LOGINEla atendeu.
E no outro lado da linha era a operadora de telefone oferecendo planos e serviços. Ela nem terminou de ouvir. Disse um “obrigada não tenho interesse" e desligou. “Povo chato.” Assim que terminou ela deitou na cama e mandou áudio para Samanta. “Já estou disponível pra falar.”. Na mesma hora, Clara recebeu uma chamada de vídeo. Ela atendeu. -Nossa, mas você é muito ansiosa viu. - e riu. -Clara, eu trabalho tanto, não tenho distração nenhuma, isso é o meu passatempo preferido. Sem contar que você está me enrolando, já marcamos várias vezes de sair e você deu pra trás, então o único jeito de conversar com você e te ligando. Clara realmente, era muito caseira , não gostava de sair de casa, era de casa para o serviço e do serviço para casa. Diferente de Sabrina, que amava sair e fazer compras, era conversada e tinha facilidades para se relacionar. -Mas conta , e aí o que deu lá em cima? Menina o que foi aquilo? Aquele homão tão belo e tão nervoso.- Enquanto Samanta falava Clara começou a imaginar o homem belo. - E aí minha filha, vai ficar muda? - Samanta novamente tirou Clara do transe. Meu Deus, como ela pode se distrair assim, pensando no grosseiro ainda por cima. O que está acontecendo com ela. Será que aquele pedido de desculpas mexeu com ela. -Ele me pediu desculpas.- Respondeu secamente. -O quê? Conta como foi isso.- Samanta se entusiasmou. -Sim, quando eu já estava saindo para vir embora para casa, e ele chegou na empresa e me viu lá, e me pediu desculpas. -Sério?. - Samanta estava surpresa, ela sabia que seu chefe não costumava ser humilde e pedir desculpas. -Sério.- Clara afirmou. -Aquele deus grego te pediu desculpas e que mais?- Samanta ainda queria mais detalhes -Que mais o quê? -Ue só se desculpou? Em palavras? Ele não chegou mais perto e … -Que isso Samanta? -Clara estava chocada -Relaxa, estou só brincando.- Samanta começou a rir. -Ah ah ah palhaça, olha só como estou morrendo de rir ha ha ha - Samanta se pôs a rir ainda mais do outro lado da chamada. -Você acha mesmo que entre eu e o Sr. Alberto Aranttes pode ter alguma coisa? - Clara indagou para ela. -Acho. Na verdade eu sei de cada história de patrão e funcionária. Ele já saiu com algumas funcionárias da empresa, por que com você não? -Ah você já saiu com ele por acaso? -Claro que não, eu tenho namorado, mas se eu não tivesse eu sairia sim- Samanta falava dando risos e Clara olhava em tom de reprovação. -Toma cuidado, para alguém aí não ouvir isso que você está falando. Vai que … neh …. seu pai ouve. -Não, não estou sozinha. meu pai ainda não chegou do trabalho.. -Ah sim. Samanta morava com o seu pai, um homem trabalhador e honesto. -Inclusive eu já ouvi boatos que o Sr.Alberto, saiu com a Valéria.- Samanta retornou ao assunto. -Sério. - Clara estava incrédula. -Uai menina, o que você fica fazendo? Todo mundo na empresa sabe disso. Eles trabalham do seu lado, você nunca viu ou ouviu nada?- Samanta ficou mais incrédula ainda. “Como assim Clara não sabia?” -Ué, eu fico trabalhando, não sou igual umas fofoqueiras aí. - Clara disse zombando da indireta que mandou para Samanta. - Sem contar que eu sou a assistente do Sr.Fernando e não do Sr.Alberto, então não, eu nunca nem vi ou ouvi nada a respeito. -Mas você ficou de me contar um negócio, hoje, só que bem na hora quando você ia começar a contar aquele gostosão apareceu e brigou com a gente - Samanta realmente não tinha papa na língua. “Gostosão.” -Ata sim, mas eu ia te contar sobre a empresa e não sobre o gostosão.-Clara retrucou. -Então fala. -Me parece que eles estão com um problema naquele projeto de agosto passado, o MiranteMar.-Clara não era boba, ela estava a par de tudo, mas ela não dava detalhes, porque preservava a confidencialidade da empresa. - Não sei se você lembra do Diego que trabalhou lá.? -Sim eu lembro sim.- Samanta agora estava bem concentrada. -Parece que ele saiu de lá porque fez alguma coisa grave. Clara não sabia se achava melhor contar que Diego, um estagiário que, manipulou alguns contratos e mudou cláusulas de última hora no contrato do projeto MiranteMar e depois levou os documentos para o Sr Cortesi e o Sr Alberto firmar. Ela sabia que Diego tinha feito isso, só não sabia como ele conseguiu e o porquê ele faria isso. É por isso que o Sr.Fernando sempre pedia para ela guardar e cuidar as sete chaves dos documentos e arquivos do escritório. -E aí? -E aí que ele fez alguma coisa que prejudicou a empresa e agora o Sr.Alberto está sem sossego e descontando toda a frustração na gente. -Mas isso é muito raso, você não sabe mais? Mais detalhes? - Samanta estava muito interessada. -Eu tentei descobrir através do Sr.Fernando, mas ele também não falou, perguntei para ele , mas ele mandou eu cuidar da minha vida - Clara mentiu. Ele nunca disse isso, ele era um amor , mas para segurar a insistência da amiga ela achou melhor mentir, vai que ela espalha para outros funcionários da empresa? Isso realmente pode prejudicar Clara, por divulgar informações confidenciais. -Ele te disse isso? - Samanta falou sem acreditar. -Disse, eles estão guardando esse problema e evitando ao máximo divulgar e você não vai falar nada com ninguém, pelo amor de Deus, isso pode nos meter em problemas, vamos ser acusadas de divulgar informações confidenciais da empresa. Você sabe né, qual é a penalidade?- Clara tentou testar Samanta. -Sim eu sei, mas isso é muito raso, não é um motivo para nos demitir, até porque todos sabem disso. Que o problema foi ocasionado pelo Diego. Por isso que ele saiu de lá. E mais , vi ele entrando em um dos carros do Sr. Tomaz Linhares, pois eu reconheci um dos assistentes dele. -Eu não sabia dessa informação, será que ele fez alguma coisa a mando do Sr.Tomaz? - Clara seguia testando a amiga para saber até onde ela sabia. -Será? Bem, eu não duvido nada. Aquele carrancudo morre de inveja do Sr.Alberto, ele pode está tentando prejudicar a empresa do sr. Alberto a todo custo. -Você acha isso? -Ai Clara em que mundo você vive? -Precisamos de nos ver pessoalmente, tenho uma coisa pra contar mas não pode ser por telefone. …Dois meses mais tarde, Alex veio ao mundo. O bebê nasceu forte e saudável. -Se parece muito com o papai. - Alberto sussurrou o pegando no colo. - o bebê havia acordado chorando. - Shhh Shhh - balançou levemente, o posicionando em posição vestical em seu peito. Depois da hora de ouro Clara caiu em um sono profundo. Seu parto havia sido normal, mas estava exausta devido a todo esforço que fizera para dar a luz. Estava ninando o bebê quando se virou, seus olhos encontraram os dela. Ela estava os observando. -Como se sente amor? - Se aproximou, com uma das mãos acariciou os cabelos da testa dela. Ela deu um sorriso que se expandiu para uma risada involuntária. -O que foi? - ficou olhando para ela. -Sua pergunta... é engraçada - ela estendeu os braços fazendo menção de que queria pegar o bebê. -O quê tem de engraçado na minha pergunta? - perguntou ele enquanto entregava com cuidado e delicadeza Alex para a mãe. -Me sinto como se tivesse sido surrada, meu corpo dói. - o
Naquela mesma noite, toda a família estava reunida. Comemoravam a cura de dona Bárbara com muita alegria e entusiasmo. A barriga de Clara era tão grande e pesada que ela tinha até dificuldades para andar. Estava no seu nono mês de gestação e mal podia esperar para que Alex nascesse. Sim esse era o nome que daria para o seu menino. -Me alegra profundamente ver você feliz, aguardando a chegada do Alex.-Samanta acariciava a barriga. - Essa gostosura já é da dinda aqui. - as duas caem na risada. -É verdade eu mal posso esperar para carregar o meu baby nos meus braços. E pelo visto ele muito em breve terá um companheirinho para brincar. - Lançou uma piscada cúmplice. Samanta levantou lançando uma expressão interrogativa e confusa. -Você já quer outro bebê? -Sim, o seu bebê. Virá quando? - Clara estava brincando, mas Samanta levou a sério. -Não diga isso nem de brincadeira. -Porque? Você e Fernando estão juntos, dá para ver que vocês se amam. E ele falou com o Alberto que
Alberto ficou internado por quinze dias e depois que recebeu alta foi para casa, onde ficou se recuperando. Clara já estava com dois meses e meio de gestação. E a filha de Mara, Olívia, foi adotada pela avó paterna Tânia. Alberto se responsabilizou em pagar uma pensão para que Olivia pudesse viver confortável. Afinal, ela era a sua sobrinha. E deu-lhe o sobrenome que o seu pai tanto almejou. Aranttes. Na cabeça de Alberto aquilo era só um sobrenome, mas vendo até onde Tomaz foi capaz de chegar pelo simples fato de não ter tido o sobrenome do pai, ele resolveu que Olívia teria. E assim o fez Não queria ver uma criança crescer sofrendo sendo órfã, sem sobrenome e sem família. Sua esposa o apoiou incondicionalmente. -Não quero que ela passe pelo que o pai dela passou, ela é só uma criança. -Você está certo, meu amor , e eu te apoio em tudo. -Acho que agora eu estou bem recuperado, já posso voltar para a empresa. -Clara lançou um olhar reprovativo para ele. -É brincadeira me
-Eu estou bem, só um pouco transtornada ainda, hoje foi muita informação. -Ou você está bem ou você está transtornada. - Ele achava engraçado a forma que ela falava. -Você quer que eu vá para aí, você está sozinha? -Não, não, meu pai está aqui comigo. Chegamos em casa agora. Não se preocupe. Eu estou vendo aqui no noticiário e parece que Mara é o monstro do Tomaz não tiveram um bom final. -Como? - ele estava tão ocupado com o estado de saúde do amigo que se esqueceu completamente do desfecho final dos criminosos envolvidos. -Depois você pesquisa, está em todos os sites de notícias e até na televisão. Tomaz e Mara não estão mais vivos. Fernando ficou desnorteado. -Eu não sabia disso. -Óbvio que não, você provavelmente estava mais preocupado em salvar a vida de Alberto que não iria olhar isso. Bem, eu detesto desejar o mal para alguém, mas o final dos dois foi merecido. Pois no fim das contas eles queriam matar não só o Alberto mas sim a minha amiga e se bestar até eu tamb
Enquanto a polícia fazia as buscas, só o que se viam era Diego e Cleiton sairem algemados da casa logo em seguida. -Canalhas , tomara que apodreçam atrás das grades. - Samanta os avistou de longe e era perceptível a sua revolta. Clara se levantou quando ouviu que haviam retirado um homem inconsciente de lá de dentro, e correu empurrando os socorristas da frente, e para o seu desespero, realmente se tratava de Alberto. Ficou tão desolada que acabou desmaiando. Ela não aguentou ver o seu marido ali em estado gravíssimo a caminho do hospital. Mas ela e Samanta foram amparadas por uma equipe de psicólogos e médicos contratada de emergência por Fernando, ele sabia que seria necessário. -Aguenta amigo … - Fernando foi junto, pois o seu tipo sanguíneo era o mesmo de Alberto, caso fosse necessário uma transfusão de sangue. … Enquanto todos se viravam para salvar a vida de Alberto. Tomaz e Mara escaparam. Tentavam fugir do país. Mas havia um problema. Mara não iria deixar a tra
-Transfira todo o dinheiro da sua offshore para mim, e só depois disso você sai daqui. -Fique com o dinheiro mas deixe todos nós irmos embora, deixa o meu marido vivo, por favor. - ela hesitava abrir o notebook. -Adoraria. - Tomaz ria diabólicamente.- Mas não, a minha proposta é essa e acabou, e ande rápido com isso antes que eu perca a minha paciência e decida que ninguém saira daqui. -Faça o que ele manda Clara. - Alberto insistiu para que ela cedesse e fizesse o que Tomaz estava mandando. -Alberto , não, por favor. - Clara estava desesperada. Um tiro foi disparado para o alto. -Anda de pressa. -Clara faça o que ele esta pedindo.-Alberto mandou. Ela ficou tão atordoada e assustada que começou a fazer. Tomaz não tinha intenção de matar Clara, muito pelo contrário, a intenção dele era que o filho que eles esperavam nascesse, porém que nascesse sem o pai presente. Também planejava roubar todo o dinheiro da Companhia Aranttes e Sotto e fugiria para outro lugar. Essa s







