LOGIN— Não, não senhor, o senhor irá a boate.
— Ganhei, ganhei vinte mil sem precisar fazer nada. Jay e Camila falam e entram no meu quarto sorrindo. — O que fazem aqui? Falo cruzando os meus braços e fazendo os dois gritarem. — Surpresa... — Surpresa... Camila é a alegria que faltava na nossa vida escura, minha e do Jay, passamos pela guerra juntos, coisa da qual Camila não chegou a ver, ela nasceu depois em um vilarejo ao sul das terras do norte, ela não viu nossos membros sendo envenenados, tiros de prata que faziam os corações pararem, não viu a agonia de nossos pais, filhos, mães e irmãs, então ela não tem a amargura presa em seu coração assim como o meu. — A casa da alcatéia? Perguntei e levantei minha sobrancelha. — Josh está cuidando não se preocupe, se algo acontecer estarei lá em minutos depois de me transformar. Ele diz isso, não vou retrucar pois sei que a matinha está em paz há alguns anos, mas sempre temos que ficar de olho, principalmente depois que aquela bruxa me contou sobre aquele caçador. Descruzei os braços e me dei por vencido. — Tudo bem, tudo bem, não vou brigar hoje. Falei sem ter ânimo para brigar com as duas únicas pessoas que me restam de amigos. Sentei na minha cama e Camila olhou para mim e cruzou os braços. — Vamos Alfa, será uma boate, dançar, remexer os esqueletos, tenho cento e cinquenta e nove anos, estou ficando enferrujada, imagino vocês que tem trezentos anos, já devem estar puro pó... Ela disse e Jay riu. — Hahahaha ela tem razão, não vamos a uma boate a o quê, uns dez anos? Vamos Alfa, não será um tormento eu posso garantir, se não gostar pode vir e se enfiar no quarto novamente. Jay falou e me dei por vencido, ou isso, ou teria que ficar com eles ao pé do meu ouvido a noite toda. — Tudo bem então, vou me arrumar. Eles bateram as mãos comemorando e sorrindo revirei meus olhos indo até o closet trocar minha roupa, foi difícil me adaptar as modernidades deste século, sou um fidalgo que gostava de casacos e calças, agora tenho ternos alinhados ao meu corpo, calças jeans que se rasgam com facilidade quando visto. Após vestir uma roupa que acho que era casual, saio do closet, Camila estava lá me analisando de cima a baixo. — Oh pela deusa... Ela disse balançando as mãos e entrando no closet. — O que foi? Eu estou vestindo terno e gravata... Disse discordando de qualquer coisa que ela fale sobre minhas roupas. — Sim, o senhor usa terno e gravata para tudo senhor, mas agora neste momento não é necessário usar terno... Vamos a uma boate e não a uma reunião no distrito. Ela voltou com uma calça jeans, uma blusa de linho branca e um sobretudo preto. Revirei os olhos. — Eu pensei em usar isso !!! Falei e ela revirou os olhos. Entrei para o closet e me troquei, estava odiando sair, talvez eu fique por meia hora e retorne para casa. Voltei para o quarto e ela bateu palmas, Jay revirou os olhos. — Isso, agora sim estamos prontos. Saímos do quarto e descemos a escada Condor e Janka estavam me esperando com um bolo na mão. " Camila"... Dário fala e nós dois bufamos. Ela sorri e b**e palmas, todos b**em palmas comemorando meu aniversário, trezentos anos, algo que nunca imaginei que chegaria, pensei sim em envelhecer com Aurora, mas agora, são dois séculos e meio sem ela, sem o amor, sem sentir algo no coração. — Ok, ok, vamos logo sem tudo isso... Falei e Camila me parou. — Por favor senhor, assopre as velas e faça um pedido a deusa. Parei e voltei a olhar para ela, Camila tinha os olhos brilhantes, Jay estava aso seu lado eles não merecem meu humor negro. Voltei e assoprei as velas, não sei o que pedir, já pedi inúmeras vezes tantas coisas e nada aconteceu, mas Dário não se cansa e pediu por nós. " Uma segunda chance Deusa". Assim com esse pensamento senti um vento atingir meu rosto e com ele um cheiro de canela passando por minhas narinas me fazendo abrir os olhos, já senti esse cheiro antes, olhei em volta e todos estavam normais, nenhum deles sentiram esse cheiro. — O que foi Alfa? Jay notou minha estranheza. — Esse bolo é de quê? Perguntei e Janka se falou: — Morango e creme de chantilly, assim como a senhora Macalister me ordenou. — Tudo bem, podem ir. Falei eles saíram.— Vamos logo antes que eu desista. Já na porta olhei para os lados, não havia portas abertas, janelas ou outro local de onde o vento viria, algo estava errado, ou era somente eu mesmo. — Fiquei sabendo sobre a bruxa pega no navio hoje Alfa. Jay falou enquanto íamos para a boate. — Ela já está a caminho de Rapylsen, Rei Mayson irá cuidar dela, temos que averiguar as informações que ela me passou, se a caçadores em North Westh temos que verificar, nenhum ser poderá ser morto nas mãos desses assassinos. Falei com raiva,meu olho mudou de azul para vermelho, Dário odiava esse tipo de ser. — Vamos falar sobre trabalho amanhã, por favor Alfa, Jay, hoje vamos comemorar, não comemoramos normalmente, não festejamos a não ser as festas do bando. Olhei para ela que implorava, calamos, uma curva na estrada e o ar ficou diferente, as janelas estavam abertas e Dário se levantou. " O que foi?" Perguntei a ele que cheirava o ar. " Tem alguma coisa lá fora, eu posso sentir..." Ele disse, olhei para fora e Dário começou a pular dentro de mim, se agitar e ficar esquisito. " Vire a esquerda Alex ". Ele disse me fazendo olhar para o motorista. — Vire a esquerda. Jay e Camila notaram meus olhos ainda modificados. — O que está acontecendo Alfa? — Dário... Não disse mais nada, Camila sentou no banco do carro ereta, suas garras já afiadas, Jay também, eles estavam a um passo de se transformar, não sabia o que viria a seguir mais Dário não ficaria assim sem que fosse algo muito importante. " Você não sente isso, olha a lua"... Ele disse e olhei para fora do carro, a lua estava enorme, parecia que desceria na terra a qualquer momento. — A lua... Mas .... Camila disse incrédula. O carro dirigia rapidamente até que vi para onde ia, a sede da empresa, antes de passar na porta Dário gritou dentro de mim,fazendo minha voz sair como a sua. — PARE O CARROO.... Era um som animalesco, ele queria sair eu arranquei a porta com minha força e ao olhar para cima, via a lua novamente e ao lado dela uma mulher. " COMPANHEIRA"... Dário gritou dentro de mim, tal qual sua força que fez Jay e Camila caírem ao chão.Final: A União e o Legado de MoonwalkerO vento suave que atravessava a floresta de Moonwalker trouxe consigo o cheiro familiar das árvores antigas e da terra molhada. A noite estava tranquila, mas havia uma tensão no ar, uma sensação de que algo grandioso estava prestes a acontecer. Na clareira central da matilha, as sombras da noite dançavam sob a luz prateada da lua cheia, que pairava majestosa e iluminada no céu. A lua era a deusa que governava todos ali, e seu brilho trazia uma sensação de paz, como se o próprio universo estivesse sorrindo para eles.Moonwalker, sempre um lugar de magia, agora se via no auge de sua prosperidade, graças à força, ao sacrifício e ao amor das famílias que ali residiam. Os Beneditt, liderados por Victor e Ellen, com seus filhos Maximus e Ava, eram os pilares dessa nova era. Maeve e seus filhos Kaden e Kaik, os gêmeos Alfas Rael e Ravi, junto com suas famílias e os membros da matilha, estavam todos reunidos para uma noite que celebr
Perspectiva da Deusa da Lua: O Destino de Kaden e KaikDo meu reino eterno, onde as estrelas dançam no vasto véu da noite e a lua reflete sua luz prateada sobre as almas que caminham na Terra, observei com atenção e carinho o nascimento dos novos herdeiros. O futuro de Moonwalker, aquele que se preparava para tornar-se mais forte e mais unido a cada geração, estava nas mãos dos filhos que viriam de Ellen, de Victor e de Maeve, com seus espíritos fortes e corações inquebrantáveis.Kaden e Kaik.Esses dois meninos, com suas almas entrelaçadas pelas linhagens que os formaram, representavam o próximo capítulo da grande história de Moonwalker, um futuro que logo tomaria sua forma, construído a partir dos legados passados, mas também forjado por eles mesmos, com o fogo do desejo, da luta e do amor.Kaden Beneditt, o futuro Alfa, era um reflexo do que os antigos Alfas esperavam e sonhavam. Ele era forte, determinado, com uma presença que fazia o vento su
Perspectiva da Deusa da Lua: O Destino de MoonwalkerNo silêncio imenso e eterno das estrelas, onde o tempo se desmancha como um suspiro nas brisas do cosmos, observava, com um olhar imortal, tudo o que acontecia em Moonwalker. Como Deusa da Lua, meu reino não é apenas o brilho prateado que se reflete nas águas serenas ou o luar que acaricia a terra em noites escuras. Meu domínio é profundo, transcende os planos visíveis, conectando-se aos corações e destinos dos seres que habitam este mundo.A matilha de Moonwalker, com suas linhagens poderosas e suas histórias entrelaçadas pela magia e pela força, sempre foi um lugar especial. Não apenas por ser lar de poderosos lobos e suas conexões com a natureza, mas por ser o ponto de equilíbrio entre o mundo visível e o invisível, onde os humanos e os seres mágicos coexistem, e onde o antigo destino das Encantadas continua a se desenrolar.Desde que Ellen Beneditt, a Encantada, foi tocada pela minha bênção, seu cami
TEMPOS DEPOIS.O vento suave da tarde penetrava pelas frestas das árvores de Moonwalker, trazendo consigo o frescor do início do outono. O céu, tingido de um azul profundo, contrastava com a mistura de folhas douradas e vermelhas que cobriam o chão da floresta. Eu observava, mais uma vez, a cena que se repetia todos os dias, mas que ainda assim me enchia de orgulho e amor.Ava, com seus quatro anos de idade, estava sentada sobre uma pedra grande, com as mãos estendidas para o céu. Seus olhos azuis, profundamente intensos, refletiam a conexão que ela tinha com as forças mágicas que corriam em suas veias. A filha das Encantadas. A bruxa com o poder de invocar as estrelas. Eu via nela uma força interior que me impressionava a cada dia. Mesmo tão jovem, ela já era capaz de manipular a energia da natureza, de sentir as vibrações da Deusa da Lua com uma sensibilidade que não cabia a mim, nem mesmo a Victor, entender completamente.Maximus, por outro lado, não er
NASCIMENTO DUPLO A lua cheia brilhava intensamente sobre a vasta floresta de Moonwalker naquela noite, como se estivesse se preparando para testemunhar um dos eventos mais importantes para a matilha. O ar estava impregnado com a fragrância suave da noite e o zumbido das criaturas noturnas que habitavam a floresta, mas ninguém se importava com nada disso naquele momento. Toda a matilha estava concentrada no mesmo objetivo: aguardar ansiosamente o nascimento dos dois pequenos Beneditt, filhos de Ellen e Maeve.O céu parecia abençoar aquele momento especial, as estrelas brilhando com mais intensidade do que nunca. A Deusa da Lua observava com um olhar compassivo e protetor. Era como se o próprio universo tivesse consertado sua rota para garantir que tudo ocorresse de maneira perfeita, pois a chegada de dois novos membros à matilha significava uma nova era, uma era de esperança, de força renovada e de novos legados para Moonwalker.Dentro da casa de Maeve, a
ALGUNS ANOS DEPOIS.A manhã em Moonwalker começou tranquila, o sol nascia suave através das árvores, iluminando a floresta com uma luz dourada. A brisa fresca da manhã parecia prometer um dia especial, como se a natureza em si estivesse ansiosa pela alegria que estava prestes a se espalhar por toda a matilha.Ellen se encontrava na casa de Maeve, sentada ao lado de sua amiga de longa data, a Luna de Moonwalker. As duas mulheres compartilhavam uma conexão profunda, construída ao longo de anos de amizade e respeito. Elas haviam enfrentado muitas coisas juntas, desde os desafios iniciais da matilha até as complexidades da vida, mas nada as preparara para o que estavam prestes a descobrir.Maeve, com seu sorriso radiante, acariciava a barriga ligeiramente inchada, sua expressão refletindo uma felicidade serena. Sua conexão com a Deusa da Lua sempre fora forte, mas agora, com a gravidez, ela sentia uma energia renovada, uma ligação ainda mais profunda com a ter







