تسجيل الدخول— Dante… — falei seu nome e percebi o quanto minha voz estava emocionada.Senti meus olhos arderem e uma vontade enorme de chorar tomou conta de mim, ainda mais quando me lembrei de tudo o que Júlia havia me contado. Por alguns segundos, precisei me controlar para não deixar as lágrimas caírem.— Fabi… — ele chamou meu nome.A maneira como sua voz chegou aos meus ouvidos tornou ainda mais difícil segurar o que eu estava sentindo. Respirei fundo e caminhei em sua direção, tentando me manter firme, mas bastava olhar para seu rosto machucado para sentir aquele aperto dentro do peito outra vez.Quando cheguei perto da cama, parei diante dele.— Como você está? — perguntei, embora olhar para ele daquele jeito já fizesse a pergunta parecer quase desnecessária.— Estou tentando ficar bem — respondeu. — Ainda é difícil assimilar tudo o que aconteceu.— Sim, é verdade.— Renner me disse que você foi ficar com a sua mãe.— E eu fui, mas daí meu irmão apareceu e ficou lá para que eu pudesse fica
— Tem certeza? Porque, pelo jeito que me olhou, parece que queria falar alguma coisa.— É que algumas coisas passaram pela minha cabeça, mas tenho certeza de que você não seria idiota o suficiente para fazer uma coisa dessas.— É mesmo? Que tal compartilhar comigo o que pensou?A maneira como falou soou quase como um desafio.De repente, minha mãe começou a se remexer na cama e, em seguida, abriu os olhos.— Mãe… — aproximei-me dela.— Fabi… Como você está?— Não deveria ser eu a fazer essa pergunta?— Eu estou bem, filha. Senti um pouco de dor durante a madrugada, mas a enfermeira me deu uma medicação.Em seguida, ela olhou para o outro lado e viu Flávio sentado na outra cadeira.— Até que enfim você está aqui, filho. Sua irmã te ligou várias vezes e você não atendeu. Fiquei preocupada.— É que eu estava nos corres, mãe. Não vi o celular tocar.— Que tipo de corre? — perguntou, preocupada.— Atrás do pão de cada dia — respondeu.Percebi haver certa zombaria em sua resposta, mas não d
— Ué, esse é o seu horário de trabalho e, pelo que sei, você se dedica muito àquele seu juiz — respondeu, sem tirar o sorriso debochado do rosto.— Ele não é meu juiz. E se dedicar ao trabalho não é nenhum defeito.— Ah, claro.— Por que não atendeu às minhas ligações? — Viviane voltou a falar. — Não disse que ficaria com a mãe?— Sim, eu disse, mas estava descansando um pouco.— Descansando? De quê, se não faz nada?— Isso é o que você pensa. Eu trabalho muito.— Ai, Flávio, se eu não estivesse tão cansada, até gastaria saliva para falar umas verdades para você, mas vou para casa. Você e a Fabi se entendam aí sobre como vão revezar os cuidados com a mãe, porque eu não posso passar mais uma noite aqui. Preciso trabalhar.— Não se preocupe. A Fabi e eu sempre nos entendemos.Antes de sair, minha irmã me encarou mais uma vez, como se ainda esperasse que eu dissesse alguma coisa sobre a conversa que tivemos antes de Flávio aparecer. Porém, eu não disse nada. Apenas me virei.— Vou ver no
Quando cheguei ao hospital, precisei esperar por minha irmã na sala de espera, já que não permitiram que meu sobrinho entrasse para ver minha mãe. Quando Viviane finalmente apareceu, bastou olhar para a expressão dela para perceber que não estava nada satisfeita.— Por que demorou?— Estava resolvendo algumas coisas — expliquei.Ela se aproximou e praticamente tirou Vini do meu colo com certa brutalidade, deixando claro que estava irritada.— Por que não me contou?Franzi a testa.— O quê?— Que trabalhava para aquele homem.Não precisei perguntar de quem estava falando.— Não vi motivo para contar isso para você.— Ah, não? — ironizou. — Se não me engano, nós brigamos justamente por causa dele.— Você brigou por causa dele, eu não — rebati. — Deixei claro desde o início que não tinha nenhum interesse nele, mas você não quis me ouvir. Preferiu partir para a agressividade.Viviane apertou os lábios e me encarou.— Mesmo assim, poderia ter me contado.— Para quê? Para você fazer exatame
Antes de sair do hospital, perguntei a Renner se sabia onde Júlia estava. Ele me explicou que ela havia levado Vini para um apartamento no centro que pertencia a Dante. Peguei o endereço, chamei um táxi e fui até lá buscar meu sobrinho.Júlia abriu a porta assim que toquei a campainha.— Oi. Vim buscar o Vini.— Ele está ali na sala.Entrei e logo o encontrei distraído, assistindo à televisão.— Como ele se comportou? — É um anjinho. Não deu trabalho nenhum.Sorri aliviada.— Ainda bem. E como estão as coisas na casa? Sabe de alguma coisa?— A polícia ainda está investigando. Pelo que me disseram, há muita bagunça e eles precisam ser minuciosos antes de liberar o local.— Imagino.Só de pensar em voltar para aquela casa depois de tudo o que havia acontecido, senti um desconforto estranho.— Também estão tentando entender exatamente como aqueles homens conseguiram entrar — Júlia continuou.— Renner me contou sobre os seguranças.— Foi assustador, Fabi. Ninguém percebeu nada até eles j
Aquilo me deixou muito preocupada, porque a sensação de vulnerabilidade aumentava ainda mais. Só de pensar que poderia haver alguém rondando a casa, observando os moradores e conhecendo detalhes da rotina de cada um, me causava arrepios.— Isso é assustador, Renner.— Eu sei.— Se sabiam até que Gabriela costumava mandar comida para os seguranças, significa que podem saber muitas outras coisas.Ele assentiu, demonstrando estar tão preocupado quanto eu.— É justamente isso que a polícia está tentando descobrir.Engoli em seco e levei a garrafa de água novamente à boca. Até poucas horas atrás, eu me sentia completamente segura naquela casa. Havia câmeras e seguranças por toda parte. Agora, tudo aquilo parecia não significar absolutamente nada.— E se tentarem voltar?— Depois do que aconteceu hoje, pode ter certeza de que ninguém vai entrar naquela propriedade com a mesma facilidade novamente.Queria acreditar nele, mas ainda era difícil. O medo estava recente demais.— Eles levaram mui







