FAZER LOGINBoa noite, só postarei dois capítulos hoje porque não estou me sentindo muito bem.
Eu havia prometido a Gabriela que minha rotina na Inglaterra seria menos corrida e que faria questão de passar mais tempo ao lado dela, acompanhando de perto aquela nova fase de sua vida. Mas agora havia mais um motivo pelo qual eu estava disposto a lutar.Durante minhas primeiras semanas na Inglaterra, comecei a pesquisar sobre a Universidade de Oxford e descobri que a Faculdade de Direito estava com um processo seletivo aberto para contratar um professor de Direito Penal.Eu tinha doutorado em Direito, experiência no magistério universitário e anos de atuação na magistratura brasileira. Além disso, ao longo da minha carreira, havia construído uma sólida reputação internacional, participado de importantes conferências jurídicas e estabelecido relações profissionais com magistrados, juristas e acadêmicos de diferentes países. Essa influência, somada à minha formação e experiência profissional, certamente poderia contribuir para alguma coisa.Decidi, então, apresentar minha candidatura
Dante AlencarMinha vinda para a Inglaterra aconteceu de maneira rápida. Assim que meu avião aterrissou, liguei o celular e me deparei com dezenas de mensagens e ligações perdidas de Renner, todas perguntando se eu já tinha visto o vazamento das minhas fotos com Viviane.“Sim, eu vi”, limitei-me a responder.A resposta dele veio quase imediatamente.“O que quer que eu faça? Devo ameaçar processar quem continuar divulgando essas fotos e exigir que sejam apagadas imediatamente?”“Não. Não precisa fazer nada”, respondi.Renner visualizou a mensagem no mesmo instante e, poucos segundos depois, meu celular começou a tocar. Atendi, já imaginando o que ouviria.— Dante, você está louco? — disparou, antes mesmo que eu pudesse cumprimentá-lo. — Sabe a proporção que essas fotos podem tomar?— Sim, eu sei.— E vai mesmo deixar que continuem circulando por aí?Eu sabia que deveria encontrar uma maneira de tirar aquelas fotos de circulação, mas Marcus havia deixado bem claro que, se eu tentasse fa
Eu não queria sentir ciúmes, mas, por mais que tentasse negar, sabia que era exatamente aquilo que estava sentindo naquele momento. Não de Valen, porque confiava nela e sabia que jamais faria alguma coisa para me magoar. Meu ciúme era da situação, de imaginar Dante dedicando a outra pessoa a atenção que, até pouco tempo atrás, parecia tão determinado a dedicar a mim. E o pior era saber que eu não tinha o menor direito de me sentir daquela maneira, afinal, tinha sido eu quem tanto insistiu para que ele se afastasse.— Acho que nós duas conseguimos o que queríamos dessa vez — Valen continuou, ainda sorridente. — Você vai conseguir manter distância dele, e eu vou ter a oportunidade de me aproximar um pouco mais da vaga de emprego que tanto desejo.— É verdade — concordei, tentando acompanhar seu entusiasmo. — Parece que tudo acabou dando certo.— Exatamente! Você sabe o quanto essa experiência pode ser importante para o meu currículo? Trabalhar diretamente com um professor como Dante Ale
Não sabia explicar o que senti ao ler aquela mensagem. Fiquei olhando para a tela do celular por alguns instantes, tentando assimilar a informação. Li e reli aquelas palavras várias vezes, sem conseguir organizar os pensamentos ou decidir o que responder.Na última conversa que tive com Dante, ele havia sido tão claro e decidido ao afirmar que não falaria com o diretor para mudar aquela decisão. E agora, de repente, Valen aparecia com aquela notícia. O que teria acontecido nesse intervalo de tempo para fazê-lo mudar de ideia? Tentei encontrar alguma explicação, repassei mentalmente tudo o que havia acontecido desde que chegamos à casa dele, mas não consegui chegar a nenhuma conclusão. Por fim, desisti de procurar respostas e apenas digitei:“Não sei, mas ainda bem que ele fez isso. Caso contrário, eu mesma faria.”Assim que enviei a mensagem, bloqueei a tela do celular e o joguei sobre a cama, ao meu lado. Eu deveria estar feliz, não deveria? Afinal, era exatamente o que queria desde q
Ela desviou o olhar e voltou a organizar as roupinhas, como se aquele gesto pudesse disfarçar seu constrangimento. O silêncio que se seguiu apenas reforçou minha impressão de que não havia argumentos capazes de justificar o comportamento de Dante.— Você tem razão — comentou, por fim, sem interromper o que estava fazendo. — Não sei o que aconteceu com o doutor, muito menos por que fez aquilo.— Agora entende por que não acredito nesse sentimento tão grande que dizem que Dante sente por mim, não entende? — questionei. — Ele não me ama, Júlia. Na verdade, já nem sei se algum dia chegou a me amar de verdade. Ele sabia muito bem o que estava fazendo quando decidiu se envolver com a minha irmã. Conhecia minhas fraquezas, sabia exatamente onde me atingir e o quanto aquilo me machucaria. Mesmo assim, fez. Sem hesitar, sem se importar com a dor que me causaria. Eu poderia aceitar que ele se envolvesse com outra pessoa. Entenderia até se estivesse apenas tentando seguir em frente, assim como e
Fiquei imóvel, tentando assimilar aquilo.— Como assim, por minha causa? — questionei, sentindo o coração acelerar.Aparentemente confusa com minha reação, Gabriela franziu a testa.— Ué, achei que você soubesse.Balancei a cabeça lentamente. Não, eu não sabia do que ela estava falando.— Espera aí — disse, mudando repentinamente de expressão. — O que está acontecendo entre você e meu pai?— Não está acontecendo nada — respondi, tentando parecer indiferente. — Apenas o reencontrei por coincidência na universidade e descobri que ele será meu professor.— Por coincidência? — repetiu, arqueando uma sobrancelha. — Não foi por coincidência, Fabi. Meu pai estava procurando por você. A única coincidência nessa história foi termos nos mudado para a Inglaterra, justamente onde você estava estudando. Quando chegou aqui e descobriu que você estava em Oxford, decidiu se tornar professor da universidade só para ficar perto de você.Fiquei completamente atônita com aquela revelação. Não conseguia a







