um cornicello, o tradicional amuleto italiano de proteção.O pequeno não chorou.Apenas olhava curiosamente para todos ao redor com um par de olhos idênticos aos meus.Quando os pratos começaram a ser servidos, levei meu filho para um salão reservado nos fundos do castelo para alimentá-lo.Toc, toc.Duas batidas na porta.Nem altas demais.Nem suaves demais.Ajeitei a gola do meu vestido de seda, levantei-me e a
Ao deixar o hospital, Carter ainda conseguia ouvir, ao longe, os familiares de outros pacientes cochichando sobre ele.— Tsc... À primeira vista ele parece um homem decente, mas o que fez foi simplesmente nojento. Escuta, se um dia você ousar me tratar daquele jeito...Durante todo o caminho de volta à mansão, ele dirigiu tomado por uma raiva inquieta, prestes a explodir.Nos vinte minutos de trajeto, xingou três ou quatro vezes e buzinou sem motivo pelo menos meia dúzia de vezes.Pisou fundo no acelerador até chegar à mansão da Família Rossi e escancarou a porta da suíte dos dois.No mesmo instante, incontáveis pétalas brancas de lírios-fúnebres caíram sobre sua cabeça como uma chuva grotesca.Ao mesmo tempo, o ambiente foi tomado pelas gargalhadas estridentes de Sofia e dos seus homens.O rosto de Carter escureceu.Seu olhar percorreu toda a sala.As paredes estavam cobertas por fotos do rosto de Sloane contorcido pela dor do parto uma exposição cruel que ele próprio havia p
— O quê? — Carter congelou. As chaves rangeram dentro de sua mão fechada. — Ela recebeu alta? Quem deu permissão para ela sair?— Não foi só isso...O Soldato engoliu em seco, o rosto tomado pelo medo.— As enfermeiras disseram que ela foi embora há meia hora. Levou o bebê, entrou em um comboio de SUVs pretos e resolveu toda a papelada da alta sozinha. O quarto está vazio desde então!Clang!As chaves escaparam da mão de Carter e caíram no chão.A expressão de Sofia endureceu.Ela olhou para as chaves caídas e, em seguida, para a tela iluminada do celular de Carter. A mão escondida sob a manga de seda fechou-se em um punho.Sem querer desistir, recorreu ao velho truque de sempre. Aproximou-se e puxou de leve a manga do paletó dele.— Carter... espera mais um pouco, tá? Talvez ela mande uma mensagem a qualquer momento. Você conhece a Sloane. Mulheres adoram fazer esse tipo de drama...— Ela sempre gostou de prolongar as coisas. Deve estar só tentando fazer você se preocupar. F
Carter, que já havia chegado à porta, parou no mesmo instante.Virou-se para mim como se eu fosse apenas uma criança fazendo birra.— O que foi que você disse? Que eu vou pagar por isso??Deu dois passos em minha direção e estendeu a mão para tocar meu rosto.Eu recuei.Sua mão ficou suspensa no ar, mas ele não pareceu se importar. Apenas riu baixinho e a enfiou no bolso da calça do terno sob medida.— Minha querida Sloane... aprendendo a bancar a durona agora?Seu sorriso era relaxado.— Amor, não dramatize tanto.Fez uma breve pausa antes de perguntar:— A anestesia ainda está fazendo efeito?A dor no meu abdômen era tão intensa que eu mal conseguia permanecer em pé, mas mantive os olhos fixos nos dele.— Estou falando sério.Respirei fundo.— Carter Rossi... você vai se ajoelhar e se arrepender do que fez hoje.Nossos olhares se cruzaram.Ao perceber que eu não estava brincando nem por um segundo, ele demonstrou surpresa.Mas logo balançou a cabeça.Inclinou-se até
Minha mão tremia enquanto eu apontava para o comentário mais cruel na tela do celular.Alguém havia até colocado uma captura do meu rosto durante o parto ao lado da foto de um dos inimigos da família momentos antes de ser executado.— Carter, essa é a sua esposa. A mãe do seu filho. Você deixou outros homens transformarem o momento mais vulnerável da minha vida em entretenimento, em motivo de humilhação... e acha que isso é só uma brincadeira?Carter franziu a testa, incomodado. Pegou o celular das mãos de Sofia, enviou casualmente uma figurinha de "Tá bom, não exagerem" no grupo e voltou a olhar para mim.— Chega, Sloane. Não faz esse drama.— Você me deu um herdeiro. Eu fiquei feliz e quis compartilhar essa alegria com os meus homens. Se não gosta, é só não olhar. Agora seja boazinha.Fiquei imóvel.Não conseguia acreditar que aquelas palavras tinham saído da boca dele.Foi então que percebi que talvez eu nunca o tivesse conhecido de verdade.O homem carinhoso que eu acredit







