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Meu Velho Amor Fazendeiro
Meu Velho Amor Fazendeiro
Autor: Isabele

Prólogo

Autor: Isabele
last update Fecha de publicación: 2026-07-10 11:20:27

Pov's Olivia.

Fazenda/ Casinha simples.

Interior do Texas.

Coloquei a garrafa de café.

Meu pai estava sentado na mesa, com a cara de ressaca.  

Todas às noites, ele chegava bêbado em casa, não tinha um dia sequer que ele chegasse "bom".

Como sempre, ele acordava às quatro e meia da manhã, junto com canto do galo.

Todos os dias ele saía, para trabalhar como peão na Fazenda. Além de domar o gado, ele também plantava colheita na roça.

— Tá olhando com essa cara feia, por quê? Perdeu alguma coisa, Olivia?

A voz ignorante do meu pai, era frequentemente ouvida dentro de casa.

Encolhi os meus ombros, como fazia, quando era repreendida duramente. 

— Pai... eu queria pedir permissão, para que Hope pudesse ir a escola. — minha voz com receio percorreu.— Ela já tem 15 anos, está na hora dela aprender a ler.

E o vi se irritar, dando um soco sobre a mesa.

— Já disse que filha minha não vai a ESCOLA.— escutei o grito.— Não insista com esse absurdo, Olivia!

E abaixei a cabeça, ao vê-lo apontar o dedo para minha cara. Tal comentário, o fizera perder a paciência.

Ele levantou-se da cadeira bruscamente.

 E quando estava virado de costas, mencionei um outro assunto, que o deixava completamente transtornado:

— A mãe tá saindo da cadeia.

Meu pai retornou furioso, presando-me contra a parede. 

— NÃO TRAZ O NOME DAQUELA DESGRAÇADA AQUI! Quantas vezes vou ter que repetir, que aquela mulher morreu para nós!

Senti as lágrimas descendo pela minha face. Chorava, ao captar na voz do meu pai, o ódio que ele sentia.

— Mamãe pagou pelo crime que ela cometeu.— permaneci dizendo.— Ela passou 15 anos presa.

— Aquela assassina Olivia, deveria passar o resto da vida atrás das grades! Se houvesse justiça nesse mundo, aquela sem vergonha, nunca mais veria o pôr do sol.

Havia uma indignação em seu tom, estando inconformado.

— Pai, não fala assim da minha mãe – implorei, fazendo-o parar de andar.– Você ainda continua casado com ela.

Seu olhar enfurecido, mas havendo dor e revolta, alastrou, contendo lágrimas. 

Por mais durão que meu pai fosse, no fundo, o passado ainda o assombrava. 

— Não me faz perder a cabeça, Olivia. Assim que aquela praga sair da prisão, eu vou pedir o divórcio. 

Meu pai se retirou de dentro da nossa casinha, batendo a porta de com força.

Comecei a chorar, encolhida.

Os danos ainda eram insuperáveis.

Tentei me recompor, mas eu soluçava de tanto cchorar. Sentia uma dor tão imensa dentro do meu peito, essa dor não sarava.

Minha avó materna apareceu.

– Cadê aquele vagabundo do seu pai?

Seus olhos vagaram pelo cômodo vazio.

Ela largou o guarda-chuva que segurava, e entrou para dentro.

Sua mão ergueu-se, ajudando-me levantar do chão.

— Vó Helena, ele acabou de sair.— murmurei, secando as lágrimas.

— De novo aquele ogro gritou com você?— com olhar preocupado, ela me perguntou.

Neguei com a cabeça, chorando.

— Não. Eu apenas comentei com ele, sobre a mamãe.

Minha avó suspirou pesadamente. 

— Não seja ingênua, Olivia. Até quando vai insistir nessa loucura?

— Eu tenho esperança que meu pai aceite a mamãe de volta.

—Deus me livre! Jamais  quero Laura, com esse miserável! Esse traste mancha até hoje, a reputação da minha filha. Vive pelos cantos, chamando ela de assassina. Você sabe muito bem que ela é inocente. Ela não matou aquele cretino do Sebastin.

Fiquei pensativa.

—Como pode ter tanta certeza, vó?

— Porque eu sei a real história por trás. Laura pagou pelo um crime que ela não cometeu. E canalha do seu pai, deveria agradeça-lá. 

— Até hoje o papai acha que a Hope seja filha do tio Sebastin, ele acredita que mamãe o traiu, por isso que ele trata Hope com tanta  indiferença.— revelei— Mas se ele soubesse de tudo, talvez entenderia...

— Aquele ogro? Jamais! Ele é um machista— vó Helena o criticou.— Assim que Laura sair daquela prisão, ela vai vir recuperar os 15 anos que arrancaram dela injustamente.

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