FAZER LOGINMeu nome é Steve, mas todo mundo aqui no morro me chama de Urso. Tenho 23 anos e sou o subchefe do morro. Futuro herdeiro. Filho do Fera. Nasci e cresci pra assumir esse trono, e porra, eu nasci pra isso. Alto, 1,88m, musculoso, barba cerrada, tatuagens nos braços e no pescoço. As garotas do morro me olham e já sabem quem manda. Eu gosto de festa, de droga, de bebida e de chamar atenção. Diferente do meu pai, que vive nas sombras, eu prefiro o barulho. Ação. Impulso. Atenção.
Sou realmente muito impulsivo. Às vezes penso depois. Às vezes nem penso. Mas aquela manhã eu tava com a cabeça fudida pra caralho, tá ligado? Não conseguia lembrar do que tinha acontecido com a Cecília. Lembrava da jacuzzi. Do corpo dela molhado, dos amassos quentes. Lembrava dela ir pro banheiro e lembrava que eu subi as escadas e fui pro quarto. Depois… porra. Depois eu só lembro de ter puxado umas linhas, de ter chapado pra caralho e de ter acordado hoje com a cabeça latejando e a memória em branco. Será que eu comi ela? Será que não? A dúvida me irritava. Eu não gostava de não saber. E pior: eu não gostava da ideia de ela achar que eu tinha esquecido depois de tudo. Depois de resolver uns assuntos com o meu pai no escritório, decidi ir ver ela. Precisava saber. Precisava sentir ela de novo. E, se eu tivesse comido mesmo, precisava fazer direito dessa vez. Lembrando de tudo. Peguei a moto preta, a que faz o morro inteiro virar a cabeça, e desci o beco. A casa dela ficava num beco apertado, daqueles que só quem mora conhece direito. Assim que a criançada me viu, já começou a correr atrás. — Urso! Urso! Dá um real! Dá bala! Eu ri, parei a moto e abri a mão. Distribui umas notas e umas balas que sempre carrego no bolso. Deixei eles apertarem a buzina da moto. O barulho ecoou pelo beco e as crianças gritaram de alegria antes de se espalharem cada um pro seu lado, agradecendo. — Valeu, Urso! Desliguei o motor e olhei pra porta. Ela apareceu. Cecília. De shortinho jeans curto, top de alcinha apertado, ela tava mostrando a barriga lisa, as pernas grossas e gostosas, os seios bem marcados no tecido. Descalça. Em casa. Os cachos soltos, o rostinho ainda com cara de quem tinha acabado de trabalhar muito. Porra, como essa garota era gostosa. — Urso? O que tá fazendo aqui? — ela perguntou, surpresa, mas já sorrindo. — Vim te ver. Não vai me convidar pra entrar? — respondi, já descendo da moto. Ela deu um passinho pro lado. — Claro. Entra. Foi a primeira vez que eu entrei na casa dela. A gente sempre se encontrava no beco, trocava uns amassos e cada um seguia pro seu canto. Nunca tinha passado da porta. A casinha era bem simples, mas muito limpa e também era organizada pra caralho. Com cheiro de doce no ar. Na mesa da sala tinha vários bolos de pote enfileirados, prontos pra serem tampados. — Tô te atrapalhando? — perguntei, olhando em volta. — Não. Já terminei. Tô só tampando pra guardar na geladeira. Ela se aproximou. Tinha algo diferente nela. Mais solta. Mais à vontade. Como se a gente tivesse passado de um estágio. Eu não lembrava de porra nenhuma depois da jacuzzi, mas pelo jeito que ela me olhava… alguma coisa tinha rolado sim. Ela se esticou e me deu um selinho na boca. Rápido. Doce. Eu não pensei duas vezes. Puxei ela pela cintura com força e beijei de verdade. A língua entrou na boca dela, explorando, chupando. Ela retribuiu na hora, a boca quente me chupando de volta. Os nossos corpos se entrelaçaram em pé no meio da sala. Senti o peito dela colado no meu, a barriga quente, o cheiro doce da pele. Ela soltou um gemidinho baixo e eu quase enlouqueci. Porra. Eu precisava lembrar. Ou então precisar fazer de novo até gravar na memória. Afastei um pouco o rosto, ainda com a mão na cintura dela. — O teu menino tá aí? — Não. Hoje ele tem escola. Sorri de lado, apertando a bunda dela por cima do shortinho. — Então vamo pro teu quarto? Quero te comer gostoso, gata. Cecília se afastou um pouco, a expressão envergonhada, mas os olhos brilhando. Pegou um pano de prato, jogou por cima dos bolos de pote e foi fechando as janelas uma a uma. Depois se virou pra mim e estendeu a mão. — Vem… Peguei a mão dela e deixei ela me puxar pelo corredorzinho estreito até o quarto. Era pequeno, arrumado, com uma cama de casal simples e o colchão do menino ao lado. Cheiro de limpeza e de mulher. Assim que a porta fechou, eu a puxei de novo pra mim. Beijei com fome. As mãos dela subiram pelo meu peito, tirando a camiseta. Eu desci o shortinho dela sem paciência, apertando a bunda nua. Ela gemeu baixo contra minha boca. Eu tirei o top, soltei os seios gostosos e chupei um mamilo enquanto a empurrava pra cama. Caímos juntos. Eu por cima. Ela por baixo. Os corpos quentes, as mãos explorando, as bocas se devorando. Eu descia beijos pelo pescoço dela, ela cravava as unhas nas minhas costas. O pau já estava duro pra caralho, pressionando contra a coxa dela. Eu queria comer ela. Queria lembrar. Queria marcar. Ficamos ali, nos beijando o desejo subindo como uma onda. Eu ainda não sabia o que tinha acontecido naquela noite. Mas eu ia descobrir. E dessa vez eu ia lembrar de cada segundo com essa gostosa.Quando passei em frente à casinha da Ceci e vi as luzes acesas, não pensei duas vezes. Parei a moto, desliguei o motor e tirei o capacete. Ela, pelo jeito, ouviu o barulho, porque abriu a porta imediatamente. Ela estava linda. Meu olhar desceu rápido pelo corpo perfeito dela — camiseta larga que escondia pouco, shortinho mega curto que mal dava pra diferenciar de uma calcinha, as pernas grossas e macias, os pés descalços no chão frio. O rostinho cansado, mas ainda assim ela era gostosa pra caralho. — Eu vi as luzes acesas… posso entrar? Ela deu passagem sem hesitar. Eu entrei, fechei a porta atrás de mim e me sentei no sofá como se já fosse de casa. A casa era de conceito aberto, então eu conseguia ver ela direitinho na cozinha. Tava trabalhando num bolo, as mãos sujas de creme, o cheiro doce dominando o ambiente. — Tá fazendo bolo essa hora? — perguntei baixo. Não queria que o moleque acordasse e estragasse tudo. — Encomenda de última hora. Uma vizinha. A netinha dela queria pr
Só tinha um jeito de esquecer aquela garota proibida. Sumir. Apesar da identidade de Fera ser um mistério até para os meus próprio vapo, eu fazia isso com frequência. Desaparecia por semanas, às vezes meses. Voltava só quando o morro precisava de uma mão mais pesada ou quando o Steve começava a cometer erros demais. Era uma forma de manter o controle e, ao mesmo tempo, de não deixar ninguém desconfiar que o homem que ocasionalmente aparecia na casa era muito mais do que o pai discreto do Urso. Naquela noite eu já tinha feito as malas. Pouca coisa. O essencial. Estava quase descendo as escadas com a mala na mão quando dei de cara com o Steve. Ele parou no meio do corredor, ainda de camiseta preta e short, o cabelo molhado do banho. — Ué, fez as malas? Pra onde vai? — Vou precisar dar um tempo fora novamente. Ele franziu a testa, claramente incomodado. — Mas você acabou de chegar. Não ficou nem uma semana. Não vai ficar pro baile? O baile. Sempre o baile. Steve amava aqueles ev
Já tinha colocado o Arthur na cama quando alguém bateu na porta. O menino dormia de lado, o carrinho vermelho ainda apertado contra o peito, a respiração tranquila depois de mais um dia cansativo. Eu estava no sofá, de cabelo preso de qualquer jeito e camiseta larga, prestes a ligar o filme que tinha colocado na lista há dias e nunca conseguia assistir. Aquele era o meu momentinho. O único pedaço da noite que eu reservava só pra mim. Suspirei, levantei e fui até a porta, já com a expressão de quem não queria ser incomodada. Quando abri, dei de cara com a Dona Maria, a vizinha que mora bem no início do beco. Mulher de uns sessenta anos, cabelo grisalho preso num coque baixo, sempre com um avental. — Boa noite, minha filha. Desculpa a hora — ela começou, já com aquele jeito educado de quem sabe que está atrapalhando. — Deixa eu te perguntar… você faria um bolo pra amanhã de manhã? Forcei um sorriso educado. — Boa noite, Dona Maria. Imagina. Eu só faço bolos de pote… Ela me interro
O celular vibrou em cima da mesa. Abri a mensagem de Donato. 📲 Donato: Aqui estão os vídeos de movimentação. Mais de cinquenta arquivos. Eu soltei o ar pelo nariz e sentei na poltrona do escritório, a tela do notebook aberta na minha frente. Comecei a assistir um por um, com a paciência de quem já aprendeu que pressa é inimiga do controle. Os primeiros vídeos não tinham nada demais. Vapo entrando, vapo saindo. A empregada carregando sacolas. A cozinheira fumando no fundo do quintal. Movimento normal de uma casa que precisa parecer comum. Eu avançava rápido, pulando os trechos sem interesse. Até que os vídeos do fim da tarde começaram. Foi quando ela surgiu. No portão. Sozinha. Eu travei o dedo no mouse. A imagem congelou por um segundo e depois eu apertei play de novo. Ela estava ali. Cabelos cacheados lindos, vestido vermelho simples, o corpo delicado contrastando com a segurança armada que abria o portão pra ela. Os vapo a liberaram sem questionar. Ela entrou como se soubess
O clima entre a gente estava quente demais. Os corpos já nus, colados um no outro em cima da cama estreita do meu quarto. Os beijos eram molhados, urgentes. As mãos dele apertavam minha bunda, subiam pelas costas, desciam de novo. Eu retribuía com a mesma fome, as unhas fazendo leves arranhões nas costas largas dele. — Tu é muito, muito gostosa… — ele murmurou contra minha boca, beijando mais uma vez. Desceu os beijos pelo meu pescoço, mordendo de leve, e chegou nos seios. Chupou um mamilo com vontade, a língua quente girando, enquanto a mão apertava o outro. Eu arqueei as costas, soltando um gemido baixo. Dessa vez eu podia olhar. Dessa vez eu via o rosto dele, a barba cerrada, os olhos escuros cheios de tesão. Era bom. Era diferente de ontem… e ao mesmo tempo me fazia lembrar. Ele se sentou de repente, pegou a roupa do chão e tirou uma camisinha do bolso. Eu estranhei. Na noite anterior a gente não tinha lembrado disso. Nem pensado. Tinha sido tão intenso, tão sem freio… e agora
Dois toques na porta e eu me levantei da cama. Meu pau ficou duro na mesma hora. Só de imaginar aquela garota eu já ficava louco. A pele, os cachos, os gemidos inocentes, o jeito que o corpo dela se entregava… eu nunca tinha repetido uma mulher. Nunca. Mas aquela eu queria de novo. Queria ver os olhos dela enquanto metia. Queria gravar o rosto na memória. Ainda assim, preferi manter o protocolo. Segurança em primeiro lugar. Peguei a venda preta de seda, abri a porta devagar e, antes que ela pudesse me ver, já estava atrás dela. O corredor estava escuro. Enrolei a venda nos olhos dela com firmeza, amarrando atrás da cabeça. Meus dedos tocaram os cabelos enquanto eu finalizava o nó… e parei. Não era a mesma. Os fios eram diferentes. Mais lisos. Mais finos. O cheiro também. Eu soltei um suspiro de decepção nítida. — Não foi você que veio aqui ontem. Ela fez menção de tirar a venda. A mão subiu rápido. — Não tira — ordenei, a voz baixa e fria. Ela congelou. Ficou parada no meio do







