MasukObservei ele deitar a bebê no trocador e levantar o vestido branco com estampa de bolinhas vermelhas, em seguida abriu a fralda cuidadosamente.
Me aproximei para ver melhor e me assustei quando vi que a coitadinha estava toda avermelhada... Aquilo eram assaduras? — Meu Deus! — exclamou se assustando também. — São assaduras. Por isso ela está agoniada e não para de chorar. — lamentou. Minha entrevista ainda prosseguia enquanto ele cuidava da filha, me fazendo algumas perguntas após analisar o meu CV rapidamente. Ele a deixou deitada e foi pegar uma caixinha comprida na cômoda branca infantil, e um frasco de talco. E logo se aproximou da pequena, tirou a pomada da caixinha e começou a passar na bebê que ainda estava agoniada, choramingando. — Sabe cuidar de bebês ou apenas lida com crianças da idade da Alyson e do Noah? — perguntou terminando de passar pomada e em seguida, usou o talco que era muito cheiroso. — Não tenho tanta experiência com bebês, mas posso aprender. — fui sincera. Eu já tinha cuidado dos filhos dos meus vizinhos e foi apenas uma vez. Eram duas crianças comportadas e nem me deram trabalho. — Ótimo! Está contratada! — me informou. — Sério? — Tive vontade de pular de alegria. — Sim, Srta. Paxton, a vaga de babá é sua... Você pode se acomodar no quarto de hóspedes, e sua folga será aos sábados e domingos. — disse pondo uma fralda limpa na pequena. — Vou ter que morar aqui? Mas e a sua esposa? — Indaguei. — Sim, você pode se mudar para cá amanhã? E respondendo a sua outra pergunta, sou pai solteiro. — sua voz havia mudado de tom, ele estava mais sério. Se eu fosse mais observadora eu teria notado a ausência da aliança na sua mão esquerda. — Certo, entendi. — assenti sem jeito. — Tudo bem para você? — pareceu se importar. — Claro. Vai se um prazer cuidar das crianças e trabalhar para o senhor. — Eu estava feliz com a oportunidade. Saímos do quarto de Hannah, a bebê estava mais calma e me olhava com os olhinhos castanhos brilhantes. O rosto estava vermelho pelo choro, sorri para ela que era muito fofa e linda. Também tinha o cabelo castanho igual aos dos irmãos. — Sua blusa está transparente. — Alyson apontou para mim quando chegamos na sala. Olhei para a minha roupa e vi que o meu sutiã preto aparecia através do tecido úmido. Oh, Deus... Onde eu enterrava a cabeça? O Sr. Benson ficou calado. Será que ele tinha reparado? O pequeno Noah estava brincando com as peças de Lego alheio à tudo. Abri a toalha cor de creme e apertei contra o busto, me cobrindo. Meu rosto ardia de vergonha. A garota riu de mim... Mas que pestinha. — Alyson! — seu pai lhe repreendeu. — Quer se trocar, Srta. Paxton? — Sr. Benson me olhou meio sem jeito. Apenas assenti. Ele deixou a caçula num cercadinho forrado e com brinquedos espalhados, sentou ela que bateu as mãozinhas e abriu um sorriso meio banguela. Vi apenas três dentinhos. Dois em cima e um em baixo. [...] O moletom cinza e quentinho virou um vestido no meu corpo pequeno e cheio de curvas. O coloquei por cima da calça preta do mesmo tecido que o Sr. Benson tinha me emprestado, sendo tão gentil. Estava chovendo novamente, e pelo visto não pararia tão cedo. — O senhor tem secadora? — perguntei ainda acanhada. — Leve a Melanie até a área de serviço, filha. — pediu para a menina que tinha os olhos vidrados na TV. — Mas pai, está passando Monster High... — Sem reclamar, Alyson, depois você assiste. — Usou um tom autoritário. E resmungando, me puxou e eu segui a mini-teimosa até a área de serviço. — O que houve com a outra babá? — perguntei abrindo a secadora semi-nova. — Foi embora, assim como as outras. A Lena era chata e não tinha paciência com a Hannah. — disse ressentida. — Ela maltratava a sua irmã? — Não hesitei em perguntar. — Ela reclamava demais, dizia que a Hannah era chorona, que o Noah era tolo e me chamava de intrometida. — contou. — Ela só gostava do papai porque ele é legal com todo mundo. — suspirou. Coloquei minhas roupas para secar. — Sinto muito. — A fitei, era esperta para a idade que tinha. — Não gosto das babás, todas são chatas e sempre vão embora porque não gostam da gente... Tinha a Livy que dizia que ia casar com o papai e que ia se livrar da gente. — confessou. Fiquei horrorizada. — Não vou maltratar vocês, seu pai me contratou para cuidar de você e dos seus irmãozinhos. E eu não pretendo ir embora mesmo. — sorri para ela. — Não acredito em você, logo vai cansar e fazer a mesma coisa, e se judiar dos meus irmãos vai se ver comigo! — Avisou e saiu da lavanderia batendo a porta. Ela realmente tinha apenas 7 anos? Para uma criança, parecia ser madura e ameaçadora... Logo vi que não ia ser fácil lidar com ela. Minutos depois... — A Ally foi indelicada com você? Conheço a minha filha e sei que ela tem um certo temperamento... Não quero te assustar, mas ela já colou chiclete no cabelo de uma babá. — foi sincero. — Não. Só estávamos conversando, não se preocupe. — O tranquilizei. — Que bom então, o Noah está na idade que meu Deus, é só ter paciência... A fase da curiosidade chegou, ele é bagunceiro e birrento, mas é um bom garoto, apesar de dar um pouco de trabalho. — sorriu e eu assenti. — A Hannah é um doce de bebê, às vezes custa pegar no sono, ela já engatinha e mexe em tudo, apenas fique atenta com ela, está bem? E como já viu, a Alyson parece uma mocinha apesar da idade, já começou a me contrariar e às vezes costuma aprontar poucas e boas, se tiver um pouco de pulso firme, pode lidar com ela. Amanhã vou te mostrar o mural com o horário e a rotina deles. Eu trabalho de segunda à sexta e só chego à noite. Sou o Vice-diretor numa empresa muito importante no ramo de Tecnologia. — explicou. — Amanhã vou te entregar a agenda onde anotei tudo o que precisa saber, o que eles podem ou não comer, tipo de alergia, e outras coisas importantes. Não precisa cuidar da limpeza da casa, apenas da alimentação deles. — avisou. — Está bem! — concordei. — Quem cuida da limpeza? — perguntei. — Valentina. Uma senhora muito legal, ela vem 3 vezes por semana. — Respondeu. — Mas alguma pergunta? — indagou. Minha língua estava coçando, eu estava louca para perguntar sobre a mãe das crianças, mas seria indiscreto da minha parte... Como ele era pai solteiro, e nenhum momento mencionou sobre a mãe dos meninos, talvez tocar no assunto seria delicado demais. — Não, senhor. — Balancei a cabeça. — Vou ver se as minhas roupas já secaram. Preciso ir. — falei. — Tem carro? — me olhou curioso. Caramba... Ele era ainda mais bonito de perto. — Não. Vim de ônibus. Mas vou pegar um Uber. — expliquei. — Eu te daria uma carona, mas as crianças não podem ficar sozinhas. — se justificou. — Não se preocupe, vou de Uber mesmo. — Falei. — Você sabe dirigir, não é? Pois vai precisar levar o Noah e a Alyson para a escolinha. — me informou. — Sei sim. — confirmei. — Ótimo. Gostei de você, as crianças também vão gostar. — sorriu amistoso. Ele tinha um sorriso torto muito fofo. — Obrigada por estar me dando essa oportunidade. — agradeci sorrindo para ele. Após aquela conversa, peguei minhas roupas na lavanderia e me troquei no banheiro mais próximo. Me despedi do Sr. Benson e das crianças, e fui pra casa feliz pra caramba, pois eu tinha conseguido um emprego. [...] — Vou sentir tanto a sua falta, amiga. — Carly me abraçou chorosa. Apertei seu corpo delicado contra o meu sentindo o seu cheirinho de cereja. — Eu também, Mel. Você vai fazer falta mesmo, principalmente nas noites de sexta. — lamentou o namorado da minha amiga, me fazendo rir. — Gabriel! — A morena exclamou ralhando com ele e eu ri. — Brincadeira, amorzinho. — Ele riu sem jeito. — Mas quem vai fazer lasanha agora? Nossas sextas não serão mais as mesmas! — disse brincalhão me puxando para um forte abraço. — Prometo te passar a receita, o segredo tá no molho! — dei tapinhas nas costas dele. Ele me soltou e Carls me olhou com aqueles olhos meigos marejados. — Promete me ligar quando tiver tempo? — fungou. — Claro, Carls. Ligarei ou mandarei mensagens. — sorri quando o grandão a abraçou de lado lhe dando consolo. Eles formavam um belo casal apesar das diferenças. — E mais uma vez, obrigada por tudo. Vocês são bons amigos, jamais esquecerei o que fizeram por mim. — me emocionei muito grata. Eles tinham me acolhido e me ajudado com tanto carinho. Ambos incríveis com o coração maravilhoso. — Vou te ajudar. — meu amigo se ofereceu para pegar minhas poucas bagagens. Sim, amigo. O Gabriel havia se tornado um irmão, assim como a Carly que era como uma irmã para mim. Abracei a morena mais uma vez e fui embora com o coração apertado, ela ficou chorando e eu me segurava ao máximo para não derramar as lágrimas... Sempre odiei despedidas. — Posso te dar uma carona.Chegamos ao parque, logo Ally e Jake apressaram o Douglas para pegar as bicicletas. Era um comecinho de tarde muito bonita, milagrosamente com o tempo agradável e fresco, o céu estava claro, com nuvens em forma de algodão. Já tínhamos visto que não tinha previsão de chuva naquele dia. Tiramos os bebês das cadeirinhas. — Já está ficando pesadinha, mocinha. — Sorriu para Hannah. Ela mostrou os dentinhos de leite, apertou o nariz dele e soltou uma risada nos contagiando. Ajeitei o Alex dentro do bebê-conforto. — Não vão para longe, crianças! — Avisei para os dois que montaram em suas bicicletas. — Tá, mamãe. — Ally assentiu. — Quero andar de bicicleta com eles, mamãe. — Noah puxou minha blusa. Como a bicicletinha de rodinhas estava com uma roda furada, não levamos. Douglas tinha esquecido de mandar consertar. — Sua bicicleta está em casa, querido, que tal ajudar a mamãe? Pegue a cestinha de doces. — Pedi gentilmente. Separei tudo em três cestas, lanches, frutas e sobremesa
— Não peguem nele, o pai de vocês vai dar banho no gatinho. — Eu já tinha a minha resposta. O animalzinho ficaria com a gente. — Precisaremos de uma caixa de areia, ah, vou levá-lo ao veterinário para ver se tá tudo bem com ele. — Avisei. — Tudo bem para mim se estiver para você também. — Sorriu. Ela foi lavar as mãos. — O Alex já tomou a mamadeira? — Olhou para o nosso filho. Ele tinha os olhos dela. — Uhum, também sujou minha camiseta. — Mostrei a mancha esbranquiçada. Mel riu e me deu um selinho. — Mamãe, ele pode se chamar Cookie? — Noah tirou o filhotinho da caixa. — O nome que você quiser, meu anjo. — Sorriu para ele. O Cookie tinha deixado as crianças contentes. Ver a alegria dos filhos realmente não tem preço. [...] Dias depois... (Melanie) — Querida, está tudo bem por aqui? — Dona Emilia perguntou. Era o aniversário do meu moreno. — Tudo ótimo. Eu só preciso dar uma olhadinha no Alex agora. — Enxuguei as mãos. — A Carly já pegou ele. Ela está com a Mandy, ac
Não devia ter deixado a Mel sozinha com a bebê.Ela com certeza escorregou e se machucou com a queda.1 semana depois...(Melanie)— O que está acontecendo, Douglas? — Notei que ele estava muito agitado.No dia que sofri o acidente em casa, caindo e batendo a cabeça, também bati a barriga durante a queda e tive uma hemorragia. Passei 3 dias internada, foi um milagre o bebê ter resistido.Naquela manhã sofri um mal-estar, uma dor tão forte de cabeça e tonturas, eu estava saindo do banheiro, só lembro de ouvir Hannah chorando antes de desmaiar.— Não é nada, amor. Descanse. — Espiou pela janela.Era mentira. Ele estava todo estranho, até mesmo nervoso.— Fala para mim, eu preciso saber, seja lá o que estiver acontecendo. — Pedi angustiada.Pela sua expressão, se tratava de algo grave.— Confia em mim, está tudo sob controle. — Fechou a cortina.Eu precisava de muito repouso. Meu estado ainda era delicado, eu não podia fazer esforço algum.— É ela, não é? — Já estava há dias desconfia
— Tenho uma sobremesa especial para você, amor. Espero que goste. — Entreguei a caixa com o Cupcake ao moreno. Carly colocou a travessa de Brownie cortado sobre a mesa. Todos começaram a se servir. — É de baunilha? — Ele levantou a caixinha com um laço branco. — Seu sabor favorito. Coco cremoso com baunilha. — Falei. Ele abriu a caixinha com todos atentos nele. Douglas rapidamente olhou para mim e depois olhou para dentro da caixinha. — Vou ser... Pai? — Engoliu em seco. Mandei colocarem uma frase no bolinho. "Parabéns, papai!" Palmas nos saudaram. Eu estava muito feliz. Foi algo tão inesperado. Meu moreno ficou lá parado sem dizer mais nenhuma palavra. Nossos amigos pararam de aplaudir junto com a minha sogra e encerraram a musiquinha de felicitações. Eu fiquei super desanimada. Eles saíram nos deixando à sós. — Pensei que ficaria feliz... — Me senti tão boba por ter armado tudo. Eu só queria fazer uma surpresa fofa para ele. — Acontece que fiz Vasectomia depois qu
— Deixa que eu entrego. — Estendi a mão. Ela balançou a cabeça inconformada. — Filho, você não está me reconhecendo? — Levantou e foi até eles. Mel permaneceu parada com ele no colo, Noah abraçou o pescoço dela e encostou a cabecinha no ombro da minha namorada. — Bebê, olhe para mim, sou eu. A sua mamãe. — Aquilo era deprimente. Ela me olhou em desespero com os olhos verdes lacrimejantes. Eu não podia fazer nada, as pessoas colhem o que plantam. Minha loira pegou a caixa e entregou para o Noah. — Como se diz, Nonoh? — Perguntou com gentileza. — Obrigado. — Ele agradeceu pelo presente. — Quero ver minhas filhas! — Melissa engoliu o choro e me olhou desolada. — Hannah está no berço, Ally deve estar acordada. — Ainda era cedo. — Agora vamos escovar os dentes e colocar seu pijaminha? — Mel passou por nós levando nosso filho. Minha ex-mulher me seguiu calada. Encontramos Ally no corredor. — Princesa, como você cresceu! Já é uma mocinha! — Ela correu para abraçar a filha. Min
Sra. Benson e nossos amigos tinham as bolsas com as mudas de roupas lá no quarto. Eles só iriam embora quando a festinha do Noah acabasse. — A Hannah acordou. — Mandy surgiu com o filho no colo. Me apressei indo pegar a bebê. [...] (Douglas) Os convidados chegaram, a maioria criança. Convidei vizinhos que trouxeram seus filhos e outros amigos que também trouxeram até os sobrinhos. Ver meu filho tão alegre também me deixava feliz. Meu rapazinho estava completando 5 aninhos. Nunca vou esquecer de sua expressão quando Billy e Gabriel chegaram no jardim carregando o bolo que a Mel fez para o meu pequeno. Noah saiu correndo para ver o bolo de três andares. A loira caprichou na cobertura temática, fez até bonequinhos de pasta americana, Minions comestíveis para a alegria da criançada. A mesa do bolo estava repleta de docinhos amarelos e Cupcakes azuis. Ally convidou os coleguinhas e isso incluía o Wesley. Tive que aturar os dois juntos na festinha da Laura. — Quer um pouco de br







