Mag-log inUma Semana Depois — O que está fazendo? Ela quase não acreditou quando o viu de pé, colocando um blazer sem nenhum cuidado, mesmo estando ainda em recuperação, com a calça negra e os sapatos de sempre. Pronto para sair. Ela não queria acreditar. Com os olhos sobre ele, ela queria que fosse uma miragem, ou um sonho muito louco. Porque ele não seria tão estúpido de sair naquelas condições. — Ih, o papai vai ficar de castigo. Garrett fitou suas duas pessoas preferidas, que tinham acabado de entrar no quarto. Primeiro sua esposa e logo em seguida sua filha, que vinha logo atrás da mãe. — Eu posso ficar com a carteira do papai? Garrett riu antes de responder: — Nem pensar, sua pestinha. — Eu quero algodão-doce, como eu vou comer algodão-doce sem a carteira do papai? — Você ainda não me respondeu. – Aimé cortou a resposta, ainda com a feição de desagrado no rosto. — Eu preciso... dar uma saída. Ela reagiu rapidamente, como ele imaginou que aconteceria. — Nem pensar!
Aimé colocou algumas coisas que o marido gostava dentro de uma bandeja. Havia se passado apenas dez dias desde que tudo aconteceu. Ele não quis ficar mais que cinco dias no hospital. Teimoso do jeito que era, conseguiu ser liberado depois de assinar um termo de responsabilidade. Ela até tentou fazê-lo ficar por mais um ou dois dias, mas ele insistiu que se sentiria bem melhor em casa. E ela respeitou o desejo dele. Depois de ele prometer que não faria nenhuma loucura e que só sairia do repouso quando o médico desse a autorização. Ela sabia que ele tentaria descumprir aquele acordo, e por isso ficaria bem atenta. Principalmente quando ele não estivesse sozinho. Como naquele dia. Os amigos dele, incluindo o primo, tinham ido visitá-lo em casa pela primeira vez. Ela agradeceu por eles não aparecerem antes, principalmente quando ele iria querer falar sobre coisas que poderiam abrir os pontos. E ele já tinha aberto os pontos antes. No primeiro dia dele no hospital. Quando ele tentou se sen
O barulho era irritante. A dor também. Não entendeu nada quando seu carro foi jogado para fora da pista. O carro chegou a rodopiar antes de receber um novo impacto, e no momento seguinte começar a capotar. Uma, duas, três vezes. Parando de cabeça para baixo. Sentiu o sangue da testa descer até sua boca. Mesmo com dor no ombro, moveu o braço afim se livrar do cinto. Levou um tempo para conseguir. Sentiu um cheiro de gasolina. Isso era ruim. Muito ruim. Seu corpo caiu. Sentiu sua mão ser perfurada pelo vidro quebrado. Escutou chamados. Gritos. Ambulâncias. Era irritante, mas ao menos sabia que significava que era para ele. O que era bom, porque ele tinha acabado de perceber a perfuração dilacerante em sua costela. Era um vidro muito maior que o de sua mão. De repente ele escutou a porta ser puxada. Pelo menos três pessoas puxavam aquela porta para que conseguisse abrir. Ele ao menos pensava que sim, porque ela estava parcialmente destruída. Encontrou os olhos azuis de seu melhor amigo
O barulho era irritante. A dor também. Não entendeu nada quando seu carro foi jogado para fora da pista. O carro chegou a rodopiar antes de receber um novo impacto, e no momento seguinte começar a capotar. Uma, duas, três vezes. Parando de cabeça para baixo. Sentiu o sangue da testa descer até sua boca. Mesmo com dor no ombro, moveu o braço afim se livrar do cinto. Levou um tempo para conseguir. Sentiu um cheiro de gasolina. Isso era ruim. Muito ruim. Seu corpo caiu. Sentiu sua mão ser perfurada pelo vidro quebrado. Escutou chamados. Gritos. Ambulâncias. Era irritante, mas ao menos sabia que significava que era para ele. O que era bom, porque ele tinha acabado de perceber a perfuração dilacerante em sua costela. Era um vidro muito maior que o de sua mão. De repente ele escutou a porta ser puxada. Pelo menos três pessoas puxavam aquela porta para que conseguisse abrir. Ele ao menos pensava que sim, porque ela estava parcialmente destruída. Encontrou os olhos azuis de seu melhor amigo
Foi um completo silêncio o caminho até em casa. Ele nem tentou falar nada, até porque, ele sabia que não adiantaria. Não tiraria nada dela enquanto Mia estivesse ali. E apesar de muito cansada, a pequena ainda estava desperta. Talvez até ainda ligada. Garrett imaginava que fosse pelo doce. Mas não pensou muito sobre isso. Ela iria se deitar, assistir um desenho, e dormir sozinha, sem nem ao menos perceber. Porque apesar de tudo, ela estava muito cansada. Tentou manter uma conversa com filha, porque queria que ela tomasse um banho quando chegassem em casa. Quando ela pediu o celular, não relutou como relutaria antes. Não gostava de dar um celular nas mãos dela. Ela era muito pequena. Mas tinha as exceções. E aquela era uma exceção. Ela escolheria um joguinho e se manteria desperta até em casa. E ele poderia tirar da esposa, o que ela parecia estar pensando. Ela estava calada demais. O cenho franzido o fazia pensar que ela estava chateada. Se perguntava se ela estaria pensando no moti
— Isso está delicioso. Você sempre soube fazer coisas maravilhosas. Aimé sorriu agradecida, levando o chá aos lábios, enquanto o via tomar um gole do café com chantilli. Quando ele apareceu há uma hora, quando já tinha fechado tudo, quase não acreditou. Não o via há dois anos. Três talvez. Ele estava fora do país. Jeremy era seu melhor amigo junto de Lilian. Estudaram juntos durante a adolescência. Lilian tinha dito que ele estava na cidade, mas não achou que o encontraria naquele dia, até porque, ele estava ali a trabalho. Eles não se falavam, não mantiveram nenhum contato. E a culpa era mais dela que dele, por ela ter se casado anos atrás. Ele tinha sido um dos que ela afastou completamente por causa de Easton. E ela se arrependia bastante. Sua sorte, era que Jeremy não levou para o coração. — Sério, você sempre foi bonita, mas Bianchi, você está gata demais. Ela corou. — Eu tenho uma beleza normal. Ele sorriu de canto. — Desde que botei os olhos em você, fiquei para







