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16 - FERA – DUAS SEMANAS LONGE

Author: Crisfer
last update publish date: 2026-10-01 20:37:14

Eu estava em Petrópolis.

Uma casa grande, discreta, comprada anos atrás com o dinheiro do tráfico. Vista para as montanhas, ar puro, silêncio. O tipo de lugar onde um homem como eu deveria conseguir pensar com clareza. Mas meu pensamento não estava ali. Estava no morro. Na Cecília. Sempre nela.

Por mais que eu soubesse que ela era a “namoradinha” do Steve, eu não conseguia respeitar isso. Até porque Steve não era o tipo que namora. Eu o criei assim. Eu o incentivei a ser exatamente o cara que
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    A nossa transa estava uma coisa de louco. Os nossos corpos completamente suados, a cama rangendo, o cheiro de sexo impregnando o quarto escuro. Eu não via nada por causa da venda, mas sentia tudo com uma intensidade absurda. Ele metia freneticamente, fundo, sem piedade, como se tivesse usado alguma coisa pra durar tanto tempo. Cada estocada me arrancava um gemido que eu nem conseguia segurar. — Isso, Urso… mais… mais… — gemia, a voz rouca de tanto prazer. — Shhhh… — ele mandou eu ficar quieta, colocando o dedo indicador nos meus lábios. Eu sorri contra o dedo dele. Aquilo era muito diferente. Jéssica tinha razão. Ele tinha um fetiche. Só podia ser. Quando eu estava vendada, ele virava uma fera impossível de ser contida. Nos últimos dias o sexo tinha sido rápido, mecânico, quase sem graça. Três, cinco bombadas e acabava. Mas agora… agora ele estava me fodendo como na primeira noite. Como se o corpo dele tivesse memorizado exatamente o que me fazia tremer. Do nada ele saiu de den

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    A voz dela ainda ecoava no quarto quando eu me sentei na cama. “Vem… me venda como naquele dia.” De olhos fechados. Parada na porta do meu quarto. Acreditando que eu era o Steve. Eu deveria ter falado. Deveria ter dito meu nome, mandado ela embora, fechado a porta na cara dela. Qualquer coisa que impedisse o que eu já sabia que ia acontecer. Ela era a porra da garota do meu filho. Eu tinha comido ela uma vez por engano. Continuar agora seria cruzar uma linha que eu mesmo tinha desenhado há décadas. Mas o meu corpo não obedeceu. Me levantei em silêncio. O pau já estava duro só com a voz dela. Só com a memória daquela primeira noite. Lutei contra o instinto por longos segundos, parado no meio do quarto, olhando a silhueta dela contra a luz fraca do corredor. Cada fibra minha gritava para parar. Cada princípio que eu tinha construído mandava eu recuar. Foi impossível obedecer. Caminhei até a porta. Fechei com cuidado e girei a chave. O clique seco ecoou no silêncio. Depois fui até

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    Eu estava terminando de tampar os últimos bolos de pote quando a porta abriu sem bater. Jéssica entrou com aquele sorriso de quem já tinha tramado alguma coisa. — O que você está fazendo aqui a essa hora, doida? Ela largou a bolsa no sofá e cruzou os braços, olhando pra mim com cara de quem não aceitaria não como resposta. — Vim ficar com o Arthur pra você poder ir fazer aquela surpresa pro Urso. Soltei a tampa do pote na mesa e virei pra ela, já balançando a cabeça. — Que? Não inventa. Eu não vou aparecer sem avisar. — Vai sim. E vai descobrir se ele consegue a alta performance como na primeira vez. — Não, amiga. A gente nem namora direito. Não vou. Jéssica se aproximou, puxou a cadeira e sentou na minha frente, séria. — Vai sim, Ceci. Eu vou estar aqui te esperando pra saber tudinho. Você mesma disse que está cansada desse sexo rápido e mecânico. Então vai lá e muda o jogo. Aparece de surpresa. Pede pra ele te vendar de novo. Vê se a coisa esquenta. Fiquei em silêncio, mor

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    17 - URSO – TENHO GARRAS

    Eu nem lembrava direito onde tinha encontrado aquelas duas. Depois de cheirar umas carreiras no banheiro da birosca, a cabeça já estava em outro lugar. Nada mais importava. Só o tesão, o barulho do funk e a vontade de foder. Quando me dei conta, já estava na sala de casa com as duas: a loira seminua, seios enormes pra fora, e a morena colada em mim, cheia de má intenção, a mão escorregando pela minha calça. A gente se pegava sem pressa, rindo, bebendo, fumando. A loira beijava minha boca enquanto a morena dançava colada, rebolando contra minha coxa. Eu estava chapado o suficiente pra achar que aquela noite ia ser longa e boa. Foi quando a porta da frente abriu. Meu pai. Ele parou na entrada da sala, olhou a cena com aquela cara fechada de sempre e soltou seco: — Sala não é lugar pra isso. O clima quebrou na hora. Eu ri, tentando disfarçar o incômodo. Peguei as duas pela mão e subi as escadas. Sempre o mesmo. O velho nunca entendeu que eu precisava do barulho, das mulheres, da

  • NAS GARRAS DO MEU SOGRO    16 - FERA – DUAS SEMANAS LONGE

    Eu estava em Petrópolis. Uma casa grande, discreta, comprada anos atrás com o dinheiro do tráfico. Vista para as montanhas, ar puro, silêncio. O tipo de lugar onde um homem como eu deveria conseguir pensar com clareza. Mas meu pensamento não estava ali. Estava no morro. Na Cecília. Sempre nela. Por mais que eu soubesse que ela era a “namoradinha” do Steve, eu não conseguia respeitar isso. Até porque Steve não era o tipo que namora. Eu o criei assim. Eu o incentivei a ser exatamente o cara que ele é hoje: impulsivo, mulherengo e rápido pra descartar. Ensinei que sentimento é fraqueza. Que mulher é prazer passageiro. E agora, pensar que a Cecília estava nas mãos dele me deixava profundamente incomodado. De uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Era ciúme. Era raiva. Ela era o tipo de mulher que merecia um homem fiel. Alguém que a olhasse e visse mais do que um corpo gostoso e uma história difícil. E eu, conhecendo o Steve melhor do que ninguém, sabia que ele jamais conseguiria

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    CECÍLIA – DUAS SEMANAS Já faziam duas semanas que eu e o Urso estávamos juntos. Pelo menos era assim que eu considerava. Na minha cabeça a gente estava namorando. Na prática… eu não tinha certeza de nada. Ele nunca tinha falado a palavra “namoro”. Nunca tinha se declarado. Nunca tinha pedido exclusividade. Só aparecia, me beijava, me comia rápido e ia embora. E eu, boba, continuava abrindo a porta e o meu coração pra ele. O problema era que nunca mais tinha rolado como naquela primeira vez. Naquela dia da venda, do quarto escuro, do corpo pesado e dos gemidos que eu nem conseguia controlar… aquilo tinha sido diferente. Intenso. Demorado. Ele tinha me feito gozar, me chupado, me fodido como se eu fosse a única mulher do mundo. Depois… depois virou outra coisa. Urso mais parecia um coelho afobado. Três, às vezes cinco bombadas dentro de mim e ele já gozava. Rápido. Prático. Sem muita conversa. Sem muita demora. Eu mal começava a sentir o prazer de verdade e ele já estava terminand

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