Beranda / Romance / NUNCA FUI SUA MERETRIZ / CAPÍTULO 14: A MÁSCARA DO PREDADOR

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CAPÍTULO 14: A MÁSCARA DO PREDADOR

Penulis: Isa S
last update Tanggal publikasi: 2026-06-29 21:35:31

Samanta

O tempo parou quando Lorenzo cruzou o umbral do bar. Se o bar estivesse cheio de gente, eu ainda assim sentiria a presença dele, como se o ar estivesse carregado de eletricidade estática antes de um temporal. Ele caminhou em nossa direção com uma descontração calculada, os primeiros botões da camisa abertos e as mangas levemente dobradas. Por um segundo, não vi o tirano da SafeTech Solutions que me humilhara naquela manhã; vi o homem magnético da exposição de veículos, o cara que me le
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  • NUNCA FUI SUA MERETRIZ   CAPÍTULO 97 — A QUEDA DA BOLHA

    AnnaO meu dia tinha começado a mil por hora, em um ritmo frenético que parecia tentar compensar a calmaria dos últimos meses. Logo cedo, quando o Matteo me deixou na porta da agência, Sônia já estava me esperando no saguão com aquela postura discreta, mas impecável, que denunciava o seu treinamento militar rigoroso.Eu havia aceitado a imposição do Matteo sobre a segurança pessoal, mas fiz questão de impor uma cláusula inegociável: ela não podia parecer um segurança clássico de filme de ação. Nada de terno preto formal, óculos escuros dentro de recinto fechado ou fone auricular visível. Resultado? Sônia — ou melhor, Soninha, como eu passei a chamá-la para provocá-la — vestia uma calça alfaiataria estilizada, uma blusa de seda moderna e um blazer leve, parecendo muito mais uma executiva chique do que uma guarda-costas.Com o passar das semanas, acabamos nos tornando muito mais do que patroa e funcionária; criamos uma amizade genuína baseada em confidências e trocas de olhares divertid

  • NUNCA FUI SUA MERETRIZ   CAPÍTULO 96 — O XADREZ DO DESESPERO

    MatteoQuando aquelas palavras finalmente cruzaram os lábios do Mário, o chão debaixo dos meus pés pareceu sumir, e o meu mundo inteiro desabou em uma fração de segundo.— Então, sobrinho... — disse ele, ajeitando a lapela do paletó amassado com uma calma asquerosa, enquanto o sangue ainda secava no canto da sua boca. — Me leve até a sua sala. Vamos conversar como dois cavalheiros.Eu permaneci estático, com os punhos cerrados com tanta força que os nós dos meus dedos doíam. A minha mente girava em um turbilhão violento, incapaz de processar a dimensão daquela crueldade. Como ele tinha tido coragem? Como o Mário conseguiu chegar até a Anna bem debaixo do meu nariz?Em poucas horas, eu a havia deixado na agência. E a segurança dela — Sônia, a profissional de elite que eu contratei pessoalmente para proteger cada passo da Anna quando eu não estivesse, especialista em gestão de riscos — simplesmente não havia me ligado. Como diabos aquilo aconteceu? Como a Sônia permitiu que a Anna fosse

  • NUNCA FUI SUA MERETRIZ   CAPÍTULO 95 — O PONTO DE RUPTURA

    MatteoQuatro meses. Cento e vinte dias.Se alguém me dissesse há um ano que eu estaria vivendo em uma espécie de transe doméstico pacífico, com um Golden Retriever dormindo aos pés da minha cama e uma mulher que virou o meu mundo do avesso compartilhando a minha rotina, eu riria na cara da pessoa. Mas a verdade é que o meu relacionamento com a Anna não podia estar melhor. Nós construímos a nossa própria bolha de felicidade, blindada contra o caos corporativo e as cobranças externas. Ela tinha o espaço dela, eu tinha o meu, e o fim de semana na minha cobertura tinha se tornado o nosso refúgio favorito. No nosso pequeno universo, tudo parecia ter finalmente encontrado o seu eixo.No entanto, a paz completa é um luxo que os homens com o meu sobrenome raramente conseguem desfrutar por muito tempo.E o que estava me incomodando profundamente nos últimos dias — além da tensão iminente dos tribunais — era o estado absolutamente deplorável em que o Lorenzo tinha afundado. O meu amigo parecia

  • NUNCA FUI SUA MERETRIZ   CAPÍTULO 94 — A NOSSA BOLHA

    AnnaO silêncio que se instalou na sala depois de tudo o que Matteo revelou não era pesado, mas denso de um alívio quase doloroso. Toda a raiva, a angústia sufocante e a sensação de impotência que vinham corroendo meu peito ao longo daquele dia derreteram como neve ao sol. Em seu lugar, uma onda avassaladora de amor e c compreensão inundou cada célula do meu corpo.Apertei meus braços ao redor do pescoço dele com força, afundando o rosto na curva quente da sua pele e inalando o perfume amadeirado que era a minha maior fraqueza e o meu único porto seguro. Sentir o peito dele inflar contra o meu, o bater acelerado do seu coração se alinhando perfeitamente ao ritmo do meu, me trouxe uma paz que eu não experimentava há meses.— Eu te amo, Matteo... — murmurei contra a pele da garganta dele, sentindo os braços dele se fecharam ao redor da minha cintura com um aperto quase desesperado, como se quisesse garantir que eu não sumiria dali.Matteo afastou suavemente o rosto apenas o suficiente p

  • NUNCA FUI SUA MERETRIZ   CAPÍTULO 93 — AS MÁSCARAS CAEM

    AnnaA mudança na postura de Matteo foi tão brusca que o ar no meu apartamento pareceu congelar em questão de segundos. Aquele homem provocante, de sorriso de canto e olhar divertido que estava me provocando até um momento atrás, desapareceu por completo. Em seu lugar, emergiu a versão mais fria, sombria e calculista de Matteo Bianchi.Ele não se afastou. Suas mãos continuaram firmes na minha cintura, mas o aperto mudou de um toque de desejo para um aperto de proteção quase desesperado. O olhar dele, fixo no meu, carregava uma densidade que fez meu coração acelerar por um motivo completamente diferente.— O que está acontecendo com o Mário, Matteo? — repeti, com a voz quase em um sussurro, buscando a verdade no fundo daqueles olhos escuros.Ele soltou uma respiração pesada, um sopro quente que bateu contra a minha pele, e desviou o olhar por um segundo antes de voltar a me encarar.— Eu quis te preservar de tudo, Anna — começou ele, a voz rouca e grave, ressoando direto contra o meu p

  • NUNCA FUI SUA MERETRIZ   CAPÍTULO 92 — LIMITES E PERSUASÃO

    AnnaO final da tarde se arrastava no estúdio com aquele cansaço típico de pós-produção. O barulho constante dos disparos da câmera, as ordens do fotógrafo e o calor dos refletores já estavam deixando os meus ombros pesados. Eu só queria tirar a maquiagem, tomar um banho demorado e me afundar no meu sofá.Foi quando, entre os flashes da última sessão do dia, meus olhos cruzaram o estúdio e o vi.Matteo estava parado de pé ao lado da equipe de produção, encostado com uma elegância quase ofensiva contra uma das divisórias de madeira. Usava um paletó escuro impecável, os braços cruzados sobre o peito e a postura ereta de quem parecia dono daquele prédio inteiro. Os olhos dele, atentos e intensos, acompanhavam cada movimento meu diante das lentes, sem piscar.Assim que o fotógrafo gritou que tínhamos finalizado por hoje e a equipe começou a recolher os equipamentos, soltei uma respiração funda. Mantenha a compostura, Anna. Contornei dois assistentes que seguravam sombrinhas difusoras e ca

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