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last update Data de publicação: 2022-09-24 12:11:50

Enquanto eu tomava banho, eu me perguntava sobre a vida de Jane aqui. Ela me disse que seu negócio de restauração estava indo de vento em popa nos últimos dois anos, e já que ela tinha vários funcionários em tempo integral, bem como uma assistente pessoal, eu assumi que ela estava dizendo a verdade. O que eu não conseguia entender era como ela conseguiu fazer dinheiro o suficiente para pagar um lugar como este. Eu tinha feito minha pesquisa. O custo de vida na Califórnia era maior do que em Ohio. Parecia que Jane tinha tido muito mais sucesso do que ninguém em nossa família imaginava.

Ou, pelo menos, era isso que eu estava esperando.

Jane passeava em seu apartamento em algum momento mais tarde naquela noite. Acordei com uma sala mal iluminada, ouvindo uma voz pouco familiar chamando meu nome. Levei um minuto para que meu cérebro se orientasse. Eu estava me sentando quando a porta se abriu.

— Aí está você.

Fiz uma careta quando olhei contra a luz brilhante que vinha do corredor. Corri a mão pelo meu cabelo, que com certeza parecia um ninho de ratos depois de dormir com ele molhado. Eu também tinha certeza que tinha babado em algum lugar do travesseiro, pois sentia a boca e a bochecha úmidas.

Jane, por outro lado, parecia exatamente como eu me lembrava. Completamente linda. Eu sabia na minha cabeça que parecíamos iguais, mas uma parte de mim sempre me imaginava como o patinho feio. Não importava o quanto eu tentasse, eu sempre acabava pensando dessa forma. Era loucura? Sim, era. Mas era assim.

— Que horas são? — Eu murmurei enquanto procurava pelo meu celular.

— Ahm, mais ou menos seis. Quer alguma coisa? — Jane virou-se e saiu pelo corredor.

Levantei-me e tropecei antes de chegar ao banheiro, ainda tentando limpar a minha cabeça. Joguei um pouco de água fria no meu rosto, e no momento em que encontrei Jane na cozinha, eu já estava me sentindo um pouco mais eu mesma. Ela estava remexendo na geladeira, cantarolando algo que eu não conhecia. Encostei-me ao balcão e esperei que ela me olhasse.

— O que você acha? — Jane perguntou quando se endireitou. — Comida chinesa, tailandesa ou outra coisa?

Eu balancei a cabeça e ri. — Você está me dizendo que a dona de um restaurante de sucesso chega em casa e como esse lixo?

Jane sorriu, com os olhos brilhando. — Nem sempre. Mas é uma ocasião especial.

Eu ri novamente. — Ocasião especial? Olha, eu vou embora hein...

Ela estendeu um cardápio. — Lembro-me de como você implorou à mamãe e ao pai para deixá-la comer algo assim em um dos seus aniversários, mas...

— Mas mamãe insistiu em fazer macarrão e almôndegas com molho caseiro. — Eu continuei a memória.

— E ela disse que era o seu prato favorito.

Peguei o cardápio e olhei, com a testa franzida pela lembrança.

— Mas era o favorito do RJ.

Um momento de silêncio caiu entre nós, cheio de coisas que não dizíamos. Que nossos pais sempre pareciam se lembrar das coisas favoritas do RJ, e nunca das nossas. Nossos pais nos amavam, mas era claro quem era o filho favorito deles.

— Então... chinesa, tailandesa ou o quê? — Perguntou Jane, tirando-me das nossas lembranças.

— Qual é o melhor? — Perguntei, tentando parecer que eu estava lendo as opções em vez de evitar olhar para a minha irmã. Eu sabia que seria um pouco estranho no início, uma vez que não nos víamos havia muito tempo. Eu só esperava que o constrangimento não fosse durar.

E isso não aconteceu. Uma vez que a nossa comida chegou, fomos para a varanda para comer, e eu tive a chance de aproveitar a vista incrível. Nós conversamos sobre a refeição, o molho doce e azedo do frango e sobre o tipo de vinho que estávamos tomando, o que fez com que ficasse claro para mim que eu tinha tomado a decisão certa em vir para cá.

Nós não ficamos conversando até tarde, embora fosse sábado à noite. Jane teve um dia longo de negociação com um dos seus fornecedores de alimentos, e eu ainda estava me adaptando à diferença de tempo de três horas. Na manhã seguinte, no entanto, eu estava pronta para andar pela cidade e conhecer tudo o que pudesse.

Minha irmã me levou a todos os seus lugares favoritos, mostrando-me não só os clássicos locais de Hollywood, mas todos os pequenos lugares que eu nunca teria visto se tivesse ido sozinha. Eram os típicos lugares que pessoas que planejavam viver ali precisavam conhecer.

Passamos o dia todo fora e no momento em que voltamos para o apartamento, eu estava um pouco queimada do sol, muito cansada, e ansiosa para o amanhã. Animada para começar um novo capítulo na minha vida.

Acordei cedo, ainda afetada pelo fuso horário, sem dúvida, mas eu teria acordado cedo de qualquer maneira. Hoje era a minha introdução ao trabalho de gestão. Nós caminhamos até o restaurante, embora Jane me assegurasse que ambas estaríamos cansadas o suficiente para pegar um táxi de volta à noite. Kimberly, assistente de Jane, apareceu alguns minutos depois que chegamos lá, mas o restante da equipe não chegou até mais tarde.

Depois que Jane me mostrou o lugar, ela me deixou no escritório para analisar tudo o que o antigo gerente tinha deixado para trás. Tanto as coisas que ele tinha feito antes de sair, como as que se acumularam depois que ele se foi. Havia uma abundância de ambas.

Eu não pude verificar tudo no primeiro dia, ou no próximo. Na verdade, eu só fui terminar na metade do dia. Da quinta-feira. E mesmo assim, eu não terminei inteiramente, terminei apenas o suficiente para que eu fosse capaz de fazer uma pausa para ajudar Jane a se preparar para a grande festa que ela iria atender no Hollywood Hills na sexta-feira à noite.

Eu não tinha percebido o quanto realmente era complicado trabalhar na gestão de um restaurante. Eu tinha estudado administração e tinha crescido em uma família que tinha um negócio, então eu, é claro, tinha uma ideia teórica de como as coisas funcionavam. Mas eu também tinha escutado meus pais falando havia anos sobre como Jane estava desperdiçando sua vida, como ela nunca seria capaz de fazer uma vida real, porque esse não era o tipo de negócio que podia realmente prosperar.

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Último capítulo

  • Minha Submissa    Epílogo

    Apollo era provavelmente o bilionário mais obscuro de Los Angeles, e eu sabia que ele não gostava de usar sua influência para fazer as coisas. Mesmo assim, ele tinha feito isso por mim quando Jane foi sequestrada, e quando soube que Howard e Kimberly iriam a julgamento, ele fez novamente.E, portanto, ele quis jogar golfe com algumas pessoas importantes. Não havia muito o que se fazer, mas Apollo conseguiu que a data fosse mudada para que todos estivéssemos mais confiantes e preparados.Então, agora, estávamos no meio de setembro, e eu estava sentada na fileira atrás do promotor com Apollo de um lado e Jane do outro. Eu estava segurando a mão dele com uma mão, seus dedos se entrelaçavam aos meus, e Jane estava agarrada à minha outra. O namorado dela, Michael, estava do outro lado dela, com o braço em volta dos seus ombros. Jane era uma das pessoas mais fortes que eu conhecia, mas ela precisava do nosso apoio durante esta coisa toda.Os médicos do hospital estavam certos quando dissera

  • Minha Submissa    31

    — Tudo bem?O tom do Apollo era tão enganosamente casual quanto sua pose, encostado à parede com os braços cruzados sobre o peito. Ele estava tentando fazer parecer que tudo o que aconteceu estava bem para ele. E eu poderia me apaixonar por ele.Se não tivesse ouvido sua confissão na noite passada.Eu balancei a cabeça.— Expliquei a ela o que aconteceu entre nós.Ele desencostou da parede.— E como exatamente você fez isso?Fui até ele, fechando a distância entre nós, até estarmos a poucos centímetros um do outro.— Eu não acho que é isso o que realmente você quer saber.Ele levantou uma sobrancelha.— Não é?Eu balancei a cabeça e dei mais um passo. Coloquei minha mão em seu peito e senti a batida, agora familiar, do seu coração.— Eu acho que você quer saber o que diabos vai fazer comigo. — Subi minha mão pelo seu peito até ficar em volta do seu pescoço. — O seu mundo não foi o único que virou de cabeça para baixo esta semana, Apollo.Seus olhos se arregalaram, em seguida, se estre

  • Minha Submissa    30

    Empurrei de lado as emoções confusas que queriam vir à tona. Este não era o momento nem o lugar para isso. Apollo ficou ao meu lado enquanto caminhávamos em direção à recepção. Quando chegamos, ele colocou a mão na base da minha coluna.— Estou aqui para ver a minha irmã. — Eu disse para a mulher mais velha atrás do balcão. — Jane Hunter.Seus olhos se arregalaram um pouco, e eu soube que ela deveria ter ouvido sobre o que foi que aconteceu.— Claro. Os detetives disseram que você viria.Ela nos deu instruções rápidas, e nos indicou em qual porta deveríamos entrar. Teria sido fácil encontrar o quarto da Jane, mesmo se não tivéssemos tido instruções. Detetive Bison estava do lado de fora da porta ao lado de um policial.— Senhorita Hunter. — O detetive disse assim que me viu. — O médico está com a sua irmã agora, terminando algumas perguntas. — Ele olhou para Apollo. — Sr. Hendrix.— Detetive. — Apollo assentiu, mas não disse mais nada.Houve um momento de silêncio constrangedor antes

  • Minha Submissa    29

    Na cabana, Apollo e eu não tínhamos realmente dormido juntos. Nós dois cochilamos um pouco depois do sexo, mas quando acordamos, voltamos aos nossos quartos separados. E eu tinha dormido bem lá, na soneca nos braços do Apollo, ou na cama do quarto de hóspedes. Porém, a noite passada eu não tive um sono tranquilo. Eu dormi profundamente, mas fui atormentada por pesadelos.Um foi sobre a Jane. Recebendo um telefonema onde os detetives diziam que era tarde demais, que eles tinham encontrado apenas o corpo dela. Outro foi sobre os nossos pais. Eles me culpavam por não ter percebido o envolvimento da Kimberly antes. Teve o em que eu fui presa por ser uma irmã má e gastar todo o meu tempo fazendo sexo em vez de me preocupar com a Jane. E ainda, um em que os policiais encontravam a Jane viva, mas ela me odiava por eu estar com o Apollo.Eu tive uns sobre ele também. Um em que ele me dizia que eu não era o suficiente para ele, que eu não tinha sido uma aprendiz boa o bastante. Outro em que el

  • Minha Submissa    28

    Eu gozei. Gritando seu nome e tremendo descontroladamente. Ele ficou de joelhos e me levou consigo, mantendo minhas costas coladas no seu peito. Depois segurou meus dois peitos com as mãos e os apertou enquanto me fodia com força e muito rápido.— Ah, Jessica. — Ele berrou. — Eu vou gozar.E então eu gozei novamente, sem aviso prévio, enquanto Apollo se esvaziava no meu ânus, com a boca no meu ombro, deixando outra marca na minha pele. Eu me senti solta, como se todos os membros do meu corpo tivessem sido separados e, em seguida, colocados de volta, mas não tão apertados. Eu sabia que meu corpo relaxaria após um orgasmo, mas isso era algo diferente. Como se a combinação de tudo o que ele tinha feito hoje, de alguma forma, tivesse tirado até a última gota de tensão de mim.Estremeci quando ele saiu de mim, mas não me movi quando ele saiu da cama. Eu podia me sentir a deriva na neblina de orgasmos e bom sexo, e eu não que isso acabasse. Eu queria apenas ficar ali, pairando, sem nenhum p

  • Minha Submissa    27

    Dizer que Apollo Hendrix tinha resistência seria um eufemismo, para dizer o mínimo. Depois que eu pedi ajuda para esquecer a realidade da minha vida, ele me colocou sobre a cama, tirou apenas as peças essenciais de roupas, e me fez gozar muito rápido. Então nós fomos para a cozinha, onde ele me fez um jantar que só poderia ser chamado de magnífico.Isso foi há três horas.Desde então, ele me deu uma massagem no corpo inteiro, transou comigo novamente, na sala em frente à televisão, e em seguida, tomei um banho. Ou melhor, ele me banhou. Eu imaginava que daríamos a noite por encerrada depois de tanto sexo, mas então ele começou a tocar um lugar totalmente novo em mim.Engoli em seco quando o seu dedo, liso por causa do sabonete, pressionou o meu ânus.— Apenas respire, querida. — Ele murmurou. — Isso vai arder um pouco, mas eu vou fazer você se sentir muito bem.Olhei para cima para que meus olhos encontrassem os dele, e então assenti. Relaxei, sibilando o ar entre os dentes, quando el

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